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O mundo em suas mãos

A internet oferece canal rápido e de baixo custo para realização de negócios com outros países

 08/12/2009

Crédito: Geyson Magno
Rafael é participante de sites de relacionamento e games desde os 9 anos - Crédito: Geyson Magno
Rafael é participante de sites de relacionamento e games desde os 9 anos

Os mais velhos e conservadores costumam reclamar, mas não há dúvida de que as novas mídias eletrônicas vieram para ficar e para facilitar a vida de muita gente. Sabendo usá-las é possível fazer com que um produto de baixo investimento, criado e vendido no interior de uma pequena cidade no Brasil seja visto e adquirido em qualquer lugar do mundo. O pernambucano Rafael Silva, de 26 anos, sabe bem qual é a força da internet. Ele percebeu que havia uma oportunidade de negócios nesse segmento porque as pessoas têm hábitos comuns: até 30 anos, gostam de ser identificadas visualmente de forma diferenciada e estão conectadas 24 horas por dia. Não deu outra. 

O jovem idealizou no fundo de sua casa, em Recife, uma pequena estamparia para nerds, como ele mesmo diz. Sem largar o emprego como engenheiro de segurança de rede na Tempest Security Intelligence, foi estruturando sua fábrica, a Geekworld. Hoje, além de ter ampliado seus negócios com a venda de games, canecas, bonés e adesivos, recebe contato de gente do mundo todo querendo comprar seus produtos. Como isso é possível? “Procurei logo no início montar um site para vender meus produtos. A minha loja só existe na internet. Não há fronteiras para mim”, diz. Rafael ainda não começou a exportar, mas já se anima com a ideia. “Estou fechando contrato com um portal português”, diz. O negócio que começou com investimento de 750 reais, já lucra cerca de 20 000 reais ao mês.

Mundo afora

Rafael faz parte de um nicho de empreendedores que não para de crescer, apesar das dificuldades gerais que enfrentam. Eles são jovens com ideias inovadoras e usam a internet como se fosse uma vitrine virtual para seus produtos e serviços. Mais do que isso, são ousados e montam plataformas para atingir o mercado externo. Nem todos se sustentam. Muitos quebram a cara e param meses ou anos depois. O Brasil tem cerca de 13 000 micro e pequenas empresas exportadoras, segundo levantamento do Sebrae junto à Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O valor exportado pelas micro e pequenas empresas é de 2,1 bilhões de dólares ao ano. Nos últimos cinco anos, o valor das exportações cresceu 11,4%. O valor médio exportado também aumentou, atingindo 163 milhões de dólares, um crescimento de 10,5% ao ano no período. A cada 100 reais vendidos a outros países, 1 real vem da pequena e média empresas. A Agência Brasileira de Promoção de Exportação (Apex) tem ajudado a abrir novos mercados em países do Oriente Médio, da Ásia e da África, mas em ritmo mais lento do que o esperado pelos empresários. É que de todas as empresas que começam negócios no país 63% morrem até o quinto ano de vida.

Imagine como a vida fica difícil sem poder acessar o mercado estrangeiro. Documento do Banco Mundial intitulado Doing Business classifica o Brasil na 129a posição no quesito ambiente para novos negócios, dentre 183 países analisados. “Na América Latina, o Brasil só está na frente de Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador”, diz Fernando Dolabela, um dos fundadores do World Entrepreneurship Forum, sócio da consultoria Starta e professor da Fundação Dom Cabral. É preciso lembrar, no entanto, que empreendedorismo é um termo novo no Brasil e ainda de difícil absorção pela grande maioria das pessoas. “Surgiu no final da década de 90 e ainda estamos aos poucos absorvendo e tropicalizando a palavra em nossa cultura”, diz Tales Andreassi, coordenador do Centro de Empreendedorismo da FGV-SP. Não há dúvidas que a internet expande as fronteiras para novos negócios, tanto dentro quanto fora do Brasil, mas Tales alerta que é preciso criar uma base mais sólida a esse desenvolvimento.

“A internet permite a quem não tem dinheiro o crescimento rápido e acesso a outros países mas tem uma boa ideia e sabe se organizar para ela. Mas muitos não conseguem viabilizar legalmente seus negócios depois — devido aos altos encargos e burocracia que devem ser corrigidos”, diz Tales.

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Junior - Muito legal esse exemplo de empreendedorismo. Fui muito bem atendido na minha 1 compra. - 03/01/2010 19:41:36

Ana - Muitooooooo legal a GeekWorld.Recomendo. - 02/01/2010 21:38:38


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