Guia VOCÊ S/A EXAME. As melhores empresas para você trabalhar 2007


O melhor do guia

TRADIÇÃO EM BOAS PRÁTICAS

O lançamento do Guia, em 1997, coincidiu com um estudo feito pela consultoria americana de gestão McKinsey. Muito apropriadamente batizado de Guerra do Talento, o levantamento investigou 77 empresas e ouviu mais de 6 000 executivos. A conclusão? Depois da reengenharia, que colocou muita gente no olho da rua, as empresas tinham praticamente que remar na direção contrária e descobrir como atrair e reter talentos. Pois é nesse cenário de economia mais complexa, que exige profissionais altamente capacitados e em que trabalhar até a aposentadoria em uma só empresa se tornou um conceito discutível, que nasceu o Guia VOCÊ S/A-EXAME – As Melhores Empresas para Você Trabalhar. Não é nenhum exagero dizer que nesses dez anos o Guia mudou a cara das nossas empresas. Veja agora alguns fatos da história contemporânea do trabalho no Brasil.

1997 e 1998

A Hay Group, consultoria de recursos humanos e uma das primeiras parceiras de EXAME no Guia (a VOCÊ S/A só seria lançada em abril de 1998), envia um questionário para 4 000 altos executivos de todo o país. O objetivo? Descobrir que empresas, na opinião deles, oferecem as melhores condições de trabalho. As 130 organizações mais citadas são convidadas formalmente a participar da primeira pesquisa, que usa metodologia da consultoria Great Place to Work para captar a percepção dos funcionários. Só 78 aceitam. No ano seguinte, o mesmo levantamento feito pela Hewitt Associates, outra consultoria de RH, convida 800 empresas. Dizem “sim” ao convite 208 companhias.

O que as 50 melhores têm em comum:
  • um nome de peso no mercado
  • um bom desempenho econômico
  • prezam a ética e a transparência
  • estão em expansão
  • oportunidades de carreira e investimento no desenvolvimento pessoal
  • um pacote de remuneração equilibrado entre benefícios e salários

DESCOBERTA DO ANO

Em 70% das 15 empresas mais bem avaliadas, o bônus do principal executivo não está apenas atrelado a resultados, mas também à satisfação do pessoal.

1999

As 50 melhores empregam 233 194 pessoas. Dessas, 8 521 são executivos.

A média de horas de treinamento por ano aumenta:
1998 59
1999 68
Nove em cada dez pessoas afirmam que querem continuar no atual emprego por muito tempo. Mas o número começa a cair drasticamente nos anos seguintes:
1999 90
2003 72
Contrariando todas as teorias, o empowerment perde força. Respondem sim à frase “As pessoas aqui têm muita responsabilidade”:
1997 90
1998 86
1999 77

DESCOBERTA DO ANO

O critério que as empresas utilizam para promover as pessoas é um ponto crítico: 60% dos funcionários afirmam não acreditar que as promoções são dadas às pessoas que mais merecem. É o item mais mal avaliado, considerando que, nesse ano, o índice médio de aprovação em todos os quesitos foi de 82%.

2000

O ranking das dez melhores é publicado pela primeira vez. A Fiat leva o título de campeã. Entre as dez melhores da lista, o grau de satisfação dos colaboradores é de 87%.

As 100 empregam 407 677 pessoas. Dessas, 13 824 são executivos.

Com quatro anos de estrada, o Guia começa a mudar o comportamento das empresas em relação aos funcionários
  • A Goodyear passa a permitir que as funcionárias incluam os maridos no plano de saúde.
  • A Odebrecht, que em 1999 só tinha duas mulheres em cargos de gerência, passa a ter nove diretoras e gerentes.

DESCOBERTA DO ANO

Crescem os investimentos em treinamento. O número de horas por funcionário sai de 59 no primeiro ano do Guia para 81 na virada do século.

2001

O número de empresas inscritas cresce para 374, um terço a mais do que em 2000. Na lista das 100 melhores, aparecem 40 novas empresas.

As 100 empregam 325 000 pessoas. Dessas, 12 549 são executivos.

DESCOBERTA DO ANO

Nas 12 empresas que estão em todas as edições do Guia, não é salário nem benefícios que fazem diferença para os funcionários. É a comunicação interna.

As mulheres ocupam 30,3% dos cargos de gerência e de diretoria — mais do que a média nacional, que é de 24%.

2002

A equipe da VOCÊ S/A visita 129 empresas. Isso dá um total de 258 reuniões — duas por empresa, uma com funcionários do nível operacional e outra com gerentes.

