O preço do agiota

Outro dia estava assistindo uma reportagem do Jornal Nacional sobre a ação da Polícia Federal ao prender uma quadrilha acusada de lavagem de dinheiro. Um dos acusados que fazia parte da quadrilha era um agiota. Ele emprestava dinheiro com juros de 50% ao mês. Acredita? Uma taxa de juros estratosférica! O dinheiro que ele emprestava para as pessoas vinha do tráfico de drogas. Com o empréstimo, ele “lavava” a grana e a inseria na economia.

Quem recorre a um agiota, normalmente, não pode pegar um empréstimo mais barato no banco ou, até mesmo, em uma financeira. Talvez a pessoa já tenha outras dívidas, esteja com o nome incluído no cadastro de maus pagadores e por isso não consiga um empréstimo mais barato. O problema é que recorrer a um agiota é como jogar a última gota de água no oceano antes de um tsunami. Ou ser o pedacinho de neve que faltava para a avalanche começar. Dificilmente, alguém consegue ter dinheiro suficiente para paga o que deve ao agiota. A dívida fica impagável.

Puxando a sardinha pro meu lado (rs), para fugir do agiota é preciso ter o orçamento em dia. Não, não é fácil, mas é possível. Em dezembro, a VOCÊ S/A coloca nas bancas uma edição especial sobre o assunto. Não vai perder!

Ficarei uns dias fora da redação e o blog volta a ser atualizado a partir de 16 de novembro. Até lá!

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Juros de 35% na semana, acredita?

Eu já confessei aqui neste blog que sou noveleira. Ontem, estava revendo Vale Tudo (Canal Viva), que marcou época nos anos 80. Em uma determinada cena, Ivan (Antonio Fagundes) discute com Raquel (Regina Duarte) sobre um empréstimo. É que Rachel pegou uma grana emprestada com um agiota com juros de 35% na semana. Sim, isso mesmo amigo leitor. Você entendeu certo. Agiota e juros de 35% na semana.
Há 20 anos, poucos bancos se dispunham a fazer empréstimos para quem queria comprar uma casa, um carro ou montar um negócio. Com uma inflação estratosférica que acabava com o salário antes do fim do mês, nenhum banco acreditava que o cliente conseguiria pagar o empréstimo. Além disso, os bancos ganhavam muito mais grana investindo no mercado financeiro do que emprestando dinheiro.
Quem precisava de grana recorria aos agiotas. E eles cobravam caro. Vamos combinar que um juros de 35% por semana são um absurdo. Hoje, um empréstimo pessoal não tem juros maiores do que 2,50% ao mês.
A queda na taxa de juros é um reflexo da estabilidade econômica. Metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal implantadas no governo Fernando Henrique Cardoso e mantidas pelo presidente Lula garantiram uma economia saudável. Agora, é esperar que a presidente eleita Dilma Rousseff dê continuidade ao tripé econômico como ela já anunciou. Todo mundo vai sair ganhando!
Nos próximos dias 14 e 15, os diretores do Banco Central (BC) estarão reunidos para discutir a trajetória da taxa básica de juros da economia, a meta Selic, que está em 10,75% ao ano. Com uma inflação perto de 6% ao ano, a expectativa do mercado financeiro é que os juros subam já neste mês. Quanto maior os juros, mais caros ficam os financiamentos e menor é o consumo, controlando a inflação. Vamos esperar para ver o que acontece, mas se a alta não vier agora ela deve vir no começo do ano que vem.

