Bolsas amanhecem em queda antes de dados de inflação nos Estados Unidos
O petróleo acumula ganhos de 25% desde junho. E deve salgar os preços ao consumidor. Expectativa é de que o CPI tenha subido 0,6% em agosto.
A palavra da semana é inflação.
Ontem foi dia de surpresa positiva para o indicador de preços brasileiro, patrocinando uma alta de 0,93% do Ibovespa. Nesta quarta-feira, o olhar dos investidores se volta para os Estados Unidos, com a divulgação do CPI, a inflação ao consumidor americano. E ainda não acabou. Amanhã teremos mais dados de preço, também nos EUA, com a divulgação do PPI, que mede a inflação ao produtor.
Para os números de hoje, os analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetam que a inflação ao consumidor atingirá o seu maior nível em 14 meses, com o CPI acelerando 0,6% em agosto — ante os 0,2% registrados em julho. Caso o dado se confirme, o indicador acumulará 3,6% nos últimos 12 meses.
A aceleração nos preços já tem um vilão conhecido: a alta de quase 25% no petróleo desde o fim de junho, o que vem pressionando os preços de combustíveis e energia.
Por isso, os investidores (e o Fed) devem olhar com atenção também para o núcleo do CPI – a parte do indicador mais sensível à política monetária e que exclui da sua base de cálculo o preço de combustíveis e alimentos. Nesse caso, os analistas esperam uma desaceleração anual de 4,7% para 4,3%, com a leitura de agosto estável em 0,2%.
Assim como no Brasil com a inflação divulgada ontem, é pouco provável que o CPI altere o rumo da reunião do Fomc (o Copom dos Estados Unidos) marcada para a próxima quarta-feira, mas é um dado importante para a definição do rumo da política monetária por lá.
As projeções para a decisão do dia 20 já estão bem consolidadas. Segundo o monitor do CME Group, apenas 7% dos investidores consultados apostam em uma elevação de 0,25 ponto percentual na semana que vem – 97% apostam na manutenção. O grande X da questão é o que acontecerá nos outros dois encontros restantes em 2023, em novembro e dezembro. A aposta majoritária é de que os juros não vão mais subir, mas 41% dos investidores ainda têm no radar uma alta de 0,25 p.p. até o fim do ano.
A apreensão com a inflação já deixou as bolsas americanas no vermelho ontem e a cautela se espalhou para o mercado asiático ao longo da madrugada. Nesta manhã, os índices futuros em Wall Street e as principais bolsas europeias também apontam para um dia de perdas.
Embora o humor das bolsas internacionais possa ser determinante para o dia na B3, o Ibovespa ainda pode ter uma tábua de salvação: a alta do petróleo. A subida do barril tende a puxar junto os papéis da Petrobras (PETR4), uma das maiores empresas da nossa bolsa.
A commodity vem ampliando os ganhos das últimas semanas após um relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) mostrar uma projeção de demanda aquecida, principalmente após Arábia Saudita e Rússia prorrogarem os cortes de produção em vigor desde a metade do ano.
Bons negócios!
Futuros do S&P 500: -0,11
Futuros do Nasdaq:-0,16%
Futuros do Dow Jones: -0,12%
*às 8h10
Chegada do iPhone 15 derruba ações da Apple (APPL34)
Cumprindo o rito anual, a Apple lançou nesta terça sua nova linha de iPhones. São 4 aparelhos da geração 15, todos espelhando suas versões predecessoras. iPhone 15 e 15 Plus (básicos); e iPhone 15 Pro e 15 Pro Max (topo de linha).
Não há nenhuma mudança revolucionária no produto (assim como nos últimos lançamentos da marca). As principais novidades são a padronização dos cabos USB-C para todos os modelos e a otimização da câmera – a Apple promete que fotógrafos poderão trabalhar profissionalmente com o aparelho.
Os preços também foram, digamos, atualizados. O modelo mais barato parte de US$ 799, mesma faixa da geração anterior, mas o Pro Max começa em US$ 1.199, US$ 100 a mais que o equivalente da geração 2022. Na loja da Apple no Brasil, os telefones saem por R$ 7.299 e R$ 10.999.
O combo não impressionou investidores: a ação recuou 1,71%, a US$ 176,30. Nada de novo no front. Na última semana, as ações da big tech já vinham sofrendo quedas significativas. E não há um motivo único. Uma das razões foi o plano da China de expandir a proibição do uso de iPhones para agências apoiadas pelo governo e empresas estatais. Um novo acordo da maçã com a fabricante de chips Qualcomm mostrou ao mercado que a companhia está longe de ser autossuficiente no segmento.
21h: O ministro Fernando Haddad participa de evento da revista Exame
EUROPA…………………………….
- Índice europeu (Euro Stoxx 50): -0,83%
- Londres (FTSE 100): -0,43%
- Frankfurt (Dax): -0,75%
- Paris (CAC): -0,12%
*às 8h10

- Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): -0,18%
- Hong Kong (Hang Seng): -0,09%
- Bolsa de Tóquio (Nikkei): -0,21%
- Brent: 0,70%, a US$ 92,67 por barril
- Minério de ferro: 0,17%, a US$ 118,05 por tonelada em Dalian
*às 8h13
Desastre de Mariana vira processo de R$ 230 bilhões em Londres
No Reino Unido, uma ação coletiva de mais de 700 mil brasileiros pede uma indenização de US$ 44 bilhões à BHP e à Vale. Quem encabeça o caso é o escritório britânico Pogust Goodhead. Conheça os bastidores do caso que pode afetar a maior empresa da bolsa brasileira nesta reportagem da Você S/A.





