Raul Juior

Situações semelhantes a esta estão mensuradas numa pesquisa desenvolvida pela Microsoft entre setembro de 2004 e janeiro deste ano. No total, 38 112 profissionais de 200 países responderam a um questionário com 18 perguntas que estavam no site da empresa. Só no Brasil, cerca de mil pessoas, com idade média de 33 anos, participaram do estudo. Quando perguntados sobre o que interrompe a produção diária, os brasileiros responderam que são assuntos como apagar incêndio de alguma crise de última hora, além das conversas paralelas (o famoso vaivém da rádio-peão). São obstáculos à produtividade que também atrapalham profissionais do resto do mundo, mas não com tanta força. "O problema está na falta de planejamento e de organização", diz Paula Bellizia, gerente-geral da divisão de information worker da Microsoft.
Pela pesquisa, os brasileiros se vêem produtivos apenas 60% do tempo. Ou seja, dois dias da semana são perdidos por causa desses inimigos invisíveis (veja tabela ao lado). "O brasileiro é trabalhador, mas não é produtivo", diz Paula. E também pensa diferente. Enquanto a maioria dos brasileiros prefere flexibilizar o horário, americanos e europeus gostariam que a semana não fosse tão rígida, para, por exemplo, folgar na quinta e trabalhar no domingo. O recado é: organize-se para ter foco e não perder tempo com bobagem.
JORNADA IMPRODUTIVA
No Brasil, quem trabalha dez horas por dia, cinco dias por semana, na verdade trabalha apenas três dias. O resto é perdido em reuniões inúteis, telefonemas desnecessários ou respondendo e-mails (em % de horas trabalhadas)
Horas produtivas:
60 - BRASIL
65 - EUA
65 - EUROPA
63 - MÉDIA
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