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Acerte na sua primeira vez

Planejamento financeiro é a fórmula certa para realizar com muito sucesso os sete passos mais importantes da sua vida

 13/08/2010

 

Não há nada que deixe uma pessoa mais insegura do que fazer alguma coisa pela primeira vez. Ainda mais se for algo que envolva dinheiro. Se você se sente desconfortável na hora de escolher o melhor financiamento para seu imóvel, ou não sabe qual a alternativa financeira certa para realizar o casamento dos seus sonhos, saiba que não está sozinho. "O desconhecimento do novo causa medo e insegurança, principalmente quando a decisão pode afetar o bolso. Afinal, todo mundo tem medo de perder dinheiro", diz Vera Rita de Mello, doutora em psicologia econômica, de São Paulo.
 
Fazer um planejamento financeiro é a receita certa para conseguir realizar todos os seus sonhos de consumo. Confira nas próximas páginas as melhores dicas para planejar as sete decisões mais importantes da sua vida: o casamento, a chegada do primeiro filho, a compra do primeiro imóvel, a reforma da casa, a separação conjugal, a primeira vez que você para de trabalhar para estudar e o investimento em ações.

UM BEBÊ EM CASA
Depois do casamento, é natural que o casal comece a pensar no crescimento da família. A dica para conseguir administrar bem as finanças com a chegada do primeiro filho é se adequar a um novo padrão de vida. O economista Marcos Silvestre, especializado em finanças pessoais e autor do livro Casamento dos Sonhos (Campus/Elsevier), recomenda que, dois anos antes da gravidez, o casal faça uma poupança mensal equivalente a 20% da sua renda. Parece pouco, mas não é. Quem tem renda mensal de 10 000 reais e economiza 10% vai ter cerca de 25 000 reais depois de dois anos. É o suficiente para cuidar de uma criança no primeiro ano de vida. "É um sufoco poupar, mas haverá uma folga financeira para receber bem o filho", diz Marcos. 

Se o bebê vier antes da hora planejada, não se desespere. Aproveite os primeiros meses da gestação para refazer o orçamento e cortar gastos. "Não vai dar para continuar com o mesmo padrão de vida", diz Sandra Blanco, consultora financeira, de São Paulo. A primeira coisa a fazer é uma lista de tudo do que é preciso: berço, cômoda, carrinho, banheira, enxoval de maternidade da mãe e da criança. Segundo Marcos, o custo disso fica em torno de 20 500 reais. Uma dica é não deixar para fazer as compras no período final da gestação. Nessa fase, a mulher está mais sensível e o risco de comprar por impulso é maior. Decida tudo antes de completar seis meses de gravidez. 

De acordo com Sandra, de 10% a 25% dos rendimentos do casal vão para o filho desde o seu nascimento até ele completar 18 anos. "Quando o bebê nasce, os gastos maiores são com fraldas, medicamentos, vacinas, mamadeiras e pomadas. Aos 3 anos, aparecem os custos com escola, cursos e aulas de esporte. Com mais ou menos 13 anos começam os gastos com eletrônicos e intercâmbio cultural", diz a consultora.

A REFORMA DO LAR
Reformar a casa para deixá-la do jeito que você quer é uma delícia, mas pode dar muita dor de cabeça se não for feito um bom planejamento. "É preferível gastar dois meses planejando corretamente o que vai ser mudado do que, depois de iniciada a reforma, decidir fazer modificações que acabam encarecendo a obra", diz Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, em São Paulo. A primeira coisa é fazer uma lista com todos os produtos que você vai comprar, incluindo os supérfluos. "As pessoas acabam não considerando os itens complementares ou os desejos e o impacto da reforma no bolso fica maior", afirma Fábio Gallo, professor de finanças da FGV-Eaesp, em São Paulo. 

Quando estiver com a lista completa de materiais em mãos, é hora de olhar os preços. "Pesquise em pelo menos cinco lojas, a variação de preços pode chegar a 15%", recomenda Cláudio. Para não perder dinheiro, se organize para que haja alguém em casa para receber o material. "Se não houver alguém, será cobrado um novo frete", diz ele. Você pode usar a linha de financiamento bancário para reformas se não tiver todo o dinheiro para pagar o material de construção à vista. Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander e Itaú-Unibanco são alguns bancos que oferecem opções de financiamento para reformas. As taxas de juros podem chegar a 3,5% ao mês. "Claro que é preferível poupar e ter dinheiro para pagar à vista e conseguir descontos", diz Fábio. Para quem já está com o orçamento dos materiais feito e pretende começar a reforma no início do ano que vem, a dica é: compre o material até novembro para aproveitar o desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que termina no fim do ano para a linha de materiais de construção. "Quem deixar para comprar depois, vai pagar 8% mais caro", alerta Cláudio Conz.

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