Oferta Relâmpago: Revista Impressa por R$ 9,90/mês e ganhe descontos e cashback.

Como a neurociência pode te ajudar com as metas de Ano-Novo

Aproveitando o jeito que seu cérebro funciona, dá para traçar metas melhores.

Por Leo Caparroz 8 jan 2025, 17h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 18h10
Foto de cérebro em um fundo preto.
 (Henrik Sorensen/Getty Images)
Continua após publicidade

É normal que, no começo do ano, você sinta um impulso irrepreensível de mudar sua vida. Você elabora suas metas, traça seus planos, reflete no ano passado e decide o que precisa melhorar. Parar de fumar, começar a fazer exercícios, emagrecer, estudar um novo idioma, ler mais, entre tantas outras metas.

Num piscar de olhos, já estamos em março, o carnaval veio e todas essas promessas ficaram para trás.

É comum que o impulso motivacional que veio na hora da virada vá se esvaindo com o passar do tempo. Por mais que seja algo que você deseje, que vá te fazer bem, é difícil se manter entusiasmado com um objetivo – principalmente se ele é algo de longo prazo.

Nossa capacidade de enxergar os benefícios futuros de uma ação no presente é limitada. Como a grande maioria das metas e objetivos, sejam pessoais ou profissionais, que traçamos são voltadas para o longo prazo, é difícil ver os resultados no fim do túnel.

Continua após a publicidade

“Somos mais sensíveis a recompensas e respostas imediatas, mais tangíveis e fáceis de serem percebidas pelo cérebro como algo concreto”, afirma Thaís Gameiro, neurocientista formada pela UFRJ e sócia da Nêmesis, empresa que oferece assessoria e educação corporativa na área de Neurociência Organizacional.

“Quando precisamos enxergar benefícios que só ocorrem no futuro, ficamos vulneráveis a perder o foco do objetivo principal por conta de distrações que oferecem recompensas imediatas, mas que muitas vezes nos afastam da meta desejada.”

Continua após a publicidade

Talvez o exemplo mais claro disso seja a dieta. Você pode até ter feito a meta para comer mais frutas e verduras, mas o resultado só vai aparecer depois de meses de esforço e determinação. Enquanto eles não chegam, a tentação de um sorvete ou uma pizza cresce, alimentada pelo desânimo com a distância da meta inicial.

Sendo assim, um jeito de resolver isso é estar sempre perto de conquistar sua meta. Ora, se nosso cérebro se sente mais motivado a cumprir um objetivo quando está no

Continua após a publicidade

sprint final do que na largada, se você sempre conseguir ver o fim da meta, pode usar esse elemento ao seu favor.

Uma das forças mais eficientes de alcançar uma meta grande, de longo prazo, é quebrá-la em metinhas menores, mais tangíveis e que podem ser cumpridas com facilidade. 

“Precisamos de feedback imediato para ajustar nosso comportamento e tomada de decisão. Sem feedback, o cérebro fica perdido e acaba tomando atitudes mais impulsivas e baseadas em estimativas abstratas e pouco precisas”, afirma Gameiro.

Continua após a publicidade

“Por isso, quando definimos metas mais simples, de fácil execução e que nos permite acompanhar nosso progresso de maneira mais rápida, temos a sensação de que estamos conseguindo e que o esforço está sendo recompensado. São estas pequenas vitórias que aumentam a motivação do indivíduo para persistir, tornando mais provável que a meta principal seja alcançada.”

Além disso, também é muito importante traçar objetivos claros, com prazos específicos e planejamento objetivo. Faça metas que sejam mensuráveis, para que você consiga perceber facilmente se está progredindo rumo ao seu objetivo ou não.

Continua após a publicidade

E, é óbvio, não tente dar um passo maior do que a perna: suas metas precisam ser alcançáveis. “Busque estabelecer objetivos que realmente sejam viáveis para você, pois caso contrário, haverá frustração e desmotivação que atrapalham qualquer progresso”, afirma Gameiro.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

10 grandes marcas em uma única assinatura digital