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Você S/A / Desenvolva sua carreira / Edição 0138 / Mercado - Entrevista com Katty Kay

Entrevista: Katty Kay

Para reter talentos, empresas buscam novas saídas para proporcionar horários - e estilo de trabalho - mais flexíveis

 08/12/2009

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Katty Kay uma das autoras do livro, deixou o emprego por três anos para cuidar dos fi lhos  - Crédito:
Katty Kay uma das autoras do livro, deixou o emprego por três anos para cuidar dos fi lhos

Lançado em dez países, inclusive no Brasil, em agosto, o livro Womenomics – A Tendência Econômica por Trás do Sucesso Pessoal e Profissional das Mulheres (Editora Campus/ Elsevier) traz argumentos para que as mulheres — e também os homens — negociem uma forma de trabalho mais flexível. De Washington, nos Estados Unidos, a jornalista britânica Katty Kay, coautora do livro, falou por telefone a VOCÊ S/A.

Por que voltar a esse tema?
É difícil assumir que não queremos trabalhar 16 horas e que preferimos renegar uma promoção e ter tempo para a vida pessoal. Quando começamos a estudar o assunto, tivemos certeza de que não éramos as únicas mulheres que, apesar de serem apaixonadas pela profissão, estão exigindo um novo jeito de trabalhar. Quando tive meu segundo filho, negociei com a BBC [grupo de comunicação britânico] e disse que precisava de mais tempo para as crianças. Fiquei três anos afastada do emprego. Quando quis voltar, a empresa me aceitou para trabalhar apenas por meio expediente.

Como as empresas podem se adaptar às novas demandas?
As companhias precisam ouvir os apelos por mais tempo livre. Caso contrário, vão perder funcionários qualificados, mas insatisfeitos. A consultoria Deloitte, por exemplo, criou um programa em que o próprio empregado decide se quer trabalhar mais e ter ascensão rápida ou se prefere ir devagar e dedicar parte do seu tempo a projetos particulares.

É aceitável exigir mais tempo para vida pessoal em corporações que ainda não estabeleceram práticas de flexibilidade?
Sim. A maioria das pessoas não consegue ter mais flexibilidade simplesmente porque não conversa sobre o assunto. Além disso, em uma recessão como a que ainda enfrentamos nos Estados Unidos, a flexibilidade é um ótimo negócio. Já que não podem dar bônus ou aumento, as chefias oferecem tempo como moeda de troca.

A vontade de mudar a maneira de trabalhar é só feminina?
A maioria dos homens na faixa dos 40 anos ainda não consegue admitir que passar o dia todo no escritório e deixar os filhos de lado é problemático, mas as mulheres nessa faixa estão pensando nisso há algum tempo. Já os homens e as mulheres de 20 e poucos anos encaram o trabalho de modo muito mais parecido: querem crescer profissionalmente sem abrir mão da vida pessoal.

Qual será a grande contribuição das novas gerações para a transformação do trabalho?
A intimidade com a tecnologia e redes sociais. Essa consciência de produtividade a distância será fundamental para disseminar a flexibilidade dentro das empresas.

Homens e mulheres enxergam o sucesso de maneira diferente?
Antes achávamos que era fundamental para ocupar a cadeira da presidência nunca tirar férias. E, se não agíssemos assim, poderíamos ser demitidas. Agora começamos a entender que não há nada de errado em ter vida pessoal. A maneira feminina de trabalhar e gerir pessoas hoje é mais valorizada pelas empresas, que buscam capacidade técnica e inteligência emocional ao mesmo tempo.

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K6j8uR , [url=http://zklrigylckgj.com/]zklrigylckgj[/url], [link=http://tnxnjujtswoh.com/]tnxnjujtswoh[/link], http://ownnqpipphth.com/ - 03/06/2011 14:23:56

I99OGB vezibnzlgkuz - 03/06/2011 08:43:40

Such a deep awnser! GD&RVVF - 02/06/2011 13:12:17

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