Até pouco tempo atrás os programas de mensagens instantâneas pela internet, como ICQ e MSN Messenger, eram vistos como "perigo iminente de distração". Acontece que eles caíram nas graças das empresas (e dos profissionais) mundo afora porque se mostraram uma ferramenta eficiente para agilizar a comunicação e reduzir custos com telefonia. Um estudo da consultoria Radicati Group mostra que 85% das companhias dos Estados Unidos já aderiram a eles. Mundialmente, duas em cada dez pessoas usam esse tipo de serviço. A estimativa é de que, até 2008, 80% das empresas e 670 milhões de pessoas se rendam às facilidades dos chamados comunicadores.
No Brasil, o uso corporativo dos serviços de comunicação instantânea está começando a virar moda. O ICQ, por exemplo, que foi o primeiro programa desse tipo lançado no mundo, tem o país entre os seus cinco principais mercados. São 2,3 milhões de usuários brasileiros ativos (entre residenciais e corporativos). É o caso de Nino Feoli Anele, gerente-geral da Confederação Nacional das Revendas AmBev e das Empresas de Logística da Distribuição (Confenar). Para ele, funciona como um serviço de bilhete eletrônico. Durante teleconferências, por exemplo, ele usa o programa para enviar dados e lembretes ao presidente e a outros executivos da empresa. Já Alexandre Privitera, gerente de negócios da Movil Plus, encara os programas de comunicação instantânea como um meio-termo entre o telefone e o e-mail. "Quando é muito urgente, uso o telefone. Quando preciso oficializar, uso o e-mail. O Messenger é ideal para conversar porque não interrompe o que a pessoa está fazendo", diz. Fernanda Romano, diretora de internet da agência DM9DDB, por sua vez, usa esse tipo de programa para mandar mensagens à equipe enquanto fala ao telefone com clientes. "Confirmo dados sem precisar interromper a conversa ou gesticular", diz. Ela também faz pequenas reuniões online. "A vantagem é que consigo incluir várias pessoas no mesmo papo."
Não é difícil imaginar que, cedo ou tarde, você tenha de se familiarizar com essa nova forma de comunicação. (A instalação é grátis, via download). Não há segredos, mas é preciso conhecer bem as vantagens e desvantagens dessas ferramentas para utilizá-las a favor da sua produtividade. Confira ao lado.
Características |
PRÓS |
CONTRAS |
| Agilidade |
"A vantagem em relação ao e-mail é que você
vê que a pessoa está online e sabe que ela vai ler sua mensagem
e respondê-la em seguida", diz Helen Monteiro Zerillo, gerente
de marketing da Dotz. |
A rapidez das informações pode gerar excesso
de informalidade e mal-entendidos. "Seu raciocínio pode não
ficar claro como ficaria num e-mail com começo, meio e fim. É
preciso ler antes de enviar", diz Privitera. Além disso, é
uma questão de etiqueta responder às mensagens. |
| Disponibilidade |
Como os programas podem ser usados em qualquer aparelho ligado à
internet (micro, notebook, handheld e até celular), a disponibilidade
para o contato profissional aumenta. Você pode se comunicar
em qualquer ambiente, sem que saibam sobre o que está tratando. |
Estar "disponível" pode passar de vantagem para obrigação,
e o simpático
programa de mensagem instantânea pode se transformar num "ponto
eletrônico" para controlar os seus horários. |
Lazer e contatos |
A mensagem instantânea proporciona momentos de descontração
no trabalho, com pausas para pequenas conversas sobre assuntos informais.
Outra vantagem é que,
por ser menos invasivo que o telefone, você
pode até conversar com ex-colegas de trabalho sem causar um clima
no escritório. |
Os momentos de descontração podem se prolongar e atrapalhar
sua produtividade. Se for o caso, vale mudar seu status de "online"
para "busy", ou simplesmente dizer que não pode falar
no momento. |
Corte de custos |
Quando você começa uma conversa, nem sempre sabe aonde
vai parar. Se o assunto é complexo, as mensagens podem ficar longas
e confusas. Nesse caso, vale a pena abrir mão da economia e voltar
para o bom e velho telefone.
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Marcio Lebrão, diretor comercial da McAfee, lembra que a empresa
que permite o uso de programas desse gênero para a comunicação
externa deixa uma porta de vulnerabilidade aberta, isto é, fica suscetível
a ataque de hackers e pragas afins. |