“Tudo isso é meu?” ou “bancos espertinhos”
2011
Em tempos de e-mail e mensagens instantâneas, eu adoro quando chego em casa e tem alguma correspondência para mim. Tenho uma amiga brasileira que mora na Noruega e sempre me manda cartões postais. Meu dentista nunca esquece do meu aniversário e sempre me manda um cartão. Na semana passada, tinha um envelope do banco onde eu tenho conta. Quando abri, quase cai de costas.
Eles colocaram em números enormes que eu tinha um crédito disponÃvel de UM MILHÃO DE REAIS. (Tá, não era tudo isso, mas eu me senti como se tivesse muito dinheiro na conta). O banco reuniu todos os valores de crédito que eu posso obter para financiamento de veÃculo, crédito imobiliário, limite do cheque especial, empréstimo consignado, limite do cartão de crédito… e chegou a esse valor exorbitante que estaria disponÃvel quando eu quisesse.
Achei que o banco foi muito irresponsável. A gente fica super feliz ao ver aquele monte de dinheiro disponÃvel, mas a realidade é que a gente precisa saber se vai poder pagar depois. E na maior parte das vezes fica bem difÃcil conciliar o pagamento das parcelas do crediário, não é? E, para quem tem paciência e pode esperar, é muito mais vantajoso comprar à vista com um bom desconto.
Bancos não se acham os únicos espertinhos, nós também somos muito sagazes para saber o que é bom para a gente ou não.

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