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"Temos obsessão por redução de custos"

Por Anne Dias

Veja mais um trecho da entrevista concedida pelo presidente da Brasil Telecom, Ricardo Knoepfelmacher, sobre o setor de telefonia.

 

 

É a primeira vez que o senhor trabalha em uma empresa de telecom que lida diretamente com o consumidor final. Qual a diferença entre este setor e outros pelos quais passou?

A Brasil Telecom é uma empresa grande e bem estruturada do ponto de vista operacional, fundiu áreas e está reestruturando formas de atuar. A diferença está na flexibilidade e agilidade na tomada de decisões. Mas surpreendentemente a Brasil Telecom é bastante rápida para o tamanho que tem.

 

Qual o perfil dos executivos que trabalham na empresa?

Temos uma variação de prata da casa, com executivos que vieram do sistema Telebrás, com enorme capacitação técnica, e executivos que vieram de outros mercados, como setor financeiro e varejo. Entre gerentes, diretores adjuntos e diretores são 310 pessoas, num total aproximado de 5 900 funcionários.

 

Como o senhor avalia o setor atualmente?

Há grandes transformações na telefonia fixa no Brasil e no mundo. Há uma queda de receita que se deve ao fato de que o reajuste da tarifa será muito pequeno e uma real queda do tráfego de voz das operadoras. Existem três operadoras que têm mais de 80% do mercado: Brasil Telecom, Telemar e Telefônica. Elas começam a experimentar o encolhimento do mercado, pela substituição do telefone fixo pelo móvel e pela entrada de concorrentes não convencionais, como a voz sobre IP.

 

Como vocês estão se preparando para este novo cenário?

Somos a operadora que tem a base tecnológica mais convergente e tecnicamente a mais preparada para responder a este desafio, seja lançando novos produtos seja com pacotes de serviços. Estamos em nove estados e no Distrito Federal. Temos 8,5% do mercado, mas vendemos 23% dos telefones celulares, com 30% da receita em pós-pagos, enquanto que a média do mercado é de 10%.

 

O senhor está preparando a empresa para vendê-la? Tem um prazo para isso?

Não, nosso mandato é para valorizar a empresa. Todos os indicadores financeiros e de performance vinham caindo de 2002 para cá. Temos de resgatar a credibilidade dos gestores e empreender mudanças que não vinham sendo feitas até então. Também temos obsessão por redução de custos. Nosso objetivo não é vender a empresa.

 

 

 

Leia a reportagem O Inferno das Telecom e a entrevista completa com Ricardo Knoepfelmacher (exclusivo para assinantes e compradores de banca)

 

 

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