Dias antes do Natal, cada um dos 500 profissionais da Ágora, corretora de investimentos com escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo, recebeu um presente inusitado, um livro de crônicas corporativas. O mimo fechou um ano especial para a Ágora e seus funcionários. Em 2006, a corretora foi, pela quinta vez, eleita a líder de mercado pela Bovespa, a bolsa de valores de São Paulo, tendo negociado 117, 1 bilhões de reais. Escrito pelo gerente de comunicação da Ágora, Evandro Pagy, a coletânea traz, em suas 95 páginas, histórias do cotidiano dos profissionais da mesa de operação, back office, analistas, motoristas e garçons que trabalham na corretora. Ali, tem um pouco de tudo. Da agitação e fúria que envolvem as operações de bolsa ("Há gritos, vozes trovejantes e muita movimentação no quadrilátero de 60 metros quadrados, no Itaim, bairro da zona sul de São Paulo, no qual se localizam as mesas que operam títulos públicos..."), a histórias como a do especialista em lógica de sistemas, Jurandir Lopes, conhecido pelos Tubóns, que agitam as festas da Ágora. "O objetivo é estimular a interação e a descontração. Enfim, tornar a empresa um ambiente mais comunicativo", diz Evandro.
Donde está el Tubon?
Pasme! O nome Tubón, revela uma das crônicas, é de autoria de nada menos que Keith Richards, o guitarrista dos Rolling Stones, que em 1996, durante uma visita ao Brasil acabou indo parar na casa de veraneio do Jurandir, na rua do Sossego, em Búzios (RJ). O Tubão ou Tubón "consiste numa grande caipirinha, servida de maneira comunitária, em um grande jarro de vidro". Segundo Jurandir, "Keith observava como todos se entusiasmavam com o Tubão. Vez por outra o Tubão sumia e as pessoas repetiam, quase em coro, donde está el Tubón, donde está el Tubón? Foi assim, que sentado no chão na varanda lá de casa, empunhando um violão, Keith compôs, um rock em homenagem ao Tubão. Deu-lhe o nome 'Don't está el Tubón?'. Mais tarde, a música acabou sendo gravada pelos Stones e fez, como ainda faz, muito sucesso". Jurandir diz que tem fotos que comprovam sua história. São casos como este que recheiam o livro Pérolas Corporativas, da Ágora.