
Políticas agressivas de bônus para além da diretoria. Essa vai ser a estratégia de um número maior de empresas em 2008. “É uma tendência para compensar a carga excessiva de trabalho de seus funcionários”, diz o consultor Pedro Mandelli, especializado em gestão de carreira. Essa intenção está nos planos de 89 das 90 companhias para as quais ele prestou serviço em 2007.
O fundador da Microsoft, Bill Gates, deve se aposentar este ano, para se dedicar à filantropia. Ele já doou quase um terço da sua fortuna, que hoje é estimada em 59 bilhões de dólares. Mire-se nele. Dê a sua contribuição. Pode ser apoiar uma ONG em que confie, dar aulas numa instituição comunitária ou incentivar o voluntariado na equipe.
“As pessoas estão preocupadas demais em imaginar qual será a próxima grande invenção. Mas quem quiser prever o futuro tem de olhar o presente. O progresso virá da evolução das tecnologias que já conhecemos”, diz o americano John Naisbitt, futurólogo e autor do best-seller O Líder do Futuro (Ed. Sextante).
Aproveite o começo do ano para colocar seus projetos de carreira no papel. “É importante anotar as metas e revê-las constantemente”, diz Eline Kullock, presidente do Grupo Foco, consultoria de recursos humanos de São Paulo. Para cada objetivo, determine o que fazer, como, quando e o custo que ele vai ter. Depois é ter disciplina.
Responda rápido: qual o exemplo mais recente de algo que você fez pela primeira vez? “Se demorou mais do que dez segundos para lembrar, pode ser um sinal de que você está acomodado”, diz Gilberto Guimarães, diretor da consultoria francesa BPI, especializada em gestão de recursos humanos. Inclua sempre coisas novas no seu dia-a-dia. É uma boa maneira de não deixar o cérebro se acomodar.
O trânsito está caótico, o mercado, competitivo, e a violência, por toda a parte. “É preciso adaptar-se a essa realidade porque ela deve ficar mais difícil”, diz Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Brasil (Isma BR). Planeje-se para não pegar o carro nos horários de pico e use bem as horas que você ganhar a mais.
O princípio do crédito de carbono é o seguinte: alguns países (em geral os desenvolvidos, com processos de industrialização mais antigos) têm metas, f xadas pelo Protocolo de Kyoto, para reduzir suas emissões de carbono no meio ambiente e, assim, minimizar o efeito estufa. Desta forma, aqueles que reduziram a emissão de carbono mais do que o necessário “vendem” esse excedente aos que precisam diminuir suas emissões. “Com a oportunidade de aproximar a questão ambiental à financeira criou-se um mercado promissor”, diz Ricardo Valente, diretor da consultoria de gestão ambiental Key Associados, de São Paulo. O Brasil é responsável pela venda de 7% das mais de 4 milhões de toneladas de créditos de carbono no mundo e já é o terceiro maior vendedor, atrás da China (50%) e da Índia (23%).
“É tolice acreditar que as pessoas mais espertas estão em uma só nação. Se você é uma grande empresa, precisa buscar os melhores profissionais no banco de talentos global.” Henning Kagermann, CEO da alemã SAP, em entrevista ao jornal americano The New York Times, falando sobre a importância da globalização do trabalho.
Se o conteúdo for a sua maior preocupação, tanto faz. “As escolas brasileiras não deixam a desejar”, diz Ricardo Betti, diretor da consultoria MBA Empresarial, de São Paulo. Já para turbinar a rede de contatos, estudar fora é a melhor opção. Um MBA no exterior aumenta as chances de carreira internacional. O setor que mais atrai estes profissionais é o financeiro, segundo uma pesquisa da GNext, empresa de busca de executivos. Segundo o estudo, 67% dos alunos que fazem estágio durante o curso já optam pela área financeira. Todos os entrevistados responderam que um MBA no exterior tem mais valor para a carreira do que o curso no Brasil. “Mas isso só se você escolher uma instituição de primeira linha, como Harvard ou Stanford”, avisa Ricardo.
