O conserto da jaqueta preta

Eu adoro uma jaquetinha preta que tenho há anos, mas o forro dela está descosturando. Como é uma peça básica e bem bacana, achei que valia a pena pedir para uma costureira trocar o forro. Fui deixar a jaqueta em uma costureira que fica perto da minha casa. Sabe quanto ela me cobrou para trocar o forro? 150 reais. Achei muito caro. Disse que ia ver o preço em outra costureira que fica duas ruas abaixo. Então, ela me disse que poderia me dar um desconto. Sabe de quanto? 20 reais. Mesmo assim, achei caro. Andei um pouco mais e cheguei na outra costureira. Sabe quanto ela me cobrou pelo mesmo trabalho? 65 reais. Sim, exatamente isso. A metade do preço com desconto da primeira costureira. Sem pensar duas vezes deixei a jaquetinha lá e vou pegar na semana que vem.

Essa diferença de preços cobrada pelos prestadores de serviços – além da costureira, manicure, cabeleireira, restaurante – é que está puxando a inflação para cima. Neste ano, a expectativa é de que a inflação encerre o ano em 6,5%. Não é um percentual tão alto, mas é maior do que o do ano passado. A inflação da China deve fechar o ano em 5% e a dos Estados Unidos, em 3,5%. O problema é que com a inflação em tendência de alta, a gente fica com a expectativa de que os preços vão subir nos próximos meses. Começamos a antecipar a compra de muita coisa para não pagar mais no mês que vem. Os donos de lojas, supermercados e salões de beleza também pensam do mesmo jeito. Antecipam a compra dos produtos e, como as indústrias podem não estar preparadas para atender tanta demanda, podem faltar produtos. Neste caso, vale a lei do mercado. Quem pagar mais, leva. Os preços sobem.

Esse ciclo de antecipação de consumo produz uma inflação por expectativa. Como todo mundo espera que os preços vão subir, eles acabam subindo mesmo. E é contra esse mecanismo de expectativa de alta dos preços que a gente tem de ficar esperto. Não dá para vacilar e deixar a inflação voltar. Por isso, vale andar mais para encontrar produtos com preços menores, pechinchar e procurar ofertas. Quem quer pagar mais caro? Eu não quero.

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Serviço é bom e a gente gosta

Eu nasci e sempre vivi em São Paulo. Então, quando alguém diz que os serviços que temos aqui (garçons, manicure, cabeleireiro, manobrista…) são os melhores do que qualquer outro estado eu fico surpresa. Surpresa porque conheço muito pouco como é o serviço de outras regiões. Mas eu confesso que às vezes vale à pena pagar um pouco para ter um bom serviço. Ontem, deixei uma bota para ser engraxada pelo sapateiro. O sapateiro é ótimo, mas fica em uma rua super movimentada que não tem lugar para estacionar o carro. Daí que uma das atendentes me disse: quando a senhora vier buscar é só parar o carro aqui na frente, não precisa descer, que a gente entrega a bota. Eu paguei 5 reais pelo serviço, sinceramente, não sei se é caro o barato. Eu sei que o sapateiro ganhou uma cliente pelo ótimo serviço prestado.

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Inflação do álcool em gel chega a 900%

O melhor jeito de entender como funciona a inflação é observar o que vem acontecendo com o preço do álcool gel nos últimos dias. O preço do produto, que é utilizado para higiene das mãos, disparou com o surto de gripe H1N1. O Ministério Público do Paraná constatou um reajuste de 900% do produto desde que os primeiros casos da doença foram confirmados. Um litro de álcool gel que custava 7 reais você é negociado a 50 reais. E o que a gente faz nesta hora? Pesquisa os preços. Sempre.

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Petrobras está “de boa”

No mês que vem começa a CPI da Petrobras que vai analisar desvio de verbas e contratos irregulares. Até agora as ações da empresa não demonstraram nenhum movimento de apreensão com relação à CPI. O preço das ações preferenciais saiu de 29,03 reais para 32,50 reais, nos últimos três meses terminados em 24 de julho. Já os papéis ordinários passaram de 36,31 reais para 40,15 reais, no mesmo período.

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