Você S/A / Desenvolva sua carreira / Edição 0138 / Mercado - Técnicos
08/12/2009

Especializado em projetar tubos industriais, o santista Felype Oliveira Gonçalves, de 34 anos, já passou por empresas de engenharia como Promon e CH2M Hill e trabalhou nas obras de grandes refinarias no país. No mês passado, Felype e outros cinco projetistas de tubulação foram contratados pela Techint, multinacional italiana de engenharia, para ajudar a construir uma refinaria da Petrobras em Salvador, na Bahia. O pacote incluiu bônus anual de até cinco salários, participação nos lucros da empresa e uma remuneração fixa de 10 400 reais, valor equivalente ao salário médio dos gerentes das 150 empresas do Guia VOCÊ S/A-EXAME – As Melhores Empresas para Você Trabalhar 2009.

PLENO EMPREGO
A procura pelo ensino técnico de Segundo Grau no país reflete o crescimento do mercado de trabalho. Um exemplo disso é o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Pernambuco, onde o número de formados dobrou em quatro anos. Cerca de 2 600 deles foram recrutados, nos últimos dois anos, pelo Estaleiro Atlântico Sul, instalado no porto de Suape, a 40 quilômetros de Recife. Os inspetores de soldagem estão entre os que ganham mais, com salários de 6 000 a 8 000 reais.
Esses profissionais trabalham com estruturas navais e tubulações e, para isso, precisam de certificação específica do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Além da parceria com o Senai, o estaleiro criou o próprio centro de treinamento e está negociando com outras instituições do estado a criação de cursos técnicos na área naval. “As escolas perguntam de quantos profissionais vamos precisar e nós respondemos: de todos”, diz Jane Souza, gerente de recursos humanos do estaleiro. As instituições que formam técnicos de nível superior também responderam ao maior interesse das companhias por seus alunos.
Entre 2002 e 2008, o total de ingressos no ensino técnico superior no país aumentou quase seis vezes, ante um crescimento de 25% no número de novas matrículas nas universidades. Enquanto o bacharel obtém no ensino acadêmico uma formação generalista, o tecnólogo, como são chamados os técnicos com formação de Terceiro Grau, se especializa em uma área durante um período mais curto — em geral, de dois a três anos. De 2002 a 2008, o número de cursos para tecnólogos no país saltou de 636 para 4 355, mas a qualidade das escolas ainda deixa a desejar. “O problema é que não existe uma certificação específica [atestando a qualidade dos cursos] e, por isso, ainda é difícil separar o joio do trigo”, diz Marcelo Neri, da FGV-RJ.
Felype Oliveira Gonçalves, 34 anos, projetista de tubulação da Techint: salário e benefícios de gerente
A valorização dos técnicos está mudando a antiga imagem de formação de segunda classe. No mês passado, o Conselho Federal de Administração passou a reconhecer, para registro profissional, os cursos técnicos de nível superior em áreas como gestão de RH, de logística e de processos. Um levantamento do Centro Paula Souza, que administra as 47 faculdades de tecnologia do estado de São Paulo, que são centros formadores de técnicos de nível superior, mostra que a empregabilidade do tecnólogo está em alta. Segundo o estudo, nove em cada dez formados em 2007 estavam empregados no primeiro semestre deste ano.
“Muitas empresas colaboram com a elaboração das grades dos cursos e isso faz com que os alunos tenham um perfil desejado pelo mercado”, diz Angelo Cortelazzo, coordenador de graduação do Paula Souza. Hoje, a rede estadual tem 35 000 alunos matriculados em 46 cursos. Nas áreas de soldagem, edifi cações, processos de produção e informática, o nível de ocupação após um ano de formação é de praticamente 100%.
O paulista Wellington da Silva, de 25 anos, por exemplo, foi contratado como programador de softwares antes mesmo de se formar. Wellington concluiu neste ano o curso de graduação em processamento de dados na Faculdade de Tecnologia de São Paulo. Na metade do curso, em 2007, ele foi chamado para uma entrevista na Gonow, empresa de softwares corporativos em São Paulo. Entrou como analista júnior, ganhando pouco mais de 3 000 reais. No mês passado, depois de se destacar como líder de equipe, ele foi promovido a coordenador e teve seu salário dobrado. Agora, Wellington pretende investir no desenvolvimento de suas habilidades gerenciais, sem se descuidar do aperfeiçoamento técnico.
Nice Carvalho Ribeiro - Olá gostaria de saber se o Tecnólogo Radiologista Industrial, tem salário compatÃvel ao risco que a pofissão lhe oferece e qual é o seu salário inicial obrigada. - 05/12/2011 15:44:57
Bruno Otavio Ferreira de Aguiar - Sou tecnico metal¿rgico e trabalho h¿ 13 anos com an¿lise de soldas mig mag solda a ponto , a rolo continuo gostaria de sdaber como enviar curriculo para empresa . Desde j¿ agrade¿ - 08/11/2011 15:27:49
samuel - tenho duvidas na area en que segui se tec emm petroleo e gas ou tecn em informatica ou meio ambiente me ajudem grato - 22/10/2011 15:36:56
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