As 100 empregam 314 167 pessoas. Dessas, 13 292 são executivos

DESCOBERTA DO ANO

As dez melhores pagam menos do que as outras 90 empresas da lista. Mas têm médias melhores em credibilidade, respeito, imparcialidade, orgulho, camaradagem, comunicação e envolvimento com a comunidade.

Sete em cada dez melhores são da região Sudeste.

2003

Nasce a lista das melhores empresas para a mulher trabalhar. A Natura é a campeã. É aberta uma categoria para empresas com 100 a 199 funcionários. A filial brasileira da Rexam Can, grupo inglês do setor metalúrgico, é a primeira.

As 100 empregam 290 928 pessoas. Dessas, 8 697 são executivos

Sobe o índice de aprovação para a responsabilidade social da empresa:
2001 73
2003 84
As empresas estão comemorando mais as conquistas da equipe e os funcionários aprovam:
2000 77
2003 82

DESCOBERTA DO ANO

Contradição à vista! Quatro em cada dez funcionários dizem que qualidade de vida é o principal motivo para que eles permaneçam no emprego. Enquanto isso, o RH das empresas em que essas mesmas pessoas trabalham colocam o desenvolvimento profissional (47%) no primeiro lugar da lista das práticas para reter talentos. A qualidade de vida, para o RH, aparece em terceiro, com 26% dos votos.

2004

Nasce a lista das 150 melhores empresas para trabalhar. A rentabilidade do patrimônio delas é de 17,82%; entre as 500 maiores companhias do país, segundo o anuário Melhores e Maiores, da revista EXAME, o índice foi de 11,31%.

As 150 empregam 383 777 pessoas. Dessas, 16 374 são executivos.

DESCOBERTA DO ANO

Oito em cada dez funcionários dizem que os líderes estão cada vez mais acessíveis. Ao mesmo tempo, a segunda pior média do ano está relacionada ao favoritismo: 62 pontos.
O setor farmacêutico se destaca, emplacando 18 empresas na lista. A natureza do trabalho, que melhora a saúde e a qualidade de vida das pessoas, enche de orgulho os funcionários dessas empresas.

2005

Pela primeira vez, as empresas são separadas por tamanho: pequenas (de 100 a 500 funcionários); médias (de 501 a 1 500 funcionários) e grandes (acima de 1 500 funcionários).

As 150 empregam 314 582 pessoas. Dessas, 14 191 são executivos.

DESCOBERTA DO ANO

O excesso de trabalho é a maior queixa das pessoas. Equipes enxutas, poucos chefes, mais projetos e menos prazo impactam a qualidade de vida.

2006

A Fundação Instituto de Administração (FIA), ligada à USP, se torna parceira do Guia.

As 150 melhores do ano empregam 423 363 pessoas.
Dessas, 63 275 são executivos.

  • As 150 melhores do ano empregam 423 363 pessoas. Dessas, 63 275 são executivos.
  • 504 empresas se inscrevem e 121 000 questionários são respondidos. 
  • Desde 1997, 741 600 pessoas já deram sua opinião sobre a empresa em que trabalham.
  • A equipe do Guia visita 100 cidades e 268 empresas. Fomos de Barcarena, município que fica a uma hora e meia de Belém, no Pará, a Santo Cristo, no Rio Grande do Sul, quase divisa com a Argentina.
  • As reuniões feitas nas empresas pré-classificadas equivalem a 801 horas de conversa. É como se as pessoas ficassem falando mais de um mês inteirinho sem parar.

DESCOBERTA DO ANO

Os funcionários não se sentem reconhecidos. Com isso, acabam se desmotivando e se acomodando na carreira. O relacionamento também está em crise: as pessoas se queixam dos chefes, alegando que eles não são coerentes nem dão o apoio necessário quando alguém assume algum risco; a confiança entre os colegas de trabalho também está abalada. Os colegas se vêem como rivais e, com isso, “escondem o ouro”, sonegando informações vitais não só para a empresa, mas para as suas próprias carreiras.

2007

Com a parceira da Fundação Instituto de Administração (FIA), o Guia de 2007 recebeu 491 inscrições de empresas.

As 150 melhores empresas do ano passado empregam um batalhão de 451 000 funcionários, têm faturamento de 397 bilhões de reais e rentabilidade sobre o patrimônio de 18 reais a cada 100 investidos pelos acionistas.

A equipe do Guia visitou 220 empresas em 96 cidades brasileiras.

