Vai um autógrafo aí?

26 set
2011

Quando o artista espanhol Pablo Picasso (1991-1973) morreu, aos 92 anos, ele deixou um acervo de 25 000 trabalhos e 7 ex-mulheres. Paul Klee, artista alemão e também cubista, produziu 8 000 obras em toda a sua vida. Quando as obras de Picasso começaram a ganhar notoriedade, os cheques que o artista emitia para fazer pagamentos não eram descontados. A assinatura do artista valia mais do que o preço que ele estava pagando pelo que comprava. Interessante, não?

No ano passado, o quadro de Picasso “Desnudo, Hojas Verdes e Busto”, de 1932, foi arrematado em um leilão por 106 milhões de dólares. Muitas vezes, os valores que definem o preço de uma obra de arte podem ser subjetivos, mas eles não excluem a técnica utilizada, a fase do artista, a dimensão, a conservação, o tema, a origem e o valor histórico. Se você pretende investir em obras de arte, saiba que é preciso ter a consultoria de um profissional. Além disso, esse investimento tem baixa liquidez, só se vende um objeto quando sua qualidade é facilmente reconhecida. O risco de comprar um objeto falso também é grande. Vai encarar?

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É bom ser fiel

22 set
2011

Eu nunca dei muita bola para os cartões fidelidade que as lojas oferecem pra gente. Tem cartão de livraria, de supermercado, de petshop, de lavanderia, de farmácias… Na maior parte das vezes eu faço o cartão, mas não sou fiel às compras naquela loja. Sempre acho que se eu pesquisar um pouco vou conseguir um preço melhor ou um desconto maior do que a tal loja vai me oferecer. Mas por duas vezes me surpreendi e comecei a achar que dá para a gente economizar uma boa grana sendo fiel a algumas lojas.

Outro dia fui comprar um livro em uma grande livraria em São Paulo. Quando fui pagar, a atendente me contou que eu tinha um crédito de 19 reais para ser usado. O valor era uma parte das compras que eu já tinha feito na loja. Usei o crédito sem pensar duas vezes e o livro saiu por menos de 10 reais. Na semana passada, quando fui deixar uma blusa na lavanderia também descobri que tinha um crédito e paguei menos de cinco reais pela lavagem. Cheguei à conclusão que vale a pena ser fiel a algumas lojas que depois vão garantir um bom desconto em novas compras. O que você acha?

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Quer uma casa em Miami? E uma em Boston?

12 set
2011

A crise americana destruiu o sonho de muita gente que queria ter uma casa própria. Há alguns anos, quando um americano decidia comprar um imóvel era só ir até um banco e fazer um financiamento, sem precisar comprovar renda e nem ter um emprego fixo. Bom, tanta facilidade deu no que deu. Muita gente não conseguiu pagar as prestações e perdeu a casa.

Faz tempo que não vou aos Estados Unidos, mas me contaram que fora dos centros turísticos há muitos bairros abandonados. Gente que saiu de casa porque não tinha como pagar as prestações. Essas famílias estão morando em trailers e em acampamentos. Me contaram que os traillers e campings se estendem por quatro, às vezes seis quilômetros, na beira das estradas. Esse tipo de moradia seria o equivalente às nossas favelas. Triste, né?

Mas sabe como é… Infelicidade de uns, alegria de outros já dizia a minha avó.

Grandes empresas incorporadoras estão comprando dos bancos essas casas, reformando e revendendo os imóveis. Sabe para quem eles querem vender? Para nós. Para os argentinos, para os venezuelanos, para os uruguaios… E o preço é baratinho. Por 65 000 dólares (111 500 reais) dá para comprar uma casa de 100 metros quadrados em um condomínio em Miami ou em Boston. Tentador, não é? Ainda mais porque essas incorporadoras facilitam tudo. Elas encontram um advogado americano que vai ajudar na transação imobiliária, verificam toda a documentação do imóvel e agilizam o pagamento, que tem de ser feito em dinheiro. Algumas casas podem ser alugadas e você recebe mais ou menos uns 800 dólares do valor de aluguel todos os meses.

O problema é que se a gente não entende direito o mercado de imóveis brasileiro, será que vai conseguir entender o funcionamento do segmento americano? Luiz Calado, autor de livros sobre imóveis, faz outros alertas antes de você decidir ser dono de uma casa nos Estados Unidos:

- É preciso conhecer os bairros onde essas propriedades estão localizadas. Há lugares que estão totalmente desertos.
- Não dá para comprar uma casa ou apartamento sem visitar o local.
- Quando você fizer a declaração do Imposto de Renda no Brasil terá de informar a compra do imóvel. O valor da aquisição não vai mudar, mas é preciso saber o que vai acontecer em caso de variação cambial. Os ganhos com a variação da moeda podem ser questionados pela Receita Federal e você pode ter de pagar mais imposto.
- Além disso, os Estados Unidos ainda não saíram da crise. Os preços dos imóveis americanos estão mais baratos do que no Brasil, é verdade, mas será que eles não vão cair ainda mais?

Apesar de ser muito tentador ter uma casa em Miami, como todo grande negócio na nossa vida, é preciso analisar com muita cautela se vale ou não a pena fazer essa transação.

