Enamed 2025: os melhores e os piores cursos de medicina avaliados pelo MEC
Quase um terço dos cursos de medicina do país ficaram com notas insatisfatórias e vão sofrer sanções. Saiba mais sobre o novo exame de avaliação.
O Ministério da Educação (MEC) divulgou as notas de 351 cursos de medicina avaliados na primeira edição do Enamed. O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica é basicamente uma versão do conhecido Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, o Enade, só que voltada para os cursos de medicina.
Na primeira aplicação do novo exame, dados preocupantes chamam a atenção sobre os médicos que estão se formando no país: três em cada dez estudantes de último semestre dos cursos de medicina tiveram notas abaixo da média considerada aceitável pelo Ministério da Educação. São cerca de 13 mil formandos.
Analisando por cursos, os dados também apontam um cenário preocupante: dos 351 cursos avaliados, 107 (30,4%) ficaram com notas 1 e 2. Isso significa que menos de 60% dos seus estudantes apresentaram desempenho considerado adequado no exame.
Esses cursos pertencem a 93 instituições de educação superior – diferentes cursos da mesma instituição são julgados separadamente. São 8 públicas (entre federais, estaduais e municipais) e 85 privadas, comunitárias ou sob administração especial.
Do outro lado, 243 cursos receberam notas 3, 4 ou 5, resultado considerado satisfatório pelo MEC. Aqui, a divisão por categoria administrativa fica bem equilibrada: são 108 instituições privadas, comunitárias ou de administração especial; contra 88 públicas.
Dividido por cada categoria de avaliação do Enade, temos:
- 24 cursos com o conceito 1, o menor índice;
- 83 cursos com o conceito 2;
- 80 cursos com o conceito 3;
- 114 cursos com o conceito 4; e
- 49 cursos com conceito 5, a nota mais alta.
Além disso, um curso ficou sem conceito, já que menos de 10 alunos foram avaliados pelo exame.
Sanções para os cursos reprovados
A nota do Enamed nas faixas 1 e 2 é considerada insuficiente. Por causa disso, as instituições desses cursos vão passar pelo que o MEC chamou de “ações de supervisão”. Serão aplicadas diferentes penalidades e sanções, baseadas na avaliação e no índice de proficiência que seus alunos conquistaram.
- 8 cursos (menos de 30% de concluintes proficientes) não vão mais poder receber alunos, estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
- 13 cursos (entre 30% e 40%) vão ter que reduzir pela metade o número de cursos e também estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
- 33 cursos (entre 40% e 50%) vão ter que reduzir em 25% o número de vagas, além de estarem suspensos do Fies e de outros programas federais;
- 45 cursos (acima de 50%, mas ainda na faixa 2) não podem mais aumentar o número de vagas.
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, as universidades terão um prazo para apresentar recursos. Ele relembra que o objetivo das medidas contra os curso é garantir a qualidade do ensino e, por consequência, garantir que a população seja atendida por bons médicos.
“É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino”, disse Camilo. “O objetivo não é aplicar sanções ou penalidades intencionais a qualquer instituição, mas assegurar a formação de médicos de qualidade no Brasil”.
Você pode acessar os dados completos do Enamed no site oficial do MEC.





