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Teste ou inventário?

A discussão sobre os inventários de personalidade vem dividindo opiniões. Confira:

Por Daniela de Lacerda

Paulo Libman, gerente do Bank Boston: surpresa com o feedback do teste

Algumas das ferramentas utilizadas para avaliar a personalidade são chamadas de testes psicológicos. Outras são consideradas inventários de tendências comportamentais. A diferença entre elas? Difícil definir. Os próprios criadores e representantes desses instrumentos perdem-se nas explicações. Resolução publicada pelo Conselho Federal de Psicologia em 2003 define testes psicológicos como instrumentos de avaliação ou mensuração de características psicológicas. De acordo com Ricardo Primi, membro da comissão consultiva para avaliação dos testes psicológicos, do Conselho Federal de Psicologia, os métodos que fornecem informações sobre traços de personalidade e processos cognitivos ou psico-patológicos são considerados testes psicológicos.

Seja qual for o nome, o processo normalmente parece simples demais para dar certo. Basta responder questões sobre situações cotidianas, indicar frases que combinam com você ou selecionar adjetivos que identificam seu comportamento no trabalho. O resultado, no entanto, costuma surpreender até os  mais céticos. Para saber mais sobre as ferramentas utilizadas pelas empresas para traçar diagnósticos de comportamento profissional, acesse o link ao lado: "Conheça os testes mais utilizados no Brasil".

Na edição de fevereiro de VOCÊ S/A, você fica sabendo das principais novidades que estão chegando ao Brasil, de que forma as empresas estão usando os testes de personalidade na hora de contratar e o que a nossa equipe achou de três diferentes ferramentas de avaliação psicológica, depois de testá-las. (Veja matéria completa no link ao  lado - Sem Máscaras)

 

UM EMPURRÃO NA CARREIRA

"No início questionei a eficácia do método. Mas fiquei surpreso com o feedback", diz o paulista Paulo Libman, de 33 anos, gerente de relacionamentos com grandes empresas no BankBoston, em São Paulo. Há pouco mais de um ano, o economista conheceu a ferramenta Disc (baseada na teoria das emoções primárias do psicólogo norte-americano William Marston) durante um processo de coaching na consultoria Crescimentum, em São Paulo. "Levantamos os meus pontos fortes e as características que eu poderia desenvolver", conta Libman. Cruzando essas informações com os meus objetivos principais, ele percebeu que deveria desenvolver o planejamento estratégico. Deu certo. "Superei todas as metas de resultado em 2004", comemora o economista. Conheça outras histórias na edição de fevereiro de VOCÊ S/A.

POLÊMICA

Em 2003, o Conselho divulgou uma lista com os testes psicológicos aprovados e uma relação com os instrumentos que não podem ser utilizados. No ano passado, o Ministério Público Federal entrou com uma ação na Justiça que pede que o Conselho deixe de avaliar esses instrumentos e que esses testes deixem de ser usados e comercializados no país até que o Ministério da Saúde implante mecanismos de avaliação, concessão de registro, fiscalização, venda e uso dessas ferramentas. A questão ainda está sendo julgada.