Pessoas com autonomia são mais satisfeitas com a vida, mostra estudo
Pesquisadores também investigaram o senso de pertencimento e a crença dos participantes nas próprias habilidades. Conclusão: não seríamos meramente hedonistas.
Você é livre? Para fazer as próprias escolhas, assumir uma posição política ou ser quem realmente é?
Aí mora o segredo para viver feliz e satisfeito. É, pelo menos, o que apontou um estudo de pesquisadores da Universidade Simon Fraser, no Canadá, que entrevistaram mais de 1,2 mil adultos ingleses e canadenses.
O estudo concluiu que “as pessoas não são meramente hedonistas”, nas palavras de Jason Payne, pesquisador de pós-doutorado na instituição. Quando você avalia seu nível de satisfação com a vida, não considera apenas a diferença entre sentimentos bons e ruins que experimentou nos últimos tempos, mas principalmente se você foi dono do próprio nariz.
“As pessoas parecem se perguntar não apenas ‘eu me sinto bem?’, mas também ‘eu sou livre?’”, explica Payne em comunicado à imprensa.
Os pesquisadores mediram o nível de satisfação dos participantes com a própria vida, coletando informações sobre os sentimentos positivos e negativos que eles experimentaram nas quatro semanas anteriores ao teste, mas também avaliando três possíveis indicadores de bem-estar: autonomia; competência, ou seja a crença de alguém na própria capacidade; e o senso de pertencimento.
Resultado: a autoavaliação dos participantes pareceu, sim, depender majoritariamente da frequência com que elas haviam experimentado emoções positivas e negativas.
“[Mas,] mesmo levando em consideração o quão bem ou mal as pessoas se sentiam, aquelas que se sentiam mais autônomas estavam mais satisfeitas com suas vidas”, disse Payne. Segundo o pesquisador, a autonomia foi a única necessidade psicológica que pareceu contribuir com algo que os sentimentos por si só não explicavam, ao contrário da competência e do pertencimento.
Estas seriam descobertas com implicações práticas para o ambiente de trabalho: “Programas e intervenções concebidos para melhorar o bem-estar [no escritório] podem melhorar os sentimentos [dos funcionários], argumenta Payne. “Mas se restringirem as escolhas das pessoas, podem levá-las a julgar suas vidas como piores, no geral.”





