Como falir uma Seleção?

Bem pessoal, a Copa chegou ao fim para todos nós. O Brasil encerrou sua participação ao perder para Holanda por 2 a 1 em um jogo pra lá de estranho.
Como comparar a atuação do primeiro tempo com a do segundo? Como uma equipe de alto desempenho pode oscilar tanto em termos de performance? Quem será que foi o culpado?
O Brasil e principalmente Dunga, foram massacrados neste final de semana por todos. Mas e se o jogo terminasse no primeiro tempo? Teríamos um Brasil vencedor que jogou seu melhor jogo até então e que tinha grandes chances de vencer a Copa. Eu passei o intervalo achando que o jogo estava fácil e que teria uma goleada no segundo tempo. O que aconteceu então?
Em um lance de sorte – ingovernável*, o Brasil sofreu o primeiro gol e logo depois o segundo. O jogo mudou e o Brasil não conseguiu responder com agilidade e eficiência à mudança.
É claro que faltou flexibilidade para os jogadores se adequarem à situação. Mas muito mais que isto, faltou o líder que assumisse a situação, fosse referência para o time e cobrasse a mudança com propriedade.
Dunga acordou no meio do seu pior pesadelo: sem os craques que ele achou que iriam ser os líderes estarem 100%, sem reservas para substituir e sem o controle emocional necessário para agir frente a situações adversas.
E perdemos mais uma Copa. Não é o fim do mundo e a vida continua. Mas que o próximo gestor da Seleção Brasileira tenha as competências necessárias – as técnicas, comportamentais e gerencias – para gerenciar um time esportivo que leva nos pés toda uma nação. Que não possa sucumbir frente a situações inesperadas e adversas – algo que todo gestor atual lida todos os dias – e que possa gerenciar com mais leveza, porque em se tratando de arte é necessário o processo ter prazer, ludicidade, descontração e propósito. Deve-se cobrar, brigar e lutar para criar este ambiente criativo.
A pressão deve existir pois ela é natural em ambientes competitivos. Mas pressão demais atrapalha em muito o processo criativo – quem diga o jogador de Gana que perdeu o pênalti e a classificação no que seria o último lance do jogo, jogando a baixo a última esperança de todo um continente seguir na Copa.
A criatividade se manifesta em ambientes lúdicos, desburocráticos, acolhedores, informais e com tolerância ao erro – todas características não valorizadas pelo ambiente da Seleção.
Falta de flexibilidade + falta de liderança + falta de um ambiente criativo + um gestor com limitações emocionais = desastre corporativo e falência.
Que o Brasil consiga identificar o melhor gestor e comemoremos juntos a queda da nossa rival Argentina com Maradona. Porque pior que perder a Copa seria passar 4 anos engolindo a Argentina Campeã. Viva Alemanha!!!

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Comprometimento X Talento – Se você fosse o Dunga, o que você escolheria?

Hoje à tarde a seleção brasileira de futebol joga seu último amistoso – contra a Irlanda – faltando exatos 101 dias para a estréia na Copa do Mundo.

Ontem o técnico Dunga deu uma entrevista coletiva afirmando que não irá convocar nenhum jogador fora do elenco atual – tirando de vez as chances de Ronaldinho Gaúcho – que está brilhando atualmente em seu time – de fazer parte da seleção.

Dunga justificou seu critério de escolha para fazer parte do time “é comprometimento, empenho, atitude e sacrifício…”. Isto tudo somado a ótimos resultados obtidos na sua gestão.

Dunga estabeleceu critérios de avaliação de sua equipe assim que assumiu a seleção e vem mantendo-se fiel e coerente em relação a estes critérios – lembrando sempre que comprometimento, empenho, atitude e sacrifício foram as competências que faltaram na equipe que disputou a copa de 2006.

Mas pergunto a você, como deixar de fora Ronaldinho jogando como está jogando? Como menosprezar tamanho talento?

As competências valorizadas por Dunga são fundamentais para qualquer equipe de alto desempenho atingir grandes resultados. Mas equipes vencedoras precisam inspirar… Precisam surpreender… Precisam de talentos insubstituíveis.

Na Copa que Dunga levantou a taça de campeão mundial como capitão do Brasil, seu amigo Romário tinha sido convocado na última hora para o último jogo das eliminatórias (se o Brasil perdesse estava fora da Copa). Romário fez 2 gols e foi o melhor jogador da copa. Nesta seleção de 1994, o gestor Parreira ainda teve o sangue frio de convocar o garoto de 17 anos – Ronaldo, que estava atuando com uma grande performance e iria se tornar o fenômeno mundial – para fazer parte da equipe brasileira. Ronaldo naquela ocasião parecia muito com o jogador Neymar de hoje…

Os jogadores da seleção comentam que com a eventual entrada de Ronaldinho o time sofreria uma grande decepção em função de acreditarem que Dunga não estaria sendo fiel com a equipe, faltando 100 dias pra Copa, tirar um jogador que está acompanhando o time há tanto tempo.

Pergunto? A fidelidade deve ser para com o jogador ou com o resultado final esperado?

Pergunto diferente: A fidelidade deve ser para com os colaboradores ou com o resultado final esperado da organização?

Gostaria de saber também se você fosse o Dunga o que você faria – Optaria pela coerência em ter um time comprometido que está alinhado ou arriscaria convocar em cima da hora um grande talento que poderia afetar a paz da equipe, mas poderia também fazer toda a diferença para vencer os jogos?

 

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Liderança Esportiva

A busca por líderes tem sido o grande desafio de empresas de recrutamento e gestores de RH. Certos do impacto em suas equipes de trabalho, o líder é responsável em implantar ritmo e direção certos para alcançar os objetivos desejados pela organização.

