Vida de empreendedor não é fácil

Em São Paulo, um dos restaurantes mais badalados para consumo de carne é o Rubaiyat. Há três unidades na cidade e mais uma na Argentina e outra em Madrid. O restaurante foi inaugurado há 52 anos pelo espanhol Belarmino Iglesias e de lá pra cá vem sendo administrado pela família. Um dos filhos, Carlos Iglesias, formado em medicina, abriu um novo restaurante o Porto Rubaiyat que funcionou por três anos com um cardápio de peixes brasileiros.

Como a vida de empresário não é fácil, o restaurante foi fechado e será reaberto nesta semana em novo endereço, no Itaim. O investimento da nova casa foi de 6,5 milhões de reais, sendo que 2,5 milhões vieram do bolso de Carlos Iglesias e o restante do dinheiro de investidores. Ele é o único acionista do negócio e espera ter retorno do investimento em seis anos. É uma empreitada de fôlego já que o restaurante terá uma gestão independente do Grupo Rubaiyat.

A maior dificuldade de Carlos é encontrar mão-de-obra qualificada para trabalhar na cozinha. “Faltam profissionais qualificados. Não posso abrir um restaurante com uma cozinha que não esteja funcionando com perfeição”, diz. A estratégia de Carlos é começar devagar, com poucos clientes. Inicialmente, apenas o bar irá funcionar. “Como ainda não tenho estrutura para atender muita gente, vamos devagar e contando com o boca a boca de quem gostou”, diz.

Se você, como eu, achou que quem já tem um empreendimento de sucesso na família estaria com a vida ganha na hora de montar um outro negócio percebeu que a situação é bem diferente. A estratégia para qualquer empreendimento dar certo é ter um plano de negócios e bons profissionais. Vamos torcer pelo Porto Rubaiyat.

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Estas empresas fazem bonito

Duas empresas fazem bonito no mundo da inovação e da sustentabilidade. A Ikea, loja gringa bacana de utensílios para a casa, tipo a nossa Tok&Stok, doa uma lâmpada de cabeceira movida a energia solar para uma ONG da África a cada outra lâmpada comprada nas lojas.
Já a americana Little Miss Match (algo como Senhorita Descordenada, em português) inova ao vender três pés de meia diferentes. Sim, todos diferentes entre si. A moda entre as garotas americanas é andar totalmente descordenada. A iniciativa das duas empresas além de original também trouxe dinheiro para as empresas. Bacana, né? Quem me contou essa história foi Manoel Alves Lima, sócio fundador do escritório de projetos FAL – Design Estratégico para Varejo, durante o evento Inspiração 2010 – Gênios do Varejo, em São Paulo.

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Eletrobras pagará correção para usuários

Talvez esse post não seja do seu interesse, mas pode ser do interesse do seu pai ou tio.
É que todas as indústrias que funcionaram entre janeiro de 1987 e janeiro de 1994 têm direito de receber valores referentes à correção monetária de empréstimo compulsório realizado pela Eletrobras, órgão responsável pela administração de energia elétrica no Brasil. A estatal realizou o empréstimo do equivalente a 32,5% do valor do consumo mensal de energia elétrica dos contribuintes industriais com a finalidade de captar recursos para desenvolvimento do setor elétrico no país, mas devolveu apenas o equivalente a 10% dos valores totais.

Empresas que desenvolviam atividade classificada como industrial e que consumiam mais de dois mil quilowatts por mês (o que equivalente hoje a quinhentos reais), incluindo desde grandes empresas até pequenos negócios, deveriam destinar à companhia, de forma compulsória, o equivalente ao valor relativo do consumo mensal de energia. Cerca de 12 000 empresas já receberam os valores referentes à correção do empréstimo compulsório e por volta de 108 000 têm direito a essa restituição.

Os contribuintes que possuem valores a receber devem reivindicar tais diferenças por meio de processo judicial, já que a Eletrobras não realiza o pagamento espontaneamente. O Poder Judiciário, por sua vez, já decidiu, de forma definitiva, que a correção monetária deve ser aplicada em sua integralidade. O direito ao recebimento desses valores prescreve em 30 de junho (cinco anos a contar da Assembléia ocorrida e 30/06/2005) e, após esse prazo, não será mais possível obter as diferenças devidas pela Eletrobrás.

Mais informações:

Central de Informações: 0800 643 7613
www.abracompeel.org.br

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O prospecto da Vale

Na última reunião de pauta da revista Você S/A nós discutimos a possibilidade de fazer uma reportagem sobre quais são as dúvidas que o investidor pode resolver na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A reunião de pauta é feita uma vez por mês com toda a redação para decidir quais temas farão parte da revista.
Pois bem. Hoje estava lendo meus e-mails e encontrei um que anunciava a emissão de bônus da Vale com vencimento em 10 anos. Os bônus serão emitidos por meio da sua subsidiária integral Vale Overseas Limited (Vale Overseas). Mas o que mais me chamou a atenção é que no final do anúncio a Vale escreve:

Antes de investir, você deve ler o prospecto preliminar aditado e outros documentos que a Vale e a Vale Overseas protocolaram na SEC para informações completas sobre as empresas e a oferta.

Lanço a pergunta: quem já leu o prospecto antes de investir? No prospecto estão todas as informações sobre o risco e o graud e alavancagem do investimento. Uma coisa super comum é o investidor não ler o prospecto e ir reclamar junto à CVM que seu investimento rendeu menos. Daí, não tem jeito. Não há o que fazer. O segredo para não ter surpresas em seus investimentos é saber muito bem onde você está colocando o seu dinheiro.

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Fumar custa caro para as empresas

Eu nunca fumei. Não é uma ideologia, é que eu não gosto de cigarro mesmo. Mas a vida dos fumantes está cada vez mais difícil em São Paulo depois da lei que proibe o fumo em lugares públicos fechados. Imagino que seja muito difícil deixar de fumar e as empresas sabem disso. Na Ticket, do setor de convênio de refeições, desde 2008, existe o Programa Antitabagismo, que auxilia os colaboradores a largar a dependência da nicotina. De todos os funcionários que entraram no programa, 63% deixaram de fumar. Além disso, a empresa conseguiu reduzir em 40% os custos com plano de saúde. O índice de afastamento caiu pela metade e o número de cirurgias foi reduzido em 27,5%. Impressionante, não?

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