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O começo de uma dívida

08 set
2011

A gente fez um especial bem bacana sobre dívidas com o educador financeiro Reinando Domingos. Eu sou suspeita para falar, mas acho que os vídeos ficaram bem legais. Abaixo está o primeiro de uma série de cinco vídeos. Se você gostar, tem mais lá na página da VOCÊ S/A

Ciclo de Endividamento

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O conserto da jaqueta preta

05 set
2011

Eu adoro uma jaquetinha preta que tenho há anos, mas o forro dela está descosturando. Como é uma peça básica e bem bacana, achei que valia a pena pedir para uma costureira trocar o forro. Fui deixar a jaqueta em uma costureira que fica perto da minha casa. Sabe quanto ela me cobrou para trocar o forro? 150 reais. Achei muito caro. Disse que ia ver o preço em outra costureira que fica duas ruas abaixo. Então, ela me disse que poderia me dar um desconto. Sabe de quanto? 20 reais. Mesmo assim, achei caro. Andei um pouco mais e cheguei na outra costureira. Sabe quanto ela me cobrou pelo mesmo trabalho? 65 reais. Sim, exatamente isso. A metade do preço com desconto da primeira costureira. Sem pensar duas vezes deixei a jaquetinha lá e vou pegar na semana que vem.

Essa diferença de preços cobrada pelos prestadores de serviços – além da costureira, manicure, cabeleireira, restaurante – é que está puxando a inflação para cima. Neste ano, a expectativa é de que a inflação encerre o ano em 6,5%. Não é um percentual tão alto, mas é maior do que o do ano passado. A inflação da China deve fechar o ano em 5% e a dos Estados Unidos, em 3,5%. O problema é que com a inflação em tendência de alta, a gente fica com a expectativa de que os preços vão subir nos próximos meses. Começamos a antecipar a compra de muita coisa para não pagar mais no mês que vem. Os donos de lojas, supermercados e salões de beleza também pensam do mesmo jeito. Antecipam a compra dos produtos e, como as indústrias podem não estar preparadas para atender tanta demanda, podem faltar produtos. Neste caso, vale a lei do mercado. Quem pagar mais, leva. Os preços sobem.

Esse ciclo de antecipação de consumo produz uma inflação por expectativa. Como todo mundo espera que os preços vão subir, eles acabam subindo mesmo. E é contra esse mecanismo de expectativa de alta dos preços que a gente tem de ficar esperto. Não dá para vacilar e deixar a inflação voltar. Por isso, vale andar mais para encontrar produtos com preços menores, pechinchar e procurar ofertas. Quem quer pagar mais caro? Eu não quero.

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Nova rede social para investidores

30 ago
2011

Um dos maiores problemas para os investidores novatos é procurar informações confiáveis sobre quais empresas são melhores para colocar o dinheiro. Hoje, tem início uma nova rede social que promete trazer informações sobre o mercado financeiro. É a Tapix, que vai acompanhar vários setores e as ações mais negociadas de cada segmento.
Eu acabei de me cadastrar. Inicialmente, achei bem interessante. É claro que a gente tem de analisar com cuidado as opiniões sobre ações. O Tapix, logo na página inicial, alerta que as opiniões não servem como indicações de compra. Mas sempre é uma boa referência saber o que as outra pessoas estão pensando sobre o mercado acionário. Dá uma olhada lá e depois me conta o que você achou.

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“Tudo isso é meu?” ou “bancos espertinhos”

22 ago
2011

Em tempos de e-mail e mensagens instantâneas, eu adoro quando chego em casa e tem alguma correspondência para mim. Tenho uma amiga brasileira que mora na Noruega e sempre me manda cartões postais. Meu dentista nunca esquece do meu aniversário e sempre me manda um cartão. Na semana passada, tinha um envelope do banco onde eu tenho conta. Quando abri, quase cai de costas.

Eles colocaram em números enormes que eu tinha um crédito disponível de UM MILHÃO DE REAIS. (Tá, não era tudo isso, mas eu me senti como se tivesse muito dinheiro na conta). O banco reuniu todos os valores de crédito que eu posso obter para financiamento de veículo, crédito imobiliário, limite do cheque especial, empréstimo consignado, limite do cartão de crédito… e chegou a esse valor exorbitante que estaria disponível quando eu quisesse.

Achei que o banco foi muito irresponsável. A gente fica super feliz ao ver aquele monte de dinheiro disponível, mas a realidade é que a gente precisa saber se vai poder pagar depois. E na maior parte das vezes fica bem difícil conciliar o pagamento das parcelas do crediário, não é? E, para quem tem paciência e pode esperar, é muito mais vantajoso comprar à vista com um bom desconto.

Bancos não se acham os únicos espertinhos, nós também somos muito sagazes para saber o que é bom para a gente ou não.

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Conhece o Zé com Zé?

09 ago
2011

Você já ouviu falar em Zé com Zé?

