
Para a campeã, não existe um lugar perfeito para trabalhar ("a galinha do vizinho sempre vai parecer melhor") e nem um chefe ideal. "Seria bom se colocássemos vários chefes num liquidificador e pudéssemos moldar um só para nós", disse ela, que também ressaltou a importância do trabalho em equipe, falando da relação com Hortência, sua parceira na quadra. "Não tínhamos afinidades e não teria como ter. Somos pessoas diferentes. Mas ela dependia de mim e eu dela para vencer e nos tornarmos melhor", disse. "E é essa é a realidade nas empresas também."
Paula ainda falou sobre acomodação e medo de vencer, citando a conquista das brasileiras no Mundial contra as todo-poderosas americanas. Muitas pessoas, segundo ela, preferem evitar o fracasso "e ficar quieto no seu canto fazendo apenas o trabalho do dia-a-dia" em vez de se preparar para possíveis oportunidades. "Nós não acreditávamos que era possível ganhar das americanas", disse Paula. "Mas no dia do jogo estávamos prontas, preparadas e não desperdiçamos a oportunidade."
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