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Você S/A / Desenvolva sua carreira / Edição 0137 / Especial de MBAs

Sala de aula tecnológica

Em vez do quadro-negro, as melhores escolas de negócio têm salas interativas e grupos virtuais de estudo

 12/11/2009

Crédito: André Valentim
Ibmec Rio de Janeiro: uma das salas simula a mesa de operações da bolsa de valores - Crédito: André Valentim
Ibmec Rio de Janeiro: uma das salas simula a mesa de operações da bolsa de valores

Com o objetivo de atrair a atenção dos alunos, as escolas de MBA e pós-graduação vêm criando maneiras diferentes de passar o conhecimento. No Insper - Ibmec São Paulo, por exemplo, existem salas especiais, em formato de anfi teatro, como nas melhores universidades americanas, com uma acústica que permite, não importa onde o aluno está sentando, ver e ouvir bem o professor. Uma novidade é um sistema automático de contagem de votos, que mostra o resultado com a opinião da turma no telão após o professor lançar um desafi o ou questionamento.

A Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (Eaesp-FGV) também tem uma sala interativa com telões, câmeras, equipamentos de som e computadores para que os alunos possam assistir e participar de aulas e palestras ao vivo, realizadas em outras cidades ou países. Além disso, em algumas de suas salas, patrocinadas por grandes empresas, cada mesa tem um computador. 

No Ibmec Rio de Janeiro, a sala de destaque simula uma mesa de operações de bolsa de valores. “Ela funciona como uma corretora de valores, simulando operações de mercado fi nanceiro e é resultado de parceria com uma corretora”, diz Roberto Zentgraf, coordenador dos MBAs em gestão de negócios e em fi nanças. Praticamente todas as instituições visitadas pela VOCÊ S/A oferecem aos estudantes ferramentas que contribuem com o seu aprendizado no conforto de suas casas.

São sites que armazenam leituras complementares, conteúdo das aulas e fóruns de discussões, além de biblioteca virtual e acesso à base de dados para pesquisas e análises. O FGV Management Network, da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro, lançado recentemente, é uma delas. “Trata-se de um portal, uma comunidade formada por alunos, exalunos, professores e coordenadores acadêmicos dos nossos MBAs.

O objetivo é o compartilhamento de informações, artigos e notícias sobre as áreas de conhecimento do grupo, além de oportunidades de trabalho. É um espaço virtual voltado para a pesquisa e a convivência”, conta Ricardo Spinelli, diretor da FGV do Rio de Janeiro. “A tendência é que tenhamos mais cursos com aulas presenciais e a distância. Em 2010, os MBAs presenciais em gestão empresarial e gerenciamento de projetos da FGV Management terão 15% de sua carga horária realizada pela internet”, diz Ricardo. “As simulações empresariais na web, como os jogos online com estratégias de condução de uma empresa, também contribuem para o nosso aprendizado”, diz Mauricio Navickas, gestor de TI da Totvs, empresa da área de tecnologia com sede em São Paulo, e aluno do MBA em gestão estratégica da informação da FGV, em Santo André, São Paulo.

Consultoria de carreira e coaching individual, salas de aula interativas e programas de estudo fora do país ajudam a tornar o aprendizado mais completo

VIVÊNCIA INTERNACIONAL

Estudar parte da pós-graduação em universidades dos Estados Unidos ou da Europa, pagando a mesma mensalidade aqui do Brasil, é possível por causa das parcerias que muitas instituições mantêm com entidades no exterior. Existem intercâmbios de duas semanas a um ano. Claro, o valor do curso aumenta à medida que esse período cresce. Algumas oferecem o double degree, a titulação reconhecida nos dois países. Foi essa oportunidade que levou Eduardo Alves, controller da Mac Engenharia, de São Paulo, a viver seis meses em Portugal. “Conheci profi ssionais vindos da China, da Hungria, do Canadá, o que enriqueceu meu aprendizado, e a Universidade de Lisboa é muito conceituada. Hoje tenho uma visão mais abrangente, mais global. Me sinto mais capacitado para trabalhar não só no Brasil, mas em qualquer parte do mundo”, diz o ex-aluno do mestrado profi ssional em administração da Eaesp-FGV.

 Consultoria de carreira
O suporte que as escolas oferecem a seus alunos não se limita à sala de aula. Muitas se dedicam a ajudá-los a se reposicionar na carreira.

• No núcleo de Desenvolvimento de Carreiras, do Insper, há anúncio de vagas para profissionais. “Ajudamos a traçar planos de carreira durante a transição de emprego com um programa de coaching individual”, conta Irineu Gustavo Gianesi, diretor do Insper. Neste ano, foram anunciadas 1 874 vagas e 181 profissionais receberam coach.

• Na Eaesp-FGV, uma coordenadoria faz a mediação entre alunos e empresas. Em 2009, foram 370 pessoas atendidas para recolocação e 66 receberam orientação de carreira. Serve para que as empresas busquem profissionais entre seus alunos.

• O Ibmec Rio de Janeiro tem um centro de carreira que oferece atendimento personalizado aos alunos. Em 2008, 396 pessoas foram atendidas por esse serviço, 80% delas para orientação de carreira, e foram publicadas 800 vagas de emprego nos murais.

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