Não sabe o que fazer? Tudo bem, apenas insista!
2012
Tem dias que dá vontade de jogar tudo para o alto e desistir, não é mesmo? Todos nós passamos por momentos complicados, situações desagradáveis, tensas e que alimentam uma crescente desconfiança em relação à nossa capacidade de superar desafios. Aconteceu comigo (muitas vezes), deve ter acontecido com você.
O que você faz quando o sono fica mais pesado por conta da inquietação em relação aos seus próprios meios de buscar o sucesso? Com que frequência você se questiona? Costuma hesitar? Desiste com facilidade? Como ficam os sonhos e objetivos traçados, eles estão sendo respeitados (e alcançados)?
Particularmente, gosto de recorrer a mentores e pessoas de sucesso em momentos assim. Em um papo ou através da leitura de trechos de uma biografia, procuro compreender o papel das frustrações no caminho das pessoas bem-sucedidas.
Procuro observar o posicionamento de quem admiro diante de três questões:
- Eventos, pessoas ou decisões são usados como justificativas (muletas) e/ou desculpas?
- Com que frequência eles desistem? Com que frequência eles insistem? Por quê?
- Os resultados depois da crise são, de alguma forma, positivos?
Por que ter mentores faz diferença? Admitir que não temos as respostas para todos os desafios que encaramos cria a atmosfera perfeita para aprendermos mais e mais rápido. Mas isso só fará sentido se pudermos compartilhar nossas angústias de forma sincera e, preferencialmente, com quem já tenha passado por situações semelhantes.
O diálogo familiar tradicional é importante, mas muitas vezes insuficiente para dar acesso a novas maneiras de encarar a decisão a ser tomada. Nestes casos, é comum a conversa esbarrar nos sentimentos, envolvendo emoções e sensações capazes de mudar o foco: preocupados com o sofrimento alheio, tendemos a sugerir decisões mais suaves (diferentes do que realmente deveríamos tomar). Falei um pouco mais sobre isso no texto “Cuidado com o que sua mãe diria”.
Mentores, por outro lado, não tem compromisso com sua felicidade cotidiana. Para eles, não interessa saber se você está bem todos os dias, mas se tem sido honesto com seus desejos e sonhos. Assim, estes se preocuparão em falar aquilo que você precisa ouvir, sempre de forma objetiva e focada na realidade do problema, doa o que doer.
Experimente! Faça contato com alguém que admira, procure ler mais sobre pessoas bem-sucedidas e insista em conhecer pessoas de sucesso de sua cidade ou região. Com frequência você ouvirá que, para que suas metas sejam alcançadas, você precisa simplesmente insistir mais, ter disciplina e buscar sempre o aprendizado.
Esses dias, por exemplo, um de meus mentores me disse que o escritor Isaac Asimov, famoso por suas fantásticas histórias de ficção envolvendo robótica e tecnologia (você deve conhecer o filme “Eu, Robô”), escreveu e publicou mais de 400 livros, digitando de seis da manhã até meio-dia, todos os dias, durante quarenta anos.
Como diria Seth Godin, “qualquer tentativa é melhor que a mais elaborada desculpa”. As frustrações, os desafios e os sustos sempre existirão. Oportunidades também. Faça o melhor que puder, mas quando não souber o que fazer, não fique simplesmente procurando uma justificativa. Diga “não sei” e busque ajuda. Aprenda e insista.
Como tem sido sua maneira de lidar com seus próprios objetivos? Compartilhe sua opinião no espaço de comentários abaixo e também no Twitter, mencionando meu usuário: @Navarro. Até mais.

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