Acaba de ser lançada uma cartilha para ensinar aos atendentes de call center de todo o país a usar de forma correta o gerúndio. Não seria mal se a moda pegasse entre outras áreas. Já está na hora de alguns executivos darem o exemplo e abandonar de vez o “vou estar fazendo”. Se bem que, nesse caso, a lista de expressões a evitar poderia ser maior. Palavras em inglês, quando há termos em português que expressam perfeitamente o qu e se quer falar, deveriam sair do vocabulário corporativo também. Mais ainda quando são aportuguesadas: “by passar”, expressão que vem do verbo by pass (ignorar, em inglês), poderia ser banida sem problemas. Fique atento a esses deslizes e cuide de seu discurso, pois falar bem contribui para a imagem profissional.
A onda de banir o cigarro dos ambientes fechados está se espalhando pelo mundo. A última a aderir foi a França, que proibiu neste mês a fumaça até em seus cafés. A idéia já pegou na Irlanda, Inglaterra, Uruguai e Canadá. Em São Paulo, desde o lançamento do selo estadual de ambiente 100% livre do tabaco, em agosto, seis empresas já receberam o título. Johnson & Johnson, IKK e Philips estão entre elas. Neste ano, o número de empresas deve dobrar.
Em 2007, a busca por engenheiros civis foi um desafio para as construtoras. Em 2008, também vão faltar engenheiros para outras áreas, como mineração, siderurgia, petróleo e gás. “Para produzir bens e serviços e suprir a demanda econômica, todas as especialidades da engenharia estarão em alta”, diz José Augusto Minarelli, da Lens&Minarelli, consultoria especializada em recolocação, de São Paulo.
Altos executivos de finanças são disputados no mercado. Começou como uma conseqüência da entrada de companhias na bolsa de valores, os chamados IPOs. No último trimestre, o Brasil foi o segundo país com maior número de empresas abrindo capital, segundo a consultoria Ernst & Young, com 9,3 bilhões de dólares levantados. “Os salários estão inflacionados”, diz o headhunter Denys Monteiro, da Fesa. “Em três ou cinco anos, a valorização dos CFOs deve chegar a 100%”, estima Denys.
Além de ter o olho nos negócios, os novos profissionais de tecnologia terão de desenvolver a capacidade de comunicação, interação e relacionamento. “Eles precisam saber negociar os projetos globais. É o que as empresas estão procurando”, afirma Sandra Maura, diretora executiva da Top- Mind, empresa especializada em outsourcing e hunting para a área de TI.
“Quem se preocupa em otimizar os custos da área é muito bem visto pelas companhias”, diz Eline Kullock, presidente do Grupo Foco, consultoria de recursos humanos, de São Paulo. A relação é simples: a competitividade força a encurtar as margens de lucro das empresas. Quem reduz seus custos internos sai na frente. Conhecer o fl uxo interno de receitas e despesas ajuda a encontrar formas viáveis de otimizá-lo.
Com as fronteiras cada vez mais flexíveis, este conceito ganha destaque. É possível importar peças de diversas partes do mundo para formar um único produto fi nal. Isso implica conhecer desde legislação até as melhores formas de transporte. Use a globalização a seu favor para otimizar os negócios da sua empresa.
Mais uma tendência para o pessoal de tecnologia da informação ficar esperto: responsabilidade ambiental. O Gartner, um dos maiores institutos de pesquisa da área, diz que as empresas devem vigiar mais os gastos de energia dos bancos de dados, por exemplo, em resposta à expectativa dos próprios funcionários, que esperam empresas ambientalmente responsáveis.
Nada de Apple ou Google. O professor Gary Hamel, um dos maiores gurus da administração moderna, volta seus olhos para a Índia. Segundo ele, a HCL Technology, fornecedora de soluções em tecnologia no país, tem um modelo de gestão único e inovador. Lá, os gerentes são avaliados a partir do número de reclamações que ouvem de um funcionário e da rapidez com que resolvem os problemas relatados. (leia mais na entrevista da página 76).
