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Amazon adia fim do home office por falta de espaço

A gigante tech havia decretado retorno de cinco dias do escritório a partir de janeiro de 2025. 

Por Sofia Kercher 19 dez 2024, 08h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 18h02
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A Audible está presente em 11 países e atingiu o marco de 700 mil títulos, com seis mil deles sendo em português. (Christian Wiediger/Unsplash)
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té segunda ordem, todos os funcionários americanos da Amazon estavam avisados: a partir do dia 2 de janeiro de 2025, seria necessário comparecer ao escritório cinco dias por semana. Quem não gostasse da medida poderia buscar emprego em outro lugar — disse publicamente o CEO da Amazon Web Services, Matt Gaman.

Andy Jassy, CEO da companhia, afirmou que, nos últimos cinco anos, ficou claro que as vantagens do trabalho 100% presencial são significativas. Ele defendeu que o regime melhora a cultura da empresa. “É mais fácil para nossos colegas de equipe aprenderem, modelarem, praticarem e fortalecerem nossa cultura; colaborarem, fazerem brainstormings e inventarem. É mais simples e eficaz ensinar e aprender uns com os outros. As equipes tendem a ser mais conectadas umas às outras”, escreveu.

Eis que a segunda ordem chegou. Esta semana, o Business Insider noticiou que a companhia vai adiar a implementação da política em alguns escritórios, como Nova York, Atlanta e Houston. Com reformas de infraestrutura ainda necessárias nesses locais, não seria possível receber todos os funcionários de volta do home office a tempo.

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Segundo um porta-voz entrevistado pelo veículo, os atrasos poderão durar até maio de 2025 – apesar da empresa afirmar que a política presencial será possível a partir de janeiro para a “vasta maioria dos funcionários.” Por ora, aqueles que não tiveram estações de trabalho designadas deverão continuar no modelo híbrido.

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Modelo esse que, diga-se de passagem, também causou problemas para a Amazon. Em 2023, a companhia ordenou o retorno de, ao menos, três dias presenciais por semana (o que permanece até hoje). A decisão foi tomada ainda que inúmeros escritórios não tivessem condições de atender todo mundo. 

Na época, isso gerou atrasos no cronograma e um descontentamento dos funcionários. Em Seattle, nos Estados Unidos, alguns trabalhadores da companhia fizeram uma greve – criticando, entre outros motivos, esse retorno presencial.

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Vale dizer que, naquela época, a empresa tinha acabado de demitir cerca de 27 mil funcionários (cortesia de um aumento de contratações na pandemia e um enxugamento posterior. Entenda melhor aqui). A empresa ainda está num processo de redução de seu número de gerentes e aumento de colaboradores individuais, como uma forma de reduzir a burocracia e facilitar esse retorno aos escritórios. 

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Em relação ao retorno presencial, essa é uma discussão antiga (que você pode entender mais a fundo nesta reportagem da Você S/A, do final do ano passado). Mas não é generalizada, ao que tudo indica: segundo dados do The Conference Board, feito com os principais CEOs mundo afora, apenas 4% deles (tanto nos EUA quanto globalmente) estão priorizando trazer os trabalhadores de volta ao escritório 5 dias na semana.

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