Você S/A / Organize suas finanças / Edição 9120 / Dinheiro
12/06/2009
Escolher a forma como resgatar os benefícios de sua previdência privada é tão importante para o planejamento da aposentadoria quanto decidir o tipo de plano, o regime tributário ou a composição dos investimentos adequados para seu perfil. Existem sete formas de sacar o dinheiro acumulado num Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e num Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). Mas na hora em que você decide contratar um plano de previdência a opção de saque é feita quase automaticamente. A escolha pela renda vitalícia já está preenchida no contrato.
Mas não há motivo para pânico se você quiser mudar de opção. As seguradoras são obrigadas a confirmar a opção de saída do plano 90 dias antes do fim do contrato e você pode pensar e dar a resposta em até 30 dias. Ainda assim, a grande maioria dos clientes não troca de alternativa, permanecendo com a renda vitalícia — que, como o próprio nome sugere, garante uma renda mensal para o resto da vida. Gilseia Rinaldi Moreira, de 52 anos, gerente de relacionamento da Natura, faz parte dessa turma que pretende optar pela tranquilidade de ter uma grana garantida todo mês. “Não vou resgatar o dinheiro para ter o trabalho de ficar gerindo os recursos”, afirma Gilseia. “Quero mais é curtir minha aposentadoria e viajar pelo mundo.”
Essa tranquilidade tem um preço. “Quando o benefício é convertido em renda, o cliente abre mão do patrimônio acumulado”, afirma Osvaldo do Nascimento, diretor executivo de investimentos pessoa física e previdência do Itaú Unibanco. Na renda vitalícia, o dinheiro acumulado fica para a seguradora em caso de morte prematura do titular do plano. Todas as alternativas de saque do dinheiro apresentam vantagens e desvantagens
Quem escolhe transformar o benefício em renda deve atentar para o fato de que mudanças de tipo (se vitalícia ou temporária) e da garantia de continuidade do pagamento aos beneficiários indicados vão alterar o valor dos benefícios. Por exemplo: para um segurado que tenha 65 anos e sua mulher, 63, uma renda mensal vitalícia de 1 000 reais se transformaria em 996,08 reais caso ele optasse pela reversão da renda para a mulher, segundo os cálculos de João Batista Mendes Ângelo, superintendente de produtos da BrasilPrev. Se essa mesma pessoa escolhesse a renda mensal vitalícia com prazo mínimo garantido de 20 anos o valor cairia para 857 reais.
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