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A vez dos craques da gestão

Embalada por grandes eventos e novos negócios, a indústria do esporte vive um momento decisivo no Brasil. E precisa, como nunca, de gestores qualificados

 11/04/2009

No início do ano passado, quatro meses depois de o Brasil ser confirmado como sede da Copa do Mundo de 2014, a consultoria Deloitte montou uma equipe para se dedicar exclusivamente ao evento. Desde então, o grupo de 12 analistas e gerentes, baseado em São Paulo, trabalha a pleno vapor em projetos para cidades que se candidataram a receber as partidas do torneio, como Manaus, no Amazonas, e Cuiabá, no Mato Grosso. A previsão é que a equipe seja ampliada a partir do anúncio das cidadessede, em maio, e chegue a 180 pessoas até 2014. Conhecida por formar seus profissionais em casa, neste caso a Deloitte precisou buscar gente no mercado para conseguir reunir experiência administrativa e conhecimento do negócio. "Não tem sido uma tarefa fácil, pois há poucas pessoas que realmente entendem de gestão esportiva no país", diz o paulistano Robson Calil Chaar, de 45 anos, sócio da Deloitte e responsável pelo projeto da copa. “Sem dúvida, existe um déficit de profissionais qualificados nessa área.”

O exemplo da Deloitte ilustra bem as oportunidades e os desafios que o mercado esportivo enfrenta hoje. O setor representa cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e sua participação está crescendo. Entre 1995 e 2005, o PIB do esporte aumentou 10,8% ao ano, bem acima dos 3,2% da economia, segundo pesquisa do instituto Ipsos Marplan em parceria com o canal SporTV. “Hoje, o esporte é a área que mais cresce e se desenvolve dentro da indústria de entretenimento no país”, diz Ronaldo Chataignier, coordenador do Núcleo de Estudos em Esportes da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro. A crise reduziu esse ritmo de crescimento, mas a realização de grandes eventos no país (Jogos Pan-Americanos de 2007, Copa do Mundo de 2014 e candidatura às Olimpíadas de 2016) promete impulsionar os investimentos e as oportunidades no mercado. “A pressão de investidores e de entidades esportivas internacionais vai acelerar a profissionalização do setor”, diz Ronaldo.

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