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Serasa lança ferramenta de gestão financeira com IA para pequenas e médias empresas

A ideia é auxiliar o empreendedor a tomar decisões que ampliem seu negócio, sem sacrificar a saúde financeira no caminho.

Por Sofia Kercher 4 jul 2025, 17h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 18h11
Ilustração 3D de uma calculadora e vários lápis sob fundo marrom.
 (Maryna Terletska/Getty Images)
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A Serasa Experian acaba de anunciar, nesta quinta-feira (3), o lançamento do Serasa Descomplica. A plataforma funcionará como uma ferramenta de gestão financeira, e é voltada às pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras.

    Funciona da seguinte forma: você cadastra o seu CNPJ e, pela plataforma, terá acesso ao dados bancários de todas as contas de banco atreladas à empresa. Vale dizer: sua conta pessoal não entra nesse balaio. Segundo a companhia, isto também é um incentivo às PMEs não misturarem as visões de pessoa física e jurídica.

    Com base nessas informações, a Inteligência Artificial disponível no site fará relatórios e recomendações de movimentações financeiras para a sua empresa. A ideia é auxiliar o empreendedor a tomar decisões que ampliem seu negócio, sem sacrificar a saúde financeira no caminho.

    O Descomplica funciona no modelo “freemium”. Vide: há versão grátis e versão paga. Alguns recursos da IA, como categorização de contas, estão disponíveis gratuitamente; mas a assessoria e recomendações financeiras são disponibilizadas por meio de assinatura. O preço não é fixo, e é definido com base no tamanho da empresa.

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    No momento, o Serasa Descomplica está disponível apenas na versão web. Mas, segundo a companhia, a ideia é lançar um aplicativo no futuro.

    O que tira o sono do empreendedor?

    Como está a mente do empreendedor brasileiro? A pesquisa “Cabeça do Dono”, feita pelo Instituto Locomotiva para o Itaú Empresas, nasceu da tentativa de responder a essa pergunta. O levantamento entrevistou 1001 pessoas, donas de companhias com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 50 milhões, em todas as regiões do Brasil. As respostas foram coletadas entre julho e agosto deste ano. 

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    A ideia é trazer um panorama das necessidades e desafios enfrentados pelas PMEs – que, atualmente, são responsáveis por 30% do PIB e geram 50% dos empregos ativos, segundo dados do Sebrae. Vamos às considerações do levantamento a seguir. 

    60% dos líderes de pequenas e médias empresas têm a intenção de expandir seus negócios em 2025. Ainda, 79% se mostram esperançosos e empolgados em relação à situação atual da empresa.

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    Apesar das ambições positivas, há alguns desafios que mantêm os empreendedores acordados de noite. Para 41%, crises econômicas, flutuações de mercado e a concorrência; 20% se preocupam com fatores relacionados a crescimento e inovação, e 18% com a gestão financeira de seus negócios.

    Essas questões somam-se à falta de tempo e sobrecarga de trabalho. 98% dos entrevistados toma decisões em cinco áreas de sua empresa, em média. Desses, 37% deles assumem essa carga absolutamente sozinhos. Segundo a pesquisa, o envolvimento fica mais intenso em assuntos ligados ao comercial, e menos em áreas mais burocráticas da empresa (como jurídico e T.I). 

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    “Isso reforça como eles estão sobrecarregados e o tamanho do desafio que é manter suas empresas progredindo, ao se verem com a responsabilidade por tantos setores que demandam habilidades diversas – e que se acumulam e evoluem conforme as empresas crescem”, acrescenta Cadu Peyser, diretor de estratégias e produtos para PMEs do Itaú Unibanco.

    Saúde mental preocupa

    A sobrecarga não vem sem consequências. O estudo mostra que quase metade dos empreendedores relatam cansaço e estresse no dia a dia. E há diferenças de gênero: o estresse é sentido por 53% das empreendedoras (ante 47% dos seus congêneres masculinos) e o cansaço por 46% delas (ante 42%).

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    Ainda, 62% dos entrevistados afirma que gostaria de ter mais tempo com a família, enquanto 60% já enfrentaram alguma situação financeira adversa na sua vida pessoal por causa da empresa. Mais da metade (52%) relatou ter problemas de saúde relacionados à rotina de trabalho.

    “Temos nesta pesquisa a visão de uma camada de empresários que se sentem solitários e esquecidos. Eles têm um senso de responsabilidade, persistência e reinvenção constante, e sabem que seus resultados impactam não só a sua vida, mas a de seus funcionários, famílias, cadeia de fornecedores e todo o seu entorno. O potencial desse segmento pode gerar um impacto muito grande no Brasil, e deveria ser olhado com mais intencionalidade”, argumenta Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

    *Com informações de Luana Franzão.

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