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Como voltar ao mercado de trabalho no Brasil após uma expatriação

Manter o contato com o mercado de trabalho no Brasil é importante para profissionais que pensam em passar uma temporada trabalhando no exterior

 08/12/2009

Crédito: Claudio Rossi
A consultora fi nanceira Silmara da Silva, 42 anos: difi culdade para encontrar uma vaga adequada  - Crédito: Claudio Rossi
A consultora fi nanceira Silmara da Silva, 42 anos: difi culdade para encontrar uma vaga adequada

A consultora financeira Silmara Moreira da Silva, de 42 anos, é o que se pode chamar de profssional superqualificada. Trilhou carreira como especialista financeira em empresas como GM e Reuters, no Brasil, e na Ryder System e Cordis, do grupo Johnson&Johnson, nos Estados Unidos. Foi expatriada duas vezes, a primeira aos 25 anos. Na última passagem internacional, ficou oito anos nos Estados Unidos. Quando decidiu retornar, em 2006, veio a decepção: Silmara não conseguiu uma recolocação compatível com sua experiência e formação. "Para as vagas que considero adequadas financeiramente, concorro com gerentes ou analistas que fizeram carreira aqui e conhecem as particularidades do mercado", diz.

No auge da crise, ela conta que um recrutador chegou a dizer que seu perfil era "um luxo dispensável" para as empresas naquele momento. “Você vai para fora do país e volta ao mercado competindo com salários que não pagam o conhecimento que você adquiriu”, diz. O que mais pesou contra uma recolocação rápida, avalia Silmara, foi ter falhado no networking e perdido contato com outros profissionais no Brasil. Agora, enquanto presta serviços como consultora particular, ela corre para retomar a rede de contatos. A carreira internacional é uma experiência enriquecedora e conta muitos pontos na avaliação de headhunters num processo de seleção. 

Dominar outro idioma, conviver com pessoas de nacionalidades e culturas distintas, enfrentar novos processos e trâmites burocráticos — tudo isso ajuda o profissional a crescer. A possibilidade de ganhar mais também deve ser levada em conta —, embora isso nem sempre ocorra. Porém, o movimento de volta faz parte do processo de expatriação e merece ser avaliado antes e durante a experiência. Essa questão está se tornando cada vez mais relevante, já que mais brasileiros têm oportunidade de trabalhar no exterior. Em muitos países, a retomada pós-crise deve vir acompanhada de uma nova demanda por profissionais em todo o mundo.

Ao mesmo tempo, no Brasil, o aquecimento do mercado interno manterá a procura por profissionais em alta — abrindo as portas para quem está fora e deseja voltar. Ao contrário do que muita gente pensa, na maioria das vezes, as pessoas vão para o exterior sem garantia de trabalho na volta. Por isso, é preciso tomar algumas medidas que mantenham sua empregabilidade alta mesmo fora do país. Marcelo Zampronha, de 39 anos, gerente comercial da seguradora AON, que tem sede em São Paulo, fi cou de 2004 a 2008 trabalhando na seguradora AIG, em Nova York. Quando a empresa entrou em concordata, no ano passado, Marcelo decidiu voltar e se recolocou em quatro dias. Enquanto esteve longe, para não perder o contato, Marcelo lia jornais brasileiros, conectava-se aos amigos por redes sociais e participava de discussões online.

Quando passava férias no Brasil, fazia quastão de ter encontros com profissionais do ramo. “Sempre trazia um terno na mala”, diz. Quase sempre o mercado cobra pedágio na volta, pois existe algum preconceito com o profissional que perdeu o contato com os clientes e fornecedores. “Em alguns caso, quem fica está mais preparado para assumir cargos gerenciais”, diz Fábio Saad, gerente da divisão de mercado financeiro da recrutadora Robert Half, em São Paulo.

Há poucos anos, a experiência internacional era a chance de obter conhecimentos inéditos no país. Isso não é mais uma verdade absoluta. “Hoje você pode estudar e vivenciar quase tudo sem sair daqui”, diz Milton Lima, consultor de planejamento de carreira da D.Queiroz, de São Paulo. O distância afeta as profissões de maneira diferente. Na área jurídica, o impacto é alto, já que cada país tem as suas leis. Marketing e vendas demandam conhecer clientes e consumidores. Finanças fica no meio do caminho. “Engenharia é mais universal, todos falam a mesma língua”, diz Fábio, da Robert Half.

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Roberto Kovaltzik - VTNC! Uma tremenda experiencia que os brasileiros nao reconhecem. - 29/07/2011 15:19:35

Luiz - sem comentario - 28/01/2010 10:47:40

Mirella - Excelente artigo!!!!! - 21/01/2010 18:21:09

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