Você S/A / Desenvolva sua carreira / Edição 132 / Carreira
11/06/2009

Durante 22 anos, o carioca Nélio Bilate, de 46, fez carreira em empresas como Coca-Cola, Garoto, Renault e Nissan. Chegou ao posto de diretor de marketing em uma multinacional. Em 2007, depois de dois anos de preparação, largou a vida corporativa e assumiu o comando da Brands, uma holding da área de comunicação digital. "Troquei os benefícios e o status de executivo, e ganho 40% menos. Mas estou muito feliz", diz. O segredo? Autoconhecimento, transparência, tranquilidade. Planejei muito essa mudança. A seguir, Nélio conta como conseguiu fazer sua transição sem traumas.
A TRANSIÇÃO
Deixei o cargo de diretor de marketing da Nissan em setembro de 2007, depois de seis anos na montadora. Minha despedida do mundo corporativo, ao contrário do que ocorre com muitos executivos, não teve sofrimento. Isso foi possível porque negociei bem com a empresa, além de ter preparado a mim e a minha família por dois anos. Uma preocupação pouco comum entre os executivos. Romper de uma hora para outra pode causar angústia, uma vez que é difícil abrir mão dos benefícios e do status que a função executiva proporciona.
O PRIMEIRO CHOQUE
Quando me formei em marketing, em 1982, não sonhava virar executivo. Achava que trabalharia em agências de publicidade, seria descolado e continuaria a tocar piano, meu hobby desde os 5 anos. Virei executivo ao assumir uma gerência de marketing da Garoto, em São Paulo, em 1992. Era casado e tinha dois filhos, mas deixei a família morando no Rio, para onde eu voltava nos fins de semana. Nessa época, vendi meu piano, por falta de espaço. Minha primeira Páscoa na Garoto, uma fabricante de chocolates, foi marcante. Fiquei 20 dias fora de casa e, quando voltei, meu filho caçula olhava para mim como se eu fosse um estranho. Foi um choque. Encontrei uma vaga na Coca-Cola e decidi voltar para o Rio. Foi a última decisão que tomei pela minha família até meu pedido de demissão na Nissan, em 2007.
CRESCIMENTO COM SACRIFÍCIOS
Nos anos seguintes, tive conquistas profissionais importantes, mas continuava dedicando pouco tempo à família. Em 1999, recebi a ligação da Renault. A empresa estava chegando ao Brasil e queria um brasileiro sem experiência no setor automobilístico para cuidar do marketing de relacionamento com o cliente. Achei o desafio interessante e me mudei com a família para Curitiba, no Paraná. Em 2001, foi anunciada a primeira fábrica Renault-Nissan no país, fruto da fusão das montadoras. Alguns profissionais foram deslocados para a nova empresa, inclusive eu, que em dezembro daquele ano passei a responder pela diretoria de marketing, venda e pós-venda da Nissan, que foi, sem dúvida, o maior desafio da minha carreira.
MARILENA - O que falar sobre este grande homem NÉLIO BILATE ??? Só sei q sei,q NÉLIO sempre foi e sempre será um homem q ama desafios,q entra num combate p vencer,q nao vive de fantasias ou de coisas imaginárias,ele vive a qualidade do q é real,a certeza dos fatos.E chegou feliz onde está pq ele compete com sua própria inteligência.E vence sempre com sua mais absoluta excelência. - 02/12/2011 13:10:18
Sergio - Muito bom !!!! - 28/06/2011 19:19:47
Sergio - Muito bom !!!! - 28/06/2011 19:19:16
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