Medo de perder no golfe e nos negócios…
2010
Em um estudo inédito desenvolvido pelos professores de Gestão de Operações e Informações da Universidade de Wharthon, Devin Pope e Maurice Schweitzer – levantam como se baseiam o processo de decisão em jogadores profissionais de Golfe na hora de dar a última tacada (putts) e comparam com o mundo dos negócios.
Os resultados demonstram que o medo de perder, um viés fundamental, continua a persistir em um mercado altamente competitivo. E apesar de golfistas profissionais se esforçarem ao máximo para atingir maior precisão em cada tacada, eles são menos precisos quando entram no domínio dos ganhos do que na área das perdas.
Segundo os pesquisadores, os jogadores profissionais na hora de colocar a bola no buraco, sofrem mais influência no medo de cometer um erro do que de fazer uma jogada que os deixaria em vantagem.
No Golfe cada campo tem o número certo da tacadas para “embocar” a bola. Elas variam de 3 a 5 tacadas. Quando o jogador acerta a bola no número certo equivale a fazer um PAR. Ao final de 18 campos, vence quem der menos tacadas no evento todo.
A análise desses pesquisadores mostra que os golfistas tendem a errar mais quando tentam fazer uma jogada que os deixariam a baixo do PAR, e conseguiriam fazer um BIRDIE ( quando a bola é embocada com menos tacadas). Foi considerado uma série de explicações concorrentes, incluindo as diferenças de posição sobre o campo, as diferenças individuais e de aprendizagem. Nenhuma destas explicações pode explicar o padrão de resultados que foi observado, e demonstrar que mesmo os melhores jogadores de golfe, incluindo Tiger Woods, apresentam essa característica.
Curiosamente, a tendência observada é moderada por rodada. À medida que o torneio avança, a diferença entre precisão para um PAR e para um BIRDIE diminui, mas não está extinto. Esse achado indica que a diferença decorre de uma precisão psicológica ao invés de um processo mecânico.
No estudo, os dados foram coletados por cerca de 250 trabalhadores contratados pela PGA (Professional Golfe Association) para coletar informações detalhadas sobre o torneio. Para obter os dados, lasers foram instalados em cada furo para medir e registrar em detalhes as coordenadas de cada bola depois de cada tiro. Papa e Schweitzer utilizaram dados de 239 torneios profissionais realizados entre 2004 e 2009, enfocando 2.500.000 putts, feito por 421 jogadores profissionais, pelo menos, 1.000 fizeram putts.
O estudo é sugestivo em relação ao mundo dos negócios. Gostaria de saber de você o que mais te motiva na hora de tomar uma decisão: a glória do acerto ou o medo de errar? Participe enviando seus comentários.
Para quem quiser conferir a pesquisa na íntegra é só pedir por comentário que envio.


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