O Craque apresenta muitas competências associadas à liderança. A seguir algumas competências naturais de grandes líderes esportivos que podem ser utilizadas no ambiente de trabalho:

CAPACIDADE DE ASSUMIR RESPONSABILIDADES – Romário em 1994 não tinha sido convocado para as eliminatórias da Copa do Mundo até o último jogo contra o Uruguai. Jogou e fez dois gols para a Seleção e classificou o Brasil para a Copa. Antes de decolar para os Estados Unidos, Romário fez uma declaração “ Se o Brasil não voltar campeão a culpa será minha…” .

Na Copa, Romário marcou cinco vezes e foi determinante na conquista do tão sonhado tetracampeonato. Naquele ano foi escolhido como o melhor jogador do mundo.

Quem bate no peito e afirma que se a empresa não bater a meta no mês a culpa será dele???

ATUAR NAS SUAS FRAGILIDADES PARA GERAR DIFERENCIAL COMPETITIVO – Ayrton Senna sempre teve grandes dificuldades de correr na chuva com pistas molhadas. E, naturalmente isto era uma grande limitação para sua carreira. Um dia tomou a decisão que iria acabar com isto. Todas as vezes que chovia, ele corria para a pista para treinar na chuva. E isto aconteceu por vários anos, que o fato de correr tanto com pista molhada tornou seu grande diferencial no começo de sua carreira. Senna, além de ter sido referência de alegria para uma nação inteira é considerado o grande mestre da chuva até hoje.

Identificar eventuais limitações profissionais aliados a uma estratégia para minimizá-las, pode fazer a diferença na profissão.

PODER DE SUPERAÇÃO – Ronaldo Fenômeno após sofrer duras críticas, ficar parado por 2 anos e meio, e ainda receber a desconfiança da Copa do Mundo de 1998, episódio a qual sofreu uma convulsão antes da final da copa, caiu na descrença da torcida que pedia pra o então técnico da Seleção Felipão, convocar o atacante Romário em seu lugar para a Copa de 2002. A copa de 2002 veio, e o jogador foi o artilheiro do mundial com 8 gols (marca inédita em Mundiais há 30 anos) e a seleção brasileira sagrou-se pentacampeã mundial de futebol. Ronaldo dava a volta por cima e calava seus críticos. Ainda no mesmo ano, Ronaldo, que recebia críticas do treinador de seu antigo clube, a Inter, transfere-se para o Real Madri, da Espanha. O jogador conquista o título mundial de clubes pelo Real, torna-se o artilheiro do clube na temporada e ganha mais uma vez o título de melhor jogador do mundo.

Atualmente Ronaldo passou por um segundo ciclo de superação e o coloca como peça fundamental do seu time. Quem é capaz de apostar seu dinheiro que ele não será convocado para a copa?

É fundamental acreditar sempre no potencial que existe dentro de cada um de nós.

FAZER ALÉM DO QUE LHE É ATRIBUÍDO – Rogério Ceni goleiro do São Paulo futebol Clube, é considerado um dos melhores goleiros do Brasil e do Mundo com diversos títulos e prêmios conquistados nesta função. Acontece que, além disto, Rogério possui o título de maior goleiro artilheiro do mundo. São 79 gols efetuados em mais de 800 jogos pelo São Paulo. Para se ter uma noção do feito, no dia 26 de julho de 2006, ao anotar, de pênalti, o gol da vitória do São Paulo sobre o Guadalajara, tornou-se o maior artilheiro do São Paulo na história da Libertadores ao lado de Palhinha, Pedro Rocha e Müller, com dez gols marcados.

É preciso superar sempre as expectativas de empregadores e clientes.

FAZER USO DA INFORMAÇÃO PARA IDENTIFICAR CONCORRENTES E DEFINIR ESTRATÉGIAS – Bernardinho é considerado um dos maiores técnicos esportivos do mundo e utiliza várias estratégias para manter suas equipes sempre atuando no máximo de seu rendimento.

Bernardinho é fanático por vídeos e estatísticas. Durante as competições, a auxiliar Roberta Giglio passa noites em claro levantando dados dos adversários. O técnico pede videoteipes dos jogos dos rivais e elabora diagramas que mostram os setores da quadra em que os jogadores adversários mais atuam e suas principais características. A estratégia é montada jogo a jogo. Durante os jogos, quatro auxiliares, em pontos diferentes da quadra, ficam ligados a Bernardinho por um ponto eletrônico, prontos para alertar sobre qualquer mudança de tática dos adversários. “É fácil dizer que esse time é do Bernardinho, mas não é”, diz o treinador. “Sou só um deles. Às vezes tenho de pressioná-los, às vezes acalmá-los. Estou aqui para dar-lhes os meios para as vitórias e questioná-los sobre como continuar melhorando. Esse é meu principal papel.”

Mas de nada adiantaria saber o desempenho dos nossos jogadores se não soubéssemos como a equipe adversária se comporta na quadra.
- A gente precisa saber a parte tática da equipe, como eles estão jogando. Por exemplo, dependendo de onde e em que condições que a bola chega para o levantador deles, a gente precisa armar rapidamente uma estratégia contra a ofensiva – conta Roberta.

Entender para atender o mercado e se posicionar em relação aos concorrentes.

ENCANTAR E MOBILIZAR EMOÇÕES NAS PESSOAS – Ayrton Senna mobilizou uma nação em relação a um esporte. As manhãs de domingo para toda uma geração teve um significado totalmente diferente por meio de um único homem. Um único esportista que transcendeu suas meras atribuições desportivas para fazer com que toda uma nação sonhasse e seguisse seus sonhos e objetivos.

É preciso encantar e deixar sua marca pessoal.

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