
Turma da FIA: experiência dos alunos em negócios diversos estimula o aprendizado

Experimente perguntar a quem estudou na Fundação Instituto de Administração (FIA), em São Paulo, qual foi o maior benefício que o curso ofereceu à carreira. Embora muitos pontos sejam destacados, a resposta final é praticamente unânime: a troca de experiências e networking entre alunos e professores. Esse intercâmbio de conhecimento é possível graças, principalmente, à sinergia criada pela combinação de dois fatores. De um lado, um processo criterioso de seleção de alunos, que busca agrupar profissionais com bagagem gerencial. De outro, um bem preparado grupo de docentes, que oferece em sala de aula conhecimento apoiado numa farta produção acadêmica.
O resultado desse encontro é o que faz da FIA a melhor escola de negócios do país pelo terceiro ano consecutivo, ocupando o topo do ranking nas categorias Finanças, Recursos Humanos, Tecnologia da Informação, Marketing e MBA Executivo — nada menos do que cinco das seis avaliadas pelo GUIA VOCÊ S/A – OS MELHORES MBAs DO BRASIL.
Diferentemente de muitas escolas do mercado, que juntam numa mesma classe alunos de níveis hierárquicos muito diferentes e abarrotam as salas de recém-formados, a FIA zela pela formação de suas turmas. Para selecionar os alunos, a escola analisa os currículos e realiza entrevistas. “É preciso considerar a experiência gerencial e identificar potenciais próximos, que tenham perspectiva de desenvolvimento de carreira similar”, afirma Cláudio Felisoni de Angelo, diretor-presidente da FIA. As turmas tentam reunir pessoas de empresas e setores diferentes, o que agrada os alunos. “É muito salutar ter pessoas de ambientes diferentes para discutir práticas de gestão”, diz Sergio Nonato, de 52 anos, gerente de departamento do Bradesco, que concluiu o MBA em Recursos Humanos e dividiu a sala com um profissional do Google.
| A FIA, segundo as notas dos alunos*: | |
| Qualidade das instalações da escola: | 9,1 |
| Habilidade de estabelecer relações entre teoria e prática: | 8,8 |
| Qualidade das discussões em classe: | 8,8 |
| Qualidade do corpo docente: | 9,2 |
| Capacidade do curso de impulsionar a carreira: | 8,7 |
| Retorno financeiro obtido: | 7,9 |
| Possibilidade de aprendizado com os colegas: | 8,8 |
| Qualidade do networking proporcionado: | 8,7 |
| Uso de tecnologia em sala de aula: | 9 |
| Satisfação com o currículo do curso: | 8,9 |
* Notas em 10 categorias / Fonte: Nielsen Customized Research/QualiBest
Essa diversidade potencializa a integração entre os alunos — até mesmo após o final do curso. Apesar de já ter concluído o concorrido MBA Executivo Internacional há quase um ano, ainda hoje Ricardo Xavier Paledzki Filho, de 39 anos, gerente sênior de venda de serviço da IBM, se reúne com ex-colegas e recebe deles informações de vagas gerenciais com bastante freqüência. “O networking é, sem dúvida, o melhor benefício”, diz Ricardo.
Outra vantagem muito citada entre os alunos é a capacidade de se aplicar rapidamente, no dia-a-dia do negócio, aquilo que se aprende em sala de aula. A superintendente de informática da AGF Saúde, Rosely da Fonseca, de 41 anos, pôde colocar em prática, no trabalho, dicas, ferramentas, tendências e conceitos aprendidos muitas vezes no dia anterior, durante as aulas do curso Gestão da Tecnologia da Informação, que ela concluiu em 2005.
A soma da rede de relacionamentos com os conhecimentos que os alunos obtêm nas aulas e nas trocas de experiências com colegas costuma render boas promoções e muitas oportunidades em novas empresas. Não é à toa que a escola recebe nota 8,7 no quesito capacidade de impulsionar a carreira. Por fim, a FIA dá o toque final com a atenção aos detalhes — como chocolate, bala e café nas salas de aula — e o elogiado trabalho da equipe de suporte, que, segundo os alunos, não deixa nada sair dos trilhos. “A FIA vale o quanto custa”, dizem eles, quase que em uníssono.
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