É uma transação comum no mercado financeiro feita entre corretoras que ajuda a puxar as cotações das ações para cima ou para baixo. Funciona assim: operadores de uma corretora anunciam que estão vendendo um lote de ações da Vale por 1 real, por exemplo. Outros operadores da mesma corretora compram o lote de ações da Vale por 1,05 real. E, desta forma, o preço da ação sobe sem os papéis terem deixado a carteira de ações da corretora. Esse tipo de transação, de manipulação de preços no mercado financeiro, é duramente combatida pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o xerife do mercado.

Mas há um outro Zé com Zé que é difícil de ser detectado e que pode prejudicar a vida do investidor. A maior parte das corretoras ganha dinheiro cobrando dos investidores uma taxa de corretagem. Ela pode variar entre 5 e 20 reais, dependendo da instituição e dos volumes financeiros transacionados. Acontece que tem muita corretora picareta por aí que anda aplicando o golpe do Zé com Zé.

Alguns corretores vendem as ações da sua carteira, sem você saber, e cobram uma taxa de corretagem. Eles podem vender as ações da Petrobras, por exemplo, por 2 reais. Outros operadores, da mesma corretora, recompram os papéis pelo mesmo valor, os tais 2 reais, e cobram novamente uma taxa de corretagem pela transação. Você dificilmente vai perceber no extrato enviado pela corretora que está pagando mais taxas de corretagem e o valor das ações na sua carteira continuará o mesmo.

Abra o olho. Antes de escolher uma corretora você deve verificar no site da BM&FBovespa se ela está credenciada a fazer transações financeiras e averiguar se há processos administrativos contra ela no site da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o xerife do mercado financeiro. Se você perceber qualquer cobrança de taxa suspeita no seu extrato, ligue para a corretora e solicite informações. A melhor pessoa para cuidar do seu dinheiro é você.

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Você pensa no futuro?

01 ago
2011

Desde que eu me conheço, estou sempre pensando no futuro. Quando tinha 5 anos pensava em como seria ter 10 e ter várias matérias na escola. Depois, aos 15, imaginava em como seria bacana já ter 18 anos e poder dirigir. Aos 20 anos pensava em como seria legal ter várias responsabilidades no trabalho. Vou parar de falar sobre idades e sonhos. Mas, hoje, uma coisa que me preocupa – e acho que a vocês também – é como vamos viver no futuro, depois que pararmos de trabalhar. A resposta óbvia é que temos de ter um plano de previdência e mais uma reserva financeira. Ok, mas será que esse dinheiro será suficiente?
Na semana passada, houve uma palestra sobre pós-carreira com profissionais que já trabalharam na editora Abril. O objetivo era fazer com que os outros funcionários pensassem sobre o futuro. Um conhecido jornalista que já está aposentado contou sua experiência. Ele disse que quando começou a fazer as primeiras simulações de quanto receberia do plano de previdência depois da aposentadoria entrou em estado de choque. “Era uma miséria”, disse. Ele, que já tinha mais de 40 anos na época, começou a repensar seus investimentos e a fazer depósitos de mais de 50% do valor do seu salário líquido. Hoje, aos 65 anos, ele mora em Barcelona, na Espanha, vive bem e faz contribuições esporádicas para blogs.
Ok, deu certo. Mas depositar mais de 50% do salário em um plano para aposentadoria não é uma tarefa nada fácil. O melhor mesmo é começar a poupar cedo e manter a regularidade nas aplicações financeiras. Depois dessa palestra, eu revi meus investimentos. E você, o que tem feito para planejar o seu futuro?

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O jeito Buffett de administrar

16 jun
2011

Você já deve ter ouvido falar na Berkshire Hathaway, que é uma companhia americana que gerencia várias outras empresas, e é dirigida por Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo. Recentemente, a companhia divulgou uma carta aos acionistas com os resultados e planos para os próximos anos. Em 2010, a Berkshire estimou geração de lucros de 12 bilhões de dólares depois de pagar todos os impostos. Em um dos parágrafos – o que eu mais gostei – Buffet descreve como é o trabalho dos executivos responsáveis por gerar riqueza para a companhia.

“Muitos de nossos diretores-executivos são independentemente ricos e trabalham somente porque amam o que fazem. São voluntários, não mercenários. Eles não são obrigados a fazer reuniões na sede empresarial. Eles simplesmente recebem uma carta minha a cada dois anos (copiada no relatório de 2010) e me telefonam quando querem. As vontades são diferentes: há gestores com quem não conversei no último ano, enquanto há um com quem converso quase que diariamente. Nossa confiança está nas pessoas em vez de no processo. O sistema ‘administrar bem, administrar pouco’ convém tanto a eles quanto a mim. Os diretores-executivos têm diferentes perfis. Alguns possuem MBA; outros nunca terminaram a faculdade. Alguns usam orçamentos e preferem fazer as coisas como manda o figurino; outros operam pelo instinto. Nosso time parece um composto de estrelas com estilos de jogos diferentes. Mudanças na equipe raramente são necessárias”.

Incrível como quando a gente faz o que gosta os resultados são positivos tanto para a empresa quanto para os funcionários. Também achei impressionante a confiança que Buffett tem na sua equipe. Não é à toa que ele é um dos homens mais ricos do mundo.

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