
No mês que vem chega às bancas a edição 2008 do Guia VOCÊ S/A-EXAME As Melhores Empresas para Você Trabalhar, publicado pela Editora Abril. Em 12 anos de mercado, o Guia, que é baseado na maior pesquisa de clima organizacional do Brasil, se tornou uma referência em práticas de gestão de RH, acompanhando a evolução das empresas brasileiras no investimento em seu principal ativo: os funcionários. Este ano, a pesquisa, feita em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA), teve 550 empresas inscritas.
Desse total, 220 companhias de todo o país foram pré-classificadas e visitadas por um dos 15 jornalistas da equipe da VOCÊ S/A. Em cada visita, o jornalista ouviu funcionários do nível operacional, gerencial e entrevistou o principal executivo de recursos humanos de cada organização. O resultado é uma lista recheada de empresas que, além de reconhecidas por serem excelentes lugares para trabalhar, adotam boas práticas. Ficou claro que as empresas estão aprimorando cada vez mais suas ferramentas de gestão, tornando a administração da área de recursos humanos mais sofisticada, diz o professor André Fischer, da FIA, um dos responsáveis pela metodologia do Guia, junto com o professor Joel Dutra. Dentro desse repertório de boas práticas, a categoria desenvolvimento profissional foi a que recebeu maior atenção das empresas. Em relação a 2007, por exemplo, as organizações do Guia estão investindo mais na capacitação de seus profissionais com cursos, treinamentos, subsídios para educação e suportes, como coaching e aconselhamento.
Por que essa preocupação? Primeiro, pela necessidade de formar talentos. Num cenário econômico favorável e de forte expansão de negócios, as empresas estão se desdobrando para desenvolver líderes. Outro aspecto é a retenção. Com diversos setores aquecidos, a demanda por profissionais com qualificação é grande e a oferta, escassa. Na construção civil, há um verdadeiro leilão de gente
no mercado. O desenvolvimento entra como uma ferramenta de retenção na medida em que ele acelera o crescimento do profissional.
O terceiro motivo, que vem forçando as empresas a oferecer políticas de desenvolvimento, é a ascensão dos profissionais da chamada Geração Y (definição dada aos nascidos a partir de 1980) no mercado de trabalho. Essas pessoas que estão crescendo nas empresas e, em alguns casos, já assumindo cargos de liderança querem aprender e também crescer. Elas deixam claro que são leais ao empregador que os prepara para o mercado.
E, ao que tudo indica, parece que as empresas (as boas ao menos) já perceberam que não adianta segurar esse time com uma bolada de grana. Vale, sim, um bom conjunto de práticas de educação, orientação e, claro, oferecer um ótimo lugar para trabalhar.
Conheça as empresas campeãs do Guia das Melhores Empresas para Trabalhar 2007
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