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Simuladores de investimento

Seja conservador na hora de calcular a taxa de retorno do investimento da sua aposentadoria

 12/06/2009

Quando alguém procura um plano de previdência, a pergunta é inevitável: “Quanto eu vou ter ao me aposentar?”. Traduzindo em números: “Se eu depositar 500 reais por mês em um Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) ao longo de 20 anos qual será meu benefício?”. A reportagem de VOCÊ S/A saiu em busca de uma resposta para a questão e visitou vários bancos. No primeiro deles, o saldo informado foi de 277 740 reais; no segundo, 352 155 reais; e no terceiro, 188 228 reais. Qual a razão para tamanha discrepância? A taxa de juros utilizada para calcular a rentabilidade do investimento.

Na primeira instituição foi utilizada uma taxa de 8% ao ano; na segunda, de 10%; e na terceira, de 6%. As tarifas de carregamento e de administração interferem, obviamente, nas somas, mas não nesse caso, já que elas variavam muito pouco de um banco para outro. Agora pense: se a Selic, a taxa básica de juros da economia, está em 10,25% ao ano, e a inflação prevista gira em torno de 4%, a taxa real de retorno do investimento, sem levar em consideração as tarifas cobradas, não poderia ser muito superior a 6%.

Em se tratando de um investimento de longo prazo como a previdência todo conservadorismo é pouco na hora de arriscar previsões. “Trabalhar com um retorno anual de 5% nos próximos 30 anos já pode ser considerado bastante otimista”, diz o economista Rafael Paschoarelli, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo. As simulações feitas nas agências bancárias referiam-se a um plano que investe 100% do dinheiro em renda fixa. Nos sites, muitas vezes não é possível optar pelo tipo de fundo nem mesmo pelo perfil do investidor — conservador, moderado e agressivo. Algumas instituições nem sequer disponibilizam a taxa de rentabilidade utilizada para os cálculos. Está certo que todas as simulações são, em última instância, hipóteses. Há, porém, aquelas mais plausíveis e outras menos condizentes com a realidade. “O principal problema é que, se a previsão for otimista demais, o indivíduo só vai descobrir ao se aposentar”, diz Rafael. E aí pode ser tarde demais.

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