Seis em cada dez profissionais desejam trocar de emprego em 2026
Brasileiros qualificados estão em busca de melhores salários, desenvolvimento de carreira e mais qualidade de vida, segundo pesquisa da consultoria Robert Half.
A maioria dos brasileiros pretende trocar de emprego em 2026, segundo um levantamento da Robert Half que ouviu mais de 500 profissionais qualificados – o que, para a consultoria, significa ter pelo menos 25 anos e ensino superior completo.
A fatia da amostra que deseja novidade aumentou sete pontos percentuais nos últimos 12 meses e alcançou os 61%. Melhores salários, desenvolvimento de carreira e mais qualidade de vida são os principais fatores por trás da busca por movimentação, segundo a pesquisa.
“O aumento da intenção de mudança é reflexo de dinâmicas laborais [centradas nos profissionais], com o fortalecimento da confiança dos candidatos”, explica Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half na América do Sul. “Ainda assim, as escolhas de carreira precisam ser alinhadas às expectativas de cada um, que vão desde crescimento e remuneração até qualidade de vida e tempo para a família.”
Para o executivo, a capacidade de planejamento é o maior diferencial dos trabalhadores em momentos de alta mobilidade, como esse. “Profissionais que se planejam, entendem onde estão as demandas e investem nas competências certas, têm mais chances de tomarem decisões bem pensadas e alinhadas às necessidades do mercado”, disse Mantovani em comunicado à imprensa.
Por que trocar de emprego?
A maior parte (72%) dos entrevistados que deseja encontrar um novo cargo pretende permanecer em sua área de atuação. Eles procuram:
- Melhores oportunidades de crescimento (45%);
- Maior remuneração (42%);
- Novos desafios (31%);
- Possibilidade de trabalho remoto ou híbrido (31%); e
- Pacote de benefícios mais atrativo (29%).
“Aspectos financeiros” são o motivo mais mencionado (63%) entre quem sonha com a transição de carreira. Na sequência, vêm o anseio por qualidade de vida (39%), a realização pessoal (29%), a vontade de aprender algo novo (27%) e a flexibilidade (24%).
Por que as pessoas ficam?
Além de perguntar aos profissionais por que desejam trocar de emprego, a consultoria também investigou quais fatores fazem as pessoas permanecerem em suas empresas. Eles são:
- Benefícios e remuneração (52%);
- Modelos de trabalho flexíveis (46%);
- Equilíbrio entre vida pessoal e profissional (33%);
- Ambiente e cultura organizacional (31%); e
- Oportunidades de desenvolvimento (25%).
Para Mantovani, esses dados corroboram a função proativa que as empresas têm na retenção de talentos. “Mesmo que as formas tradicionais de recompensa sigam relevantes, quatro dos cinco aspectos que influenciam a permanência, segundo os próprios colaboradores, estão ligados a bem-estar, desenvolvimento e flexibilidade – [temas] que tendem a ganhar ainda mais peso nas decisões daqui para a frente.”





