
Professor e alunos em frente ao prédio da FDC: teatro, business center e estrutura de ensino a distância

Pode até parecer surpresa uma escola fora do eixo RioSão Paulo, motor da economia brasileira, ser escolhida a segunda melhor do país em sua primeira participação no ranking das melhores do guia VOCÊ S/A. Por se tratar da Fundação Dom Cabral (FDC), porém, não há motivo para espanto. Ao contrário. Com mais de 30 anos de mercado, a instituição, sediada em Nova Lima, a 20 minutos de Belo Horizonte, atrai alunos do Brasil todo em busca de melhores práticas em gestão. Quer saber de onde vem mais gente? De São Paulo e do Rio de Janeiro.
Reconhecida mundialmente, a Fundação Dom Cabral é a única brasileira na lista das 20 melhores em Educação Executiva do Financial Times, principal jornal inglês de economia, divulgada em março. No ranking britânico, foram avaliados os cursos livres e customizados (sem considerar os MBAs). Mesmo antes do carimbo internacional, a escola já estava acostumada a desfilar em rankings. Seu MBA Empresarial sempre esteve entre os mais bem avaliados da VOCÊ S/A. Este ano, a instituição classificou outros dois cursos, nas categorias Finanças e Marketing o que lhe permitiu participar do ranking das melhores escolas de negócio.
Para Paulo Resende, diretor de Desenvolvimento da Dom Cabral, o sucesso se deve, principalmente, a um modelo de ensino comprometido com a necessidade das corporações, o que hoje é tendência mundial. Nossos programas são reflexo de três décadas de relacionamento com as empresas. É uma parceria que não fica só no discurso, diz Paulo. Esse é realmente o diferencial da Dom Cabral o estreito laço que mantém com quem está na ponta do negócio. Isso se revela até no time de professores: 80% do corpo docente já foi executivo ou consultor de grandes empresas, o que não significa que a bagagem teórica fica em segundo plano.
Além da experiência prática, todos os professores têm título de mestres ou doutores. O mesmo rigor com a experiência profissional é exigido dos alunos. Segundo Paulo, só entra na Dom Cabral quem for indicado pela empresa ou comprovar cinco anos de vivência corporativa. Uma outra forma de trazer o mercado para dentro da sala de aula é fazer com que os próprios alunos dêem palestras para apresentar aos colegas suas experiências profissionais.
Com tanto conteúdo e gente do mundo real das empresas, a Dom Cabral é também a queridinha das companhias para formatar programas customizados. No ano passado, ela atendeu cerca de 500 organizações por meio de cursos in company, MBAs em consórcio e rede de relacionamento entre empresas. Entre os clientes, gigantes como Vale do Rio Doce, Petrobras, Basf e Banco ABN Amro Real. Esse contato próximo com o mercado ajuda a aperfeiçoar a cada ano seus cursos, além de proporcionar um vasto material para pesquisas acadêmicas.
| A Fundação Dom Cabral, segundo as notas dos alunos*: | |
| Qualidade das instalações da escola: | 9,5 |
| Habilidade de estabelecer relações entre teoria e prática: | 9,2 |
| Qualidade das discussões em classe: | 9 |
| Qualidade do corpo docente: | 9,4 |
| Capacidade do curso de impulsionar a carreira: | 8,9 |
| Retorno financeiro obtido: | 8 |
| Possibilidade de aprendizado com os colegas: | 8,9 |
| Qualidade do networking proporcionado: | 9 |
| Uso de tecnologia em sala de aula: | 9,3 |
| Satisfação com o currículo do curso: | 9,2 |
* Notas em 10 categorias / Fonte: Nielsen Customized Research/QualiBest
A infra-estrutura oferecida pela FDC é reconhecida pelos estudantes. O prédio, inaugurado em 2001, numa região cercada de montanhas, tem um teatro de 270 lugares, business center e estrutura de ensino à distância. Com divisórias retráteis, as salas são adaptadas para receber de 15 a 70 pessoas. A Dom Cabral também tem uma unidade no centro de Belo Horizonte, onde são realizados programas de especialização. Já o MBA é oferecido no campus, num formato adaptado à rotina dos alunos. O curso é feito em módulos de uma semana, explica Paulo Resende. São quatro turmas ao ano.
Morador de São Paulo, o diretor de supply chain da Votorantim, Sérgio Fonseca, não tem dúvidas de que valeram a pena as viagens a Belo Horizonte em 2000 e 2001. Pouco depois de concluir o curso de MBA, ele trocou de empresa e saltou de gerente para diretor. Além do ótimo conteúdo, a flexibilidade do programa permite conciliar estudo e trabalho, diz Sérgio.
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