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Você S/A / Desenvolva sua carreira / Edição 0137 / Mercado

Feitos um para o outro

Para garantir fidelidade e alto desempenho, as empresas estão aprimorando suas ferramentas para atrarir e reter os profissionais. Elas estão bem mais seletivas

 11/11/2009

Crédito: 3D de João Ferraz sobre foto de Dulia
 - Crédito: 3D de João Ferraz sobre foto de Dulia

Funcionários talentosos, que entregam resultado, sempre terão espaço nas empresas. Hoje, porém, grandes companhias, como Natura, Promon e Odebrecht, levam em conta mais do que isso para contratar e promover. Elas procuram profissionais cujos valores pessoais estejam alinhados aos da organização e estão aprimorando suas ferramentas para identificar pessoas com o perfil que desejam. Esse trabalho já vinha sendo feito pelos recrutadores, mas agora a seleção na contratação e na hora da promoção ficou mais criteriosa. A mudança de comportamento dos empregadores - eles estão mais atentos e seletivos - que está em curso se dá pela maior necessidade de retenção dos profissionais, pois as empresas querem evitar o retorno ao cenário pré-crise, em que levava o melhor profissional a empresa que pagava mais.

Há também a vontade, por parte de algumas corporações, de rever o modus operandi no ambiente corporativo, dando mais ênfase a comportamentos éticos e que sejam respaldados pelos seus códigos de valores e de conduta. Isso, porém, não significa abdicar da busca por resultados. Uma pesquisa com 161 companhias globais feita pelo professor e consultor Daniel Denison, que leciona na escola de negócios suíça IMD e há 20 anos estuda o tema, reforça essa tese. As empresas mais bem avaliadas em aspectos culturais, como missão, envolvimento e integração, apresentam taxa média de retorno sobre investimento superior em até 15 pontos percentuais em relação às concorrentes. “Para alcançar grandes resultados, uma organização precisa de pessoas que cumpram suas tarefas de maneira condizente com os valores que ela adota”, diz Nathan Bennett, professor de gestão e comportamento organizacional da universidade Georgia Tech, nos Estados Unidos.

A Natura, fabricante de cosméticos com sede em Cajamar, São Paulo, já vivenciou os dois lados dessa história. A empresa é conhecida por combinar sua estratégia de negócio com os princípios de preservação do meio ambiente e responsabilidade social. Lá, o funcionário que não atinge ao menos 50% das metas não financeiras, como emissão de carbono e clima organizacional, fica sem bônus. No dia a dia, os gestores são incentivados a cultivar a informalidade e a busca por consenso nas decisões. Nos últimos anos, porém, a Natura cresceu vertiginosamente e contratou profissionais que não estavam alinhados com esses valores.

O resultado foi perda de mercado, piora no clima e aumento na rotatividade de funcionários. No início do ano passado, iniciou-se uma série de mudanças estruturais, que abrangem desde a gestão operacional até a integração dos novatos para retomar o rumo. Neste ano, a companhia reeditou seu programa de trainees, suspenso em 2008, em novo formato. A divulgação foi feita por meio de um vídeo na internet, que não diz o nome Natura, mas somente os valores que ela adota. Não foram exigidas formação ou competências mínimas para participar.

Cerca de 13 000 candidatos se inscreveram, menos da metade do número registrado em 2007. “Não queremos atrair pela marca, mas construir uma relação duradoura com nossos profissionais, a partir de valores compartilhados”, diz Marcelo Cardoso, vice-presidente de desenvolvimento organizacional. Convidado por Marcelo, o engenheiro paulistano Daniel Levy, de 32 anos, se identifi cou com a proposta e assumiu em janeiro deste ano a gerência de sistemas de gestão da Natura. Daniel começou a carreira na consultoria INDG e, mais tarde, montou com um sócio a sua própria empresa. Em 2007, eles decidiram vendê-la e, de lá pra cá, Daniel se envolveu em alguns projetos de curto prazo. “Quando vim para a Natura, estava em um momento de refl exão sobre a carreira e buscava algo que trouxesse conhecimento”, diz Daniel. Esse tipo de relação, baseada em identidade, pode ser um bom negócio tanto para o empregador como para o empregado.

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uZatfB , [url=http://wwhoclqzckac.com/]wwhoclqzckac[/url], [link=http://fcmiszrariqj.com/]fcmiszrariqj[/link], http://qgglnfsxguld.com/ - 03/06/2011 14:39:04

QdJ7TN kmoczcntescf - 03/06/2011 08:34:30

Got it! Thanks a lot again for hpeling me out! - 02/06/2011 08:26:27

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