Você S/A / Organize suas finanças / Edição 9120 / Carreira
12/08/2009
Quem não sonha em ganhar uma bolada de dinheiro, investir a fortuna no mercado financeiro e sair pelo mundo fazendo só o que gosta? Com certeza todo mundo já pensou nisso um dia. Mas, sinceramente, essa é uma possibilidade remota. É possível, porém, plantar essa ideia hoje e fazer com que ela vire realidade amanhã. É o que garantem os especialistas em planejamento previdenciário, que dão dicas agora para ajudar você a conquistar uma vida de sonhos lá na frente.
LIÇÕES DE PREVIDÊNCIA
Nos últimos anos, cresceram as iniciativas para esclarecer as questões previdenciárias. Nas grandes empresas, o departamento de recursos humanos orienta funcionários prestes a se aposentar sobre os procedimentos e cuidados na aposentadoria. A consultoria de recursos humanos Mercer criou em 2005 o programa De Bem com a Vida. "Durante os encontros reunimos várias pessoas na mesma situação e há troca de ideias que ajudam os participantes a pensar sobre o que farão no futuro", diz Carolina Wanderley, consultora sênior de previdência da Mercer.
O governo federal também está sensibilizado com a questão da educação financeira da população. Para isso está desenvolvendo o projeto Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef), que tem o objetivo de ensinar o funcionamento dos produtos financeiros para as pessoas de todas as classes sociais e faixas etárias. A ideia é levar esses conhecimentos para dentro da sala de aula já a partir do Ensino Fundamental. No currículo, temas como crédito bancário, previdência privada, consórcios, cartões de crédito, financiamentos para habitação e seguros, além das alternativas de investimento, tanto em renda fixa como variável.
PLANO DE SAÚDE
Essa é uma das principais preocupações para quem está prestes a se aposentar. Os custos com saúde vão aumentar invariavelmente. Mas há como planejar e garantir tranquilidade nessa fase da vida. Entre as alternativas, é possível manter a apólice empresarial nas mesmas condições de preço e cobertura pelo tempo em que o empregado contribuiu com o seguro, limitado a dez anos. A garantia é dada pelo governo federal por meio da Lei 9 656, de 1998. "Vale a pena manter o plano da empresa. O custo de um ótimo plano empresarial geralmente é menos da metade do de um contrato individual", diz Priscila Ramos, proprietária da corretora Da Veiga & Higuchi, de São Paulo.
Quando o limite legal do plano de saúde terminar é preciso agir por conta própria. O plano individual é uma opção, mas pouco vantajosa. O preço é salgado e poucas companhias aceitam novos segurados após 59 anos de idade. Nesse caso é melhor começar a se preocupar com o assunto a partir dos 50 anos. Quem já tem um plano individual não deve se desfazer dele. Uma alternativa é buscar um seguro de classe, planos contratados por sindicatos e conselhos regionais de categorias profissionais. "É como um plano empresarial, formado por um grupo maior de pessoas a custo mais baixo", diz Priscila. Segundo ela, o preço de um plano classista sai até 30% mais em conta.
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