Além do tradicional ranking das 10 melhores entre as 150 classificadas, a pesquisa de 2007 elegeu destaques em categorias especiais, como cidadania empresarial; estratégia e gestão, remuneração, saúde, diversidade, desenvolvimento, mulheres, executivos, liderança e o desafio de RH.

DESCOBERTA DO ANO

As melhores empresas de 2007 investiram em meritocracia. A maioria delas (92%) distribuiu seus lucros e, em 2006, na média, as companhias promoveram 16,7% dos colaboradores. Somados, os promovidos representam um total de 75 408 pessoa. Entre todas as classes de questões, a que obteve maior variação positiva foi a categoria Aprendizado e Desenvolvimento. Os funcionários também se mostaram mais satisfeitos com as regras adotadas para fazê-los progredir na carreira.

2008

O terceiro ano de parceira com a Fundação Instituto de Administração (FIA) gerou mais frutos. Em 2008, o Guia obteve seu recorde de inscrições: foram 550 empresas inscritas, 143 227 respondentes de todas as regiões do país.

Dos respondentes, 66,9% de homens; 33,1% de mulheres, 17,1% fizeram pós-graduação; 23,1% têm curso superior completo; 19,2% têm curso superio incompleto; 35,1% têm Ensino Médio e 5,5% têm Ensino Fundamental ou menos.

Os 15 jornalistas da VOCÊ S/A visitaram 220 empresas em 106 cidades brasileiras de todas as regiões durante um mês.

Mais uma vez, o Guia publicou o tradicional (e cobiçado) ranking das 10 melhores empresas entre as 150 classificadas e também elegeu os destaques nas categorias: cidadania empresarial, estratégia e gestão, remuneração, saúde, carreira, liderança e desenvolvimento. Pelo segundo ano consecutivo, o anuário destacou também O Desafio de RH do Ano.

DESCOBERTA DO ANO

Com práticas de gestão mais sofisticadas, as 150 melhores empresas de 2008 investiram no desenvolvimento de seus times como forma de atraí-los, retê-los e ganhar espaço no mercado. O RH se mostrou neste ano atento a duas grandes necessidades: saúde e desenvolvimento de seus funcionários. Os programas voltados para o bem estar e qualidade de vida receberam atenção especial. Em 2007,  55% das empresas afirmaram promover palestras e cursos voltados para a prevenção de doenças. Em 2008, 85% disseram oferecer tais ações. A educação dos empregados também foi levada muito a sério. Em 2008, cerca de 95% das melhores empresas disseram adotar um modelo de educação corporativa para apoiar o desenvolvimento pessoal e profissional dos empregados. Com práticas mais maduras e profissionais, o IQGP de 2008 saltou pouco mais de 10% em relação ao ano anterior.

2009

No ano marcado pela crise econômica mundial, o Guia atingiu 491 inscrições de empresas em todo o Brasil. Foram 124 009 respondentes em todas as regiões do país. Entre junho e julho, a equipe da VOCÊ S/A novamente visitou 220 companhias e voltou com muitas histórias para contar.

Além do tradicional ranking das 10 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, dos destaques em cada categoria e do Desafio de RH do Ano, o Guia de 2009 homenageou 13 empresas que tinham – no mínimo – uma década de presença no anuário. A edição 2009 também trouxe três rankings separados: as melhores empresas entre as grandes (acima de 1500 funcionários); as melhores entre as médias (de 500 a 1500 funcionários) e as melhores entre as pequenas empresas (de 100 a 500 funcionários). Também publicou o ranking das melhores empresas para trabalhar no interior do Brasil e do Estado de São Paulo.

DESCOBERTA DO ANO

O ano de 2009 foi marcado pela superação das empresas. Muitas das companhias que se inscreveram na pesquisa deste ano tiveram sua gestão de pessoas sacrificada – e testada. Das 150 empresas do Guia, 43% declararam ter passado por situações atípicas. Dessas, 5,3% venderam ou encerraram unidades de negócio e 11,3% demitiram além da normalidade. Apesar da adversidade (ou por causa dela), esse time manteve a motivação de seus profissionais. O IQAT de 2009 praticamente não se alterou em relação ao ano anterior, mantendo-se na elevada taxa dos 83%. A pesquisa revelou também que o time que compõe as 150 é muito superior à média das companhias brasileiras: as 150 pagam melhor, retêm mais e tem um público interno mais escolarizado e diversificado. Além disso, são mais rentáveis. A rentabilidade sobre o patrimônio das 500 empresas listadas no anuário Melhores e Maiores, de EXAME em 2009, foi de 3,5%. A rentabilidade das 150 foi de 12,7% em 2009.