A livraria virtual Amazon lançou em novembro de 2007 o Kindle, um e-book à venda pelo site somente para os Estados Unidos. O aparelho tem conexão sem fio de alta velocidade e baixa um livro de 500 páginas em menos de um minuto. O dono pode comprar até 90 000 títulos online. Custa 399 dólares e já tem lista de espera.
O celular vai esquentar o mercado de tecnologia neste ano, principalmente pelas parcerias das grandes de telecomunicações com empresas menores. “Usar o celular para pagar contas vai ser realidade em 2008”, diz Roberta Giuliano, da Passarelli, consultoria de recursos humanos, de São Paulo. A operadora Oi é uma que já vende passagens da Gol pelo aparelhinho. Fique esperto: a área de telefonia móvel busca profissionais de infra-estrutura, desenvolvimento e negócios para incrementar essas vendas.
As opiniões publicadas em sites colaborativos já interferem mais nas decisões de compra do que a mídia tradicional. É o que diz um estudo da consultoria Booz-Allen. Para empresas e profissionais, resta o desafio de se adaptar a esse novo modelo de colaboração: a rede permite que empresas façam pesquisas mais ágeis e baratas. Além disso, em sites como o YouTube é possível fortalecer as marcas.
O número um é Fabio C. Barbosa, presidente do ABN Amro Real, que já havia sido destacado por VOCÊ S/A em janeiro de 2005, e continua em alta. Ele foi o executivo mais citado por consultores e headhunters entrevistados pela revista. Holofote também para Alexandre Hohagen, presidente do Google Brasil; Carlos Alberto Julio, presidente da construtora Tecnisa; Frederico Curado, diretor-presidente da Embraer, e Roger Agnelli, da mineradora Vale.
Em agosto, Renée Mauborgne vem aí. Ela é co-autora do livro A Estratégia do Oceano Azul, capa da VOCÊ S/A de março do ano passado. Ela virá ao Brasil pela primeira vez e vai falar sobre como criar um espaço de mercado único e inovador. Fórum da HSM, dias 5 e 6 de agosto, em São Paulo.
Lançamentos para ficar atento: O Empreendedor Minuto, de Ken Blanchard (Ed. Sextante) – Sobre a trajetória de Jud McCarly, que enfrentou vários problemas até alcançar o sucesso. Seis Chapéus do Pensamento, de Edward Bono, (Ed. Sextante) – Relançamento da obra do autor americano que apresenta seis maneiras de pensar. O Líder Criador de Líderes, de Ram Charan (Ed. Campus/Elsevier) – Novidades do consultor que já atuou nos bastidores de grandes corporações, como DuPont, General Electric e Ford. More Sex Is Safer Sex, de Steven E. Landsburg (Ed. Campus/Elsevier) – O professor de Rochester constrói raciocínios para defender teses “politicamente incorretas”. The Big Switch: Rewiring the World, From Edison to Google, de Nicholas Carr (Ed. W. W. Norton) – Explica, utilizando a história, economia e tecnologia, por que a informática está mudando e o que isso significa. The Breakthrough Company: How Everyday Companies Become Extraordinary Performers, de Keith R. Mcfarland (Ed. Crown Business) – O livro é resultado de cinco anos de análise das empresas de maior performance do mundo e de entrevistas com mais de 1 500 executivos. The Riddle: Where Ideas Come From and How to Have Better Ones, de Andrew Razeghi (Ed. Jossey-Bass) – O autor combina as últimas descobertas científicas com o estudo das mentes mais criativas da história.
O conceito está apoiado em três pilares: pessoas, meio ambiente e lucro. Para as empresas, o primeiro se refere à preocupação com os indivíduos (funcionários e sociedade). O segundo é o uso adequado dos recursos naturais. O lucro, é para a manutenção da companhia. É necessário zelar pelos dois primeiros pontos para garantir o resultado financeiro no longo prazo. Algumas atitudes simples para ser sustentável: - ser ético e transparente nas suas relações, - respeitar a diversidade, - reciclar seu lixo, - consumir de maneira consciente, - não desperdiçar recursos naturais, - dirigir com respeito, - não furar fila, - andar menos de carro e, quando andar, mantê-lo regulado, - economizar energia.
