VALE3 e mais alfinetadas de Lula são destaque no pregão pré-carnaval
Queda no lucro da mineradora, gigante da bolsa brasileira, e mais guerra entre o presidente e o banco central pautam o pré-carnaval do mercado.
Bom dia!
O pregão desta sexta-feira tem tudo para ser franzino: além da agenda esvaziada, é véspera de feriadão; depois de hoje, a bolsa só voltará a abrir às 13h da quarta-feira de cinzas, o que deve diminuir a liquidez.
Investidores devem seguir repercutindo as falas de Lula à CNN, em entrevista veiculada ontem após o fechamento do mercado. Em spoilers vazados ainda durante o pregão, as falas do presidente pareceram levantar bandeira branca na guerra contra o banco central – o que ajudou o Ibovespa a se firmar em terreno positivo.
Mas só pareceram, mesmo. Na verdade, apesar de Lula dizer que “não cabe ao presidente da República ficar brigando com o presidente do BC”, a postura foi contraditória. A fala do petista não foi exatamente conciliadora – disse que Campos Neto (o qual se referiu como “cidadão”), “foi indicado por Bolsonaro, por Guedes, significa que a cabeça política dele é uma cabeça muito diferente da minha e daqueles que votaram em mim”. Ainda alfinetou: disse que vai convidar RCN para ver os “lugares mais miseráveis do País”, num movimento para sensibilizar o presidente do BC a abaixar os juros.
No fim, a mensagem que esse discurso passa é que, mesmo com os acenos à paz, a novela não está perto de acabar, como se especulou ontem. Mais dor de cabeça para a Faria Lima.
Enquanto isso, o destaque realmente novo do dia fica com a Vale (VALE3). A gigante da bolsa brasileira divulgou balanço ontem, mostrando um lucro de US$ 3,724 bi no quatro trimestre de 2022 – o que superou as expectativas do mercado. Na comparação anual, a queda do lucro é de -30,4%. Também anunciou a distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos.
Os ADRs da mineradora negociados no after hours de Nova York ficaram instáveis com a divulgação do balanço, chegando a subir mais de 1% após a publicação dos números, mas revertendo o otimismo e fechando em queda de 1,11%.
Falando em Nova York, o clima segue amargo em Wall Street. Futuros americanos amanhecem no vermelho com a preocupação com os juros e a inflação, e o azedume contaminou também as bolsas asiáticas e europeias. Após falas duras de dirigentes do Fed nos últimos dias, que ajudaram a cultivar o pessimismo, mais dois membros do BC americano falam hoje: Thomas Barkin e Michelle Bowman. A ver se esse temor yankee é o suficiente para estragar o Carnaval.
Boa sexta-feira e bons negócios.
Futuros S&P 500: -0,71%
Futuros Nasdaq: -0,93%
Futuros Dow: -0,49%
*às 7h57

BNDES na Febraban
O BNDES passou a compor oficialmente o quadro de associados da FEBRABAN, a Federação Brasileira de Bancos, que reúne as maiores instituições financeiras do país. Quando tomou posse do BNDES, em fevereiro, Aloizio Mercadante já tinha dito que ia entrar com a solicitação para ingressar na entidade. A ideia é estreitar os laços com as instituições privadas – o banco de desenvolvimento terá representação no conselho diretor (formado por 18 instituições financeiras) e na assembleia de associados (composto por 115 membros).

10h30 Thomas Barkin, presidente do Fed de Richmond, fala em evento
11h45 Michelle Bowman, diretora do Fed, participa de evento

Índice europeu (EuroStoxx 50): -1,02%
Bolsa de Londres (FTSE 100): -0,32%
Bolsa de Frankfurt (Dax): -1,00%
Bolsa de Paris (CAC): -0,67%
*às 8h06

Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): -1,44%
Hong Kong (Hang Seng): -1,28%
Bolsa de Tóquio (Nikkei): -0,66%

Brent: -2,35%, a US$ 83,14 o barril*
Minério de ferro: 2,01%, negociado a US$ 129,22 por tonelada em Dalian (China)
*às 7h55

ETFs de renda fixa
Os ETFs, fundos que acompanham índices da bolsa, ainda são sinônimo de renda variável. Mas eles já começaram a navegar pelas águas mais calmas da renda fixa, com taxas de administração mais baixas que as dos fundos tradicionais e impostos menos escorchantes. Nesta reportagem da Você S/A, descubra as vantagens e os riscos dessa modalidade de investimento.





