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Você S/A / Desenvolva sua carreira / Edição 133 / Mercado

Nem só de capitais

Brasília oferece carreira na área imobiliária, mas no interior do Centro-Oeste também há oportunidades

 08/07/2009

Maior renda per capita do país — 37 600 reais, ante 12 600 reais da média brasileira —, grande contingente de servidores (a administração pública conta com 254 000 pessoas) e déficit habitacional de cerca de 100 000 residências. Os números fazem de Brasília a terceira — e deve chegar ao segundo lugar até o final do ano — cidade com maior valor de vendas de imóveis no país, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro, com quase 3 bilhões de reais negociados por ano. “Há uma grande escassez de engenheiros, por exemplo”, diz Jaran Fleury, diretor de empreendimentos da construtora e incorporadora Emarki. De 2004 a 2008, o valor das vendas da empresa se multiplicou por 11, saindo de 10 milhões de reais para 110 milhões de reais em 2008. Reflexo do aquecimento do mercado imobiliário é a disputa pelos melhores profissionais na capital federal. “As empresas maiores estão investindo em gestão e o executivo experiente nisso está em falta”, diz Douglas Oliveira, da consultoria Pricewaterhouse-Coopers. “Aqui existe gente com boa formação, mas a experiência, que é o que está definindo as escolhas, é deficiente”, diz Acsa Vasconcellos, da consultoria Insight, o que faz da cidade uma opção de carreira para executivos de outras regiões com experiência no mercado imobiliário. Os salários dos gerentes nas construtoras e incorporadoras da região giram em torno de 10 000 reais. Para os cargos de direção, podem chegar a 16 000 reais. O engenheiro civil Anderson Clay Rocha, de 40 anos, é o tipo de profi ssional disputado no mercado brasiliense. Nascido na capital, trabalhou por 11 anos em uma construtora até ser contratado por outra empresa da mesma área, a carioca João Fortes, que voltou para Brasília há dois anos, depois de um período fora da capital. “Quem quer ser competitivo tem de estar em Brasília”, afirma Francisco Almeida e Silva, presidente da João Fortes. “Me chamaram porque conheço o mercado local”, diz Anderson. A construtora pretende faturar 650 milhões de reais na cidade em 2009. Nos primeiros três meses do ano chegou a 130 milhões de reais de vendas. Neste momento, o diretor de vendas de lançamentos da Beiramar, que administra e vende imóveis, procura quatro gestores para sua área. Rildo Martins, de 39 anos, está à frente do departamento que mais cresce na empresa, hoje com 110 pessoas. A Beiramar, com vendas que somam 25 milhões de reais mensais, formou o departamento para atender a expansão imobiliária da região. “Criamos também uma equipe para cuidar de novos negócios, que acompanha essas oportunidades no entorno de Brasília”, diz Rildo.

AGRONEGÓCIO EM ALTA
O Centro-Oeste é onde o agronegócio mais cresce no Brasil. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre a safra de grãos de 1998-1999 e a de 2008-2009 a produção na região cresceu 104%, ante a média brasileira de 62,7% no mesmo período. Há dez anos, a safra da região Sul, ainda a maior do Brasil, era 61% maior que a do Centro- Oeste. Hoje, a diferença caiu para 11,4% em volume de produção. Parte desse impulso é dada por duas regiões de nomes parecidos: a mato-grossense Lucas do Rio Verde, a 360 quilômetros de Cuiabá, e a goiana Rio Verde, a 241 quilômetros de Goiânia. Na região estão presentes as maiores empresas brasileiras e mundiais do agronegócio, como a Brasil Foods (resultado da fusão da Perdigão com a Sadia), Grupo Maggi, cooperativa Comigo, JBS Friboi, Cargill e Bunge. Em Rio Verde, a Perdigão mantém o maior complexo agroindustrial da América Latina, com cerca de 8 000 funcionários e capacidade para abater 2,5 milhões de aves e 27 000 suínos por semana, além de produzir 250 000 toneladas de embutidos e pratos prontos congelados por ano. A cidade abriga ainda plantas industriais da Sadia, da Cargill e da cooperativa Comigo. Próxima a Lucas, a Bunge está inaugurando sua nova fábrica, que deve empregar 100 funcionários. Na região da goiana Anápolis está o maior polo de fabricação de medicamentos genéricos do Brasil, com os laboratórios Geolab, Neo Química, Champion, FBM, Greenfarma, Ducto, Eri Brasil e Teuto Brasileiro, entre outros. São 34 empresas farmacêuticas e 9 000 funcionários diretos. “No ano passado, o faturamento do polo foi de 1,2 bilhão de reais. Neste ano devemos empatar ou ter leve queda, mas estamos prevendo boa recuperação para 2010”, afirma Ivan da Glória, diretor do Sindicado da Indústria Farmacêutica de Goiás. “As empresas farmacêuticas, em profissionalização, buscam executivos com conhecimento de normas contábeis, abertura de capital, negociações com parceiros internacionais e visão de governança corporativa”, diz Douglas, da Pricewaterhouse. Segundo Ivan da Glória, os salários de nível gerencial no polo estão entre 5 000 e 8 000 reais. Os de diretoria vão até 15 000 reais. Exemplo disso é o laboratório Geolab, que produz genéricos e fitoterápicos. Com pouco mais de cinco anos de mercado, tem administração profissional, lançou 13 produtos até maio, espera lançar outros 30 até o fim deste ano e se prepara para iniciar as exportações. “Já estamos em contato com companhias do exterior, mas ainda temos muito a conquistar no mercado interno, que permanece como nosso foco”, afirma Rodrigo Nóbrega, gerente de marketing do laboratório. A projeção é fechar 2009 com crescimento no faturamento em comparação a 2008.

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carolina - oi esta tudo bem com voc¿ - 19/11/2009 13:52:52

cleiton lopes - adorei saber do potencial de anapolis e rio verde moro no tocantins voces tem alguma materia sobre o mercado tocantinense? - 04/11/2009 17:13:22

jose eduardo - Paulo,De uma olhada nesta matéria sobre o centro-oeste. - 31/08/2009 18:56:12



    
    
    
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