Vale-refeição dura 10 dias úteis no Brasil, indica estudo
Empresas pagam, em média, R$ 649 por mês aos funcionários; metade dos profissionais usa o VR em apenas três estabelecimentos.
Seu VR não dá para nada? Você não está sozinho: um novo levantamento da Pluxee, empresa de benefícios corporativos, mostrou que o vale-refeição cobriu apenas 10 dias úteis por mês, em média, no ano de 2025. No estado de São Paulo, o índice é pouco melhor, mas ainda desanimador: são 12 dias de bonança.
O estudo mostrou que as empresas brasileiras pagam, em média, R$ 649,00 de vale-refeição aos funcionários. Quem usa cartões da Pluxee gasta R$ 42,81 por transação, segundo dados do último ano, e R$ 568,25 por mês.
No estado de São Paulo, o valor médio do VR é de R$ 597,94, enquanto o gasto médio dos usuários da Pluxee é de R$ 43,41 por transação e de R$ 594,14 por mês.
Os responsáveis pelo estudo defendem: existe um esforço consciente dos profissionais para esticar o saldo mensal – seja reduzindo o número de refeições feitas fora de casa, seja escolhendo estabelecimentos com preços mais acessíveis.
A pesquisa também mostrou que metade dos profissionais usaram o VR em apenas três estabelecimentos por mês no último ano – um comportamento que pode indicar controle de gastos, fidelidade ou simplesmente praticidade.
Além disso, o levantamento encontrou uma diferença significativa entre o gasto médio por transação em compras online (R$ 62,40) e em compras presenciais (R$ 41,24), mas concluiu que o canal de compra não altera a duração média do VR nem influencia diretamente, portanto, a efetividade do benefício.
E garantir que o vale-refeição apoie de fato os profissionais nas refeições do cotidiano é fundamental para “engajar os colaboradores de forma genuína”, segundo argumenta Antônio Alberto Aguiar, diretor-executivo de Estabelecimentos da Pluxee. Para ele, o benefício é mais que um auxílio financeiro, mas um “símbolo concreto de cuidado e valorização por parte das empresas”.
“Os dados reforçam a necessidade de [prestar atenção] ao cenário econômico, aos hábitos de consumo e às novas expectativas dos profissionais para oferecer benefícios alinhados à realidade atual e capazes de fortalecer vínculos mais sustentáveis e duradouros”, afirma o executivo em comunicado à imprensa.





