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Fundo funerário valoriza impulsionado por pandemia

O CARE11, primeiro fundo a investir em negócios ligados a cemitérios, jazigos e serviços funerários, está entre os 20 FIIs mais valorizarados em 2021.

Por Guilherme Eler e Tássia Kastner Atualizado em 25 jun 2021, 12h52 - Publicado em 7 jun 2021, 18h43

Não dá para comprar um lugar garantido no céu, já garantir um espaço para descansar em paz é um pouco mais fácil. Famílias endinheiradas têm o hábito de comprar jazigos para seus entes queridos ainda em vida. E dá para investir nisso via fundo imobiliário.

Trata-se do Brazilian Graveyard and Death Care Services (cujo ticker é CARE11), considerado o primeiro a investir em negócios ligados a cemitérios, jazigos e serviços funerários. Ele tem participação em 13 cemitérios de sete Estados.

E não é exatamente uma novidade, já que o fundo estreou na bolsa em 2016. Nos últimos meses, porém, ele começou a se sair melhor que FIIs mais convencionais, como os de shoppings e escritórios. No fim de maio, o CARE11 figurava no top 5 de maiores valorizações da bolsa, e no início de junho, acumulava valorização de mais de 13% no ano.

Mas isso não durou muito tempo. Hoje, o retorno acumulado em 2021 perdeu fôlego e está em 5,02%, segundo dados da Economatica. Ainda que tenha perdido o embalo nas últimas semanas, o crescimento do fundo supera com larga margem a média do mercado, que caiu 1,87%.

Mas a vida desse fundo continua complexa: um investidor tem ganho médio com dividendos de 1,97% ao ano, o que perdia até para a menor Selic da história, de 2%, que vigorou até março deste ano. Quer dizer, morrer continua sendo um mau negócio.

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