Falar sobre dinheiro não é apenas um exercício social relevante, mas uma atitude representativa do verdadeiro amor que nutrimos por nossos entes queridos e amigos mais próximos. Esticar a conversa, sem cortar o papo “porque economia é assunto para economistas e gente chata” é o ponto principal para a construção de um diálogo capaz de quebrar o tabu – significa agir como já fizemos no passado com os temas drogas e sexo, por exemplo.
Se o dinheiro está presente, como devemos agir?
Costumo oferecer aos amigos uma pequena reunião de palavras sobre três importantes atitudes que considero essenciais para integrar as finanças ao ambiente familiar do atribulado século XXI:
- Empregue a mesma energia usada nos afazeres gerais à avaliação e acompanhamento de suas finanças. Use mais do seu tempo para também ler mais sobre economia doméstica, praticá-la em seu ambiente familiar e estendê-la ao convívio com os familiares;
- Incentive a educação financeira através de simples mudanças de hábito. Pare de prometer tanto e comece com as pequenas coisas. Compre mais à vista, negocie com mais frequência, exija Nota Fiscal, envolva os filhos nas ações cotidianas também relacionadas ao dinheiro (saque, compras, poupança etc.);
- Não tente bancar o “herói financeiro”. Mantenha sempre familiares próximos engajados em atividades que tenham relação com o dinheiro. Uma reunião mensal para atualizar e discutir o orçamento doméstico evita que o dinheiro só seja lembrado quando ele for sinônimo de dívidas ou problemas familiares.
A maioria das pessoas se concentra em ter mais dinheiro, em receber mais dinheiro. Mas, ainda que este desejo se realize, poucos realmente valorizam o aprendizado e a atenção que o dinheiro exige para que ele realmente represente mudanças significativas na qualidade de vida familiar.
Simplificando, estamos cercados de pessoas que, com o merecido esforço do seu trabalho, são promovidos e passam a ganhar mais. Ótimo, mas será que a mudança se reflete no bem-estar da família? A constante revisão das prioridades e o equilíbrio entre ganhar, gastar e poupar só farão diferença se o tema “dinheiro” for abordado com naturalidade. Sempre.
Como você lida com o assunto “dinheiro” em sua casa e no dia a dia? Conte-nos no espaço de comentários.
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15 set, 2011 22:57
Só um detalhe… como diz no post, no passado abrimos discussão sobre sexo, todos os psicólogos, sociólogos, antropólogos… enfim, todo mundo dizia que isso resolveria o problema com a gravidez na adolescência e com os relacionamentos entre marido e mulher seriam resolvidos, não vejo equilíbrio maior hoje que no passado, sobre esses aspectos…
Abrimos a discussão sobre drogas, todo mundo dizia que iria resolver o problema, vivemos uma epidemia entre todas as classes…
Lembro-me então de C. S. Lewis, em “Cristianismo Puro e Simples”, ele dizia, o problema não está no dinheiro ou no sexo, mas na transgressão do dinheiro e do sexo.
Quando eles se tornam deuses na nossa vida, somos escravos do mau e do pecado.
Não sou a favor do tabu, não sou contra a discussão de temas delicados.
Sou a favor assim como Lewis, do tratar os temas de forma adequada.
O que importa é o tipo de discussão que vai se ter sobre os temas, e não o fato de falar ou não sobre os assuntos.
Discutir o dinheiro entre os entes familiares, por exemplo, é importante. Porém mais importante é o nível e a qualidade da conversa que vai se ter.
20 set, 2011 19:50
Apesar de conhecer a “teoria”, na prática beiro ao desastre. E o pior é que sempre prometo melhorar…
21 set, 2011 18:30
De fato, o problema não está na discussão sobre drogas, sexo ou dinheiro e sim na forma como se aborda os assuntos. Dinheiro e sexo fazem bem se usados de forma adequada. O problema está mesmo é no escesso. E, em se falando das drogas, infelizmente não há nem o que falar e sim apenas exterminá-las. Antes que elas exterminem a família, o amor, o sexo, o dinheiro e a raça humana.
22 set, 2011 13:48
Post muito interessante me vi um pouco nele a alguns meses atrás, antes eu era um ‘herói financeiro’ e queria resolver tudo sozinho, uma especie de egoísmo, esse que apenas estava me prejudicando, a partir do momento que inseri minha esposa nas finanças de uma maneira mais efetiva as coisas começaram fluir muito melhor.