...delegar mais,
...aprender um novo idioma,
...ler pelo menos um clássico,
...cuidar da saúde,
...começar a se exercitar,
...conversar com a equipe,
...administrar melhor o seu tempo,
...pedir e dar mais feedback,
...se especializar em algum assunto,
...escolher um dos seus pontos fracos e trabalhar para que ele não atrapalhe sua vida e sua carreira, e
...inovar.
Se você já está com a lista pronta, envie para nós e participe da promoção. As cinco melhores respostas escolhidas pela redação ganharão livros da Coleção VOCÊ S/A.
São Paulo – o setor financeiro está em ebulição no país e a capital paulista é o epicentro. Executivos estão sendo repatriados para ganhar até 30% a mais e bônus de até 1 milhão de reais por semestre.
Xangai – Tem oportunidades para executivos ligados à produção, principalmente dos setores exportadores de equipamentos pesados e eletrônicos. Segunda a revista The Economist, a bíblia dos executivos globais, esse ano a China vai injetar na economia mundial a mesma riqueza que Estados Unidos, Índia e Japão juntos.
Nova York ou Londres? – Crise nenhuma tirou delas, ainda, a posição de líderes globais em negócios. Continuam na disputa acirrada pelo título de capital do mundo. Oferecem boas chances para gente qualificada, especialmente em serviços sofisticados. Na City de Londres é o segmento de seguros. Em Nova York, as grandes consultorias.
Posar de difícil saiu de moda, segundo a consultora de imagem Ilana Berenholc, de São Paulo. Celulares e Blackberries deixam as pessoas facilmente acessíveis, mas, em alguns casos, isso não se reflete no comportamento. “Não estar disponível já foi sinônimo de poder, agora é deselegância”, diz. Em 2008, responda a e-mails e telefonemas prontamente, contate as pessoas, desenvolva seus relacionamentos e seja solícito.
O site Facebook tem a rede de relacionamentos que mais cresce no mundo. No final de 2007 ele já somava 58 milhões de usuários e o número de ativos vem dobrando a cada seis meses. É uma oportunidade para turbinar seus contatos internacionais. O site é mais popular nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Austrália, Turquia, Noruega, África do Sul, França e Hong Kong. Basta acessar www. facebook.com, preencher alguns dados e começar a buscar seus contatos pelo mundo.
O Blackberry – e outros smartphones – facilitam o dia-a-dia profissional, indiscutivelmente. Mas, quando estiver almoçando ou conversando com alguém, deixe o seu fora da área de visão. É uma grande falta de educação olhar o celular a cada cinco minutos na frente de seu interlocutor.
O agronegócio continua com a corda toda este ano. Só no Grupo Valure, consultoria de recursos humanos, qualidade e estratégia, de Cuiabá (MT), três empresas do setor estão com uma demanda de 15 000 profissionais para as regiões de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Dessas vagas, cerca de 5% (aproximadamente 750 posições) são para cargos executivos. “Quem tiver a disponibilidade de sair das grandes cidades para o interior do país terá ótimas oportunidades”, ressalta a diretora do Grupo Valure, Lorena Lacerda.
Cada vez mais valorizado, o executivo de recursos humanos deve continuar no radar dos headhunters em 2008. Os mais cobiçados são os que já deixaram o chavão “estratégico” para trás e hoje sabem realmente influenciar as lideranças e assumir o posto de co-piloto do CEO.
Isso pode significar um diferencial competitivo para sua empresa e para sua carreira. “As informações estão aí para todos, ganha quem as usa antes dos outros”, diz Thiago Rigonatti, consultor em tecnologia e especialista em produtividade móvel, de São Paulo. Isso vale desde um projeto de divulgação para um produto via celular — Coca-Cola, IBGE e Santander já fazem isso — até o recebimento de dados estratégicos de forma simples e rápida.
Copyright© 2007, Editora Abril S.A.
Todos os direitos reservados. All rights reserved
[anuncie] [quem somos] [fale conosco]