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Máquina de ensino

Com atuação nacional, a FGV dá aula de negócios para 25 000 alunos e se sobressai como uma das melhores escolas do país

Por Luciana Filizzola, do Rio de Janeiro

FGV: 100 000 executivos já se formaram em seus cursos de pós-graduação

Presente em 90 cidades em todos os estados do país e com mais de 800 turmas em andamento, que somam nada menos que 25 000 alunos, a Fundação Getulio Vargas (FGV) é uma verdadeira máquina de ensino. Pelo menos 100 000 executivos já se formaram em seus cursos de pós-graduação desde a fundação do FGV Management, programa de educação continuada criado em 1999 e que hoje dispõe de 30 instituições conveniadas. Nossa missão é contribuir para o desenvolvimento do país por meio da educação, diz Ricardo Spinelli, diretor executivo do FGV Management. Por isso, estamos sempre em busca de quantidade aliada à qualidade, afirma.

Esse é o principal desafio da FGV, com sede no Rio de Janeiro e com centros próprios em São Paulo e Brasília. Levar o mesmo conteúdo com o mesmo nível de excelência em todos os estados brasileiros não é uma tarefa simples. A cada ano, a instituição trabalha para garantir essa qualidade. Primeiro, criou uma central que monitora como as aulas são ministradas. As provas também passaram a ser centralizadas, assim o nível de cobrança passou a ser o mesmo para alunos de Salvador ou de Porto Alegre. Para padronizar ainda mais o ensino, a FGV lança, desde 2003, coleções de livros didáticos para seus cursos de MBA. São quatro séries, com dez livros cada: Gestão Empresarial, Marketing, Gestão de Pessoas e Gerenciamento de Projetos. Os livros levam os nomes dos cursos. Outros títulos já estão sendo desenvolvidos e assim será até completar toda a grade da escola. O próximo lançamento deve ser a série Gestão Financeira.

Cada livro é escrito por quatro professores da FGV. O corpo docente, aliás, composto por 800 especialistas (cerca de 75% são mestres ou doutores), é o grande responsável por manter essa unidade acadêmica. Esse time viaja o Brasil todo para dar aulas. O quadro de professores é sem dúvida nenhuma um dos diferenciais da FGV, diz Ricardo. Ao viajar para vários cantos do país, eles contribuem muito para a qualidade do nosso ensino. Os alunos também destacam a competência e qualidade dos professores como um dos diferenciais da escola. Os professores são muito bem preparados e existe um ótimo relacionamento entre nós e eles, afirma Rodrigo Fernandes e Fernandes, controler do Grupo Atlântica, em São Luiz, no Maranhão, e aluno do MBA de Finanças, 5o colocado no ranking VOCÊ S/A.

A FGV, segundo as notas dos alunos*:
Qualidade das instalações da escola:8,5
Habilidade de estabelecer relações entre teoria e prática:8,7
Qualidade das discussões em classe:8,8
Qualidade do corpo docente:9
Capacidade do curso de impulsionar a carreira:8,6
Retorno financeiro obtido:7,8
Possibilidade de aprendizado com os colegas:8,8
Qualidade do networking proporcionado:8,6
Uso de tecnologia em sala de aula:8,6
Satisfação com o currículo do curso:8,8

* Notas em 10 categorias / Fonte: Nielsen Customized Research/QualiBest

GRIFE DE PESO PARA O CURRÍCULO

O principal diferencial é, sem dúvida, ter a oportunidade de estampar a grife FGV no currículo, instituição de 63 anos e referência de ensino e pesquisa no país. A possibilidade de cursar um MBA da FGV em Salvador foi de grande valia para mim, pois pude aliar a qualidade de ensino da Fundação ao nome e peso que ela dá ao meu currículo, afirma Robson França Medeiros de Aguiar, gerente de contas da Braskem, em Salvador, e aluno do MBA em Marketing, que está em 4o lugar no ranking deste ano.

A terceira melhor escola de negócios do Brasil no guia VOCÊ S/A, a FGV foi a única instituição que classificou cursos em todas as categorias. São nove ao todo. Os mais procurados são os de Gestão Empresarial, Marketing e, mais recentemente, os de Gerenciamento de Projetos e Gestão de Pessoas. Os cursos têm uma carga horária mínima de 432 horas/aula e a concorrência maior é para entrar no Mestrado Executivo (três alunos por vaga). A média de idade dos alunos é de 32,7 anos e, também em média, os alunos possuem cinco anos e meio de experiência gerencial.