O jeito Buffett de administrar

Você já deve ter ouvido falar na Berkshire Hathaway, que é uma companhia americana que gerencia várias outras empresas, e é dirigida por Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo. Recentemente, a companhia divulgou uma carta aos acionistas com os resultados e planos para os próximos anos. Em 2010, a Berkshire estimou geração de lucros de 12 bilhões de dólares depois de pagar todos os impostos. Em um dos parágrafos – o que eu mais gostei – Buffet descreve como é o trabalho dos executivos responsáveis por gerar riqueza para a companhia.

“Muitos de nossos diretores-executivos são independentemente ricos e trabalham somente porque amam o que fazem. São voluntários, não mercenários. Eles não são obrigados a fazer reuniões na sede empresarial. Eles simplesmente recebem uma carta minha a cada dois anos (copiada no relatório de 2010) e me telefonam quando querem. As vontades são diferentes: há gestores com quem não conversei no último ano, enquanto há um com quem converso quase que diariamente. Nossa confiança está nas pessoas em vez de no processo. O sistema ‘administrar bem, administrar pouco’ convém tanto a eles quanto a mim. Os diretores-executivos têm diferentes perfis. Alguns possuem MBA; outros nunca terminaram a faculdade. Alguns usam orçamentos e preferem fazer as coisas como manda o figurino; outros operam pelo instinto. Nosso time parece um composto de estrelas com estilos de jogos diferentes. Mudanças na equipe raramente são necessárias”.

Incrível como quando a gente faz o que gosta os resultados são positivos tanto para a empresa quanto para os funcionários. Também achei impressionante a confiança que Buffett tem na sua equipe. Não é à toa que ele é um dos homens mais ricos do mundo.

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As principais reclamações na CVM

Sabe qual foi a principal reclamação dos investidores de junho a dezembro do ano passado? Foram as negociações com valores mobiliários, segundo o relatório de atendimento ao público do Programa de Orientação e Defesa ao Investidor (Prodin) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é o órgão que fiscaliza o mercado de capitais.
A íntegra do relatório pode ser consultado no site www.cvm.org.br e mostra que os demais reclamações e consultas foram sobre fundos de investimentos (20,48%), posições acionárias (11,01%), ofertas irregulares (5,95%), medidas adotadas por controlador ou administrador da companhia (4,19%) e demora na transferência de ações (3,96%). Foram registradas 77.555 reclamações nos últimos seis meses do ano passado. As instituições que mais receberam denúncias foram o Conglomerado Bradesco (9,69%), Conglomerado Itaú Unibanco (9,47%), Conglomerado Banco do Brasil (6,39%), UM Investimentos CTVM (5,95%), XP Investimentos CTVM (4,85%) e Conglomerado Santander (3,30%).

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