
Os programas incluem atividades que vão além da ginástica laboral. A Siemens, por exemplo, garante a flexibilidade de horário para os executivos. Os diretores, em particular, têm direito a sete dias de descanso no Kurotel Clínica e Spa em Gramado, no Rio Grande do Sul. Tudo de graça e sem descontar das férias. "Nosso ritmo de trabalho é uma loucura, com jornadas de 12 a 14 horas por dia. Fiz um check-up em que foi detectado um alto nível de estresse. A médica da empresa, então, sugeriu que eu fosse para o spa", conta Humberto Cagno, 53 anos, diretor de telecomunicações. Nessa semana, Humberto retomou a atividade física, interrompida por uma cirurgia no tornozelo, e tomou lições de reeducação alimentar. "Perdi uns 4 quilos. Não vejo a hora de voltar".
Na EMS-Sigma Pharma, vice-líder em unidades vendidas da indústria farmacêutica,é o crescimento exagerado e o surgimento de novos postos de trabalho que preocupam Dartagnan Camargo, gerente de capital humano. "Nossa empresa tem demonstrado performance acima damédia, o que leva os nossos executivos a um dia-a-dia de trabalho mais desgastante. Se quisermos continuar, precisamos de funcionários saudáveis", afirma. Antes de implementar a ginástica laboral, o campeonato de tênis e o programa de reeducação alimentar, a empresa levou os diretores da empresa para um treinamento de três dias. A idéia era tratar os relacionamentos interpessoais. "O comportamento das lideranças tem total influência sobre o bem-estar de toda a equipe", afirma Dartagnan.
Na agência de promoções B/Ferraz Full Promotion, os funcionários têm à disposição um lounge ao ar livre com buffet de frutas e sessões semanais de massagem rápida. "Não temos horário para trabalhar, às vezes é preciso virar a noite. As pessoas precisam de conforto e de um momento de descanso", diz o proprietário, Bazinho Ferraz.
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