Palmas para o Dois de Paus!
2011
Se você trabalha numa grande empresa já deve ter reparado naquela pessoa que não faz absolutamente nada de diferente mas, mesmo assim, continua sendo promovida, elogiada e reconhecida. Um dois de paus de sucesso, uma vaquinha de presépio premiada.
Pode até ser que você mesmo seja assim. Tudo bem, não há mal nenhum nisso. Diria até que boa parte das pessoas é assim e são elas que fazem a maioria das empresas funcionar. Mas nada além disso.
Empresas muito grandes, com processos rÃgidos e bem estabelecidos têm normas formais e informais para quase tudo. Em algumas situações você é premiado por seguir as regras – e não por seus resultados. Não é de se admirar, então, que as pessoas se preocupem mais em seguir as regras do que em gerar valor para a empresa.
A chave para entender esta situação atende pelo pomposo nome de status quo, que significa simplesmente estado atual. Muita gente parece estar secretamente satisfeita com o atual estado das coisas – apesar de não perder uma oportunidade para reclamar – e não vê motivos para mudá-lo.
Pior do que isso, se alguém está fazendo o que manda a cartilha da empresa e algo sai errado, a pessoa não tem culpa. Ela fez tudo direito, mas o resultado foi desastroso. Palmas para ela.
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Se você é um chefe que valoriza mais as regras do que os resultados, então provavelmente você pede mais explicações aos funcionários que tomam atitudes e decidem agir do que aos que não fazem nada.
Quem inova e dá a cara a tapa tem que se justificar, mostrar as razões por trás de suas ações. Quem fica olhando só precisa ficar olhando.
Quem acerta à s vezes é mais lembrado pelos riscos que fez a empresa correr do que por seus resultados. Quem fica olhando é lembrado porque teve outro ano mais ou menos – exatamente igual ao anterior.
Como você pode fugir disso, como chefe? Uma das soluções é passar a premiar e reconhecer os funcionários por suas decisões – independentemente dos resultados obtidos. A ideia não é tão louca quanto parece, especialmente quando você começa a entender que boas decisões podem ter resultados ruins – e que a culpa disso não necessariamente é de quem tomou a decisão.
O fato é que a maioria das empresas depende de quem age e toma decisões. De quem tem disposição e coragem. Então é hora de parar de valorizar apenas os que seguem as regras. Lembre-se: status quo é um picolé.



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