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Olho na nova equipe econômica

Você deve ter acompanhado por esses dias a especulação sobre quem faria parte da equipe econômica da presidente eleita Dilma Rousseff. Ontem, a presidente anunciou a permanência de Guido Mantega no ministério do Planejamento e a entrada de Alexandre Tombini na presidência do Banco Central. Beleza. A dúvida agora é se Tombini conseguirá manter a autonomia do Banco Central e mexer nas taxas de juros para controlar a inflação. Explico. Quando o consumo aumenta como nos últimos anos há o risco de inflação. A inflação surge quando há mais interessados em comprar bens do que produtos nas prateleiras. Os vendedores, então, aumentam os preços. Nasce a inflação. Para controlar a inflação, o BC eleva a taxa básica de juros, a Selic que hoje está em 10,75% ao ano. A Selic serve de referência para todas as operações de crédito do sistema financeiro. Se ela está mais alta, a prestação do seu carro, da sua casa, do seu eletrodoméstico financiado vai ficar mais cara. Se o produto ficar muito mais caro no longo prazo, as pessoas desistem de comprar e a inflação volta para o controle. Parece confuso, mas não é. Na prática, a dúvida é saber se Tombini vai ter autonomia suficiente para manter os juros e não deixar a inflação voltar. Vamos torcer. Quem quer viver sem pode consumir o que tem vontade por conta dos altos juros? Eu não.

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Juros podem subir em abril

A maior parte dos analistas econômicos acredita que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) deve elevar os juros na próxima reunião dos dias 27 e 28 de abril. A taxa Selic está em 8,75% ano e deve ser elevada para manter a inflação dentro da meta. A inflação dos 12 meses terminados em março ficou em 5,2%, acima da meta de 4,5%. O raciocínio do BC é simples: quando os juros sobem, os financiamentos ficam mais caros e o consumo diminui. Se os juros subirem mesmo, as aplicações em renda fixa que acompanham a Selic podem se tornar boas opções de investimento no curto prazo.

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Juros estáveis em 8,75%

A taxa básica de juros da economia, a Selic, deve continuar em 8,75% ao ano, segundo o departamento econômico do Grupo Santander Brasil. Mas para o ano que vem os economistas acreditam que os juros podem subir. O que você tem a ver com isso? Se a projeção for confirmada no ano que vem, as aplicações em renda fixa voltam a ficar atraentes.

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Juros básicos devem continuar em 8,75% ao ano

O mercado financeiro já começou a fazer apostas sobre qual vai ser a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central). Os diretos do BC vão se reunir nos dias 9 e 10 de setembro e devem anunciar a manutenção dos juros em 8,75% ao ano. Pelo menos essa é a aposta da maior parte dos analistas econômicos. Recebi por e-mail a opinião de Ricardo Denadai, economista sênior do Santander Asset Management. Ele aposta na manutenção dos juros. “O cenário econômico doméstico segue equilibrado, com dados recentes indicando desaceleração da inflação corrente e continuidade da recuperação da atividade econômica, com destaque para o mercado de trabalho. Por isso não julgamos necessário estímulo monetário adicional. Mantemos nossa expectativa de que a Selic ficará estável em 8,75% a.a. por um longo período, pois a velocidade da recuperação da economia não gerará pressões inflacionárias, dada a ainda elevada ociosidade da economia brasileira”. Se for assim, a rentabilidade das aplicações de renda fixa, que seguem os juros básicos da economia, continuaram do mesmo jeito. Quem quer ganhar mais dinheiro, vai ter de começar a fazer investimentos mais arriscados, como a bolsa de valores.

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Juros em 8,75% ao ano

O Copom (Comitê de Política Monetária) fez o que todo mundo esperava. Cortou os juros básicos da economia para 8,75% ao ano e sinalizou que a taxa deve ficar por aqui. Com isso, as aplicações que seguem os juros vão render menos. Se você quer fazer seu dinheiro aumentar é bom começar a olhar para os fundos de ações, as ações na bolsa de valores, os CDBs (Certificados de Depósito Bancário).

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Expectativa com o Copom

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decide daqui a pouco qual vai ser a nova taxa de juros da economia. A maior parte dos analistas econômicos considera que os diretores do BC vai cortar os juros em meio ponto percentual e a taxa Selic ficará em 8,75% ao ano. Se for assim, essa será a menor taxa de juros dos últimos anos. Você deve se perguntar “e daí”? Daí que a taxa de juros serve de referência para a rentabilidade das aplicações em renda fixa. Quer dizer, suas aplicações vão render menos. Será que não é hora de reavaliar seus investimentos.

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