Como ajudar o Brasil a ser impecável na Copa?

01 jul
2010

Bem, estamos na fase final da Copa. Neste momento não cabe espaço para nenhum erro ou eventual problema de relacionamento na equipe. Todos viram o que aconteceu com a França não é?

Mas como garantir que tudo dará certo amanhã para a seleção? Como ter certeza que seremos vitoriosos?

Todos os times e, especificamente amanhã a seleção Brasileira e a Holandesa, possuem a intenção e o desejo de jogar bem e seguirem na Copa. Ora, o fato é que todos têm uma expectativa de resultado positiva. Uma expectativa de sucesso e vitória. Mas TODOS possuem esta mesma expectativa. E certamente a vitória não acontecerá para todos.

Este fato somado com as incertezas naturais de qualquer evento – no caso de amanhã alguém se machucar, ser expulso no começo do jogo, um árbitro incompetente – no caso da empresa – crises econômicas, problemas relacionais de equipe, entrada de players, etc – podemos chamar de INGOVERNABILIDADES. Esta está associada à perda de controle do que não depende de cada um e a um conjunto de ações e elementos não controláveis que podem alterar o resultado desejado.

Bem, se não é possível controlar o ingovernável, é necessário investir no que efetivamente depende de cada um. Utilizando todos os recursos e potenciais individuais e de grupo, todos devem fazer o seu melhor – a isto se pode chamar IMPECABILIDADE. Capacidade de entregar o que lhe é esperado da melhor maneira possível.

Que todos nós sejamos impecáveis em nossas carreiras e que o Brasil consiga ser impecável a partir da agora nestes últimos 3 jogos que faltam para o Hexacampeonato Mundial.

E quanto à ingovernabilidade nos jogos do Brasil?

Isto pode deixar por conta das torcidas, mandingas, promessas, orações, rezas, trabalhos, despachos, oferendas e afins de todos nós torcedores Brasileiros.

Faça sua parte!!!

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15 jun
2010

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Como o Brasil se prepara mentalmente para a estreia?

15 jun
2010

Arquivo CBF

Hoje a seleção brasileira entra em campo com a missão de conquistar um dos títulos mais cobiçados do planeta: A Copa do Mundo de futebol.
Nesta hora não adianta mais pensar e trabalhar com questões físicas e sim mentais. Todos sabemos na pele o peso da camisa amarela. Mas como se preparar mentalmente para o primeiro jogo? Como jogar bem sem deixar o nervosismo atrapalhar a performance?
Todo atleta de alto nível como os nossos jogadores, possuem estratégias de controlar a ansiedade e otimizar a energia mental do desequilíbrio de um importante momento em seu favor. Está relacionado à emoção gerada com o evento estressor. No caso, o primeiro jogo da Copa é o evento estressor. Duas situações emocionais opostas podem acontecer em grau e intensidade diferentes nesta situação com nossos jogadores neste exato momento:
Situação 1 – O jogador sente-se pressionado em relação à sua atuação. Lembra o tempo todo da sua importância para equipe e, se não jogar bem, poderá comprometer todo o grupo. Lembra de toda pressão que nós torcedores, a mídia e a imprensa fazem. Lembra que seus últimos jogos não foram muito bem, ou ainda não está 100% recuperado da última lesão. Tem uma sensação ruim no corpo, de incômodo e paralisia. Sente-se inseguro em relação a seu jogo. Pensa que talvez fosse melhor não jogar hoje…
Situação 2 – O jogador acorda com a certeza que é o dia mais importante da sua vida. Lembra o tempo todo da sua importância para equipe. Sente que toda a sua vida o preparou para estar hoje na África do Sul representando o Brasil. Nunca se sentiu tão bem como hoje. Lembra que está no auge da sua carreira e sente seu corpo em plena forma. Confia e acredita que hoje será um grande jogo…
É claro que entre estes dois exemplos existem vários graus e dimensões de padrões emocionais e que nossos jogadores são atletas treinados para passar por estas situações estressoras. Mas e quanto a você? O que passa por sua cabeça antes de um evento/reunião/entrevista importante? Como você gerencia a ansiedade anterior? Como você se prepara mentalmente para ter alta performance?
Passo 1 – Relaxamento
Ter a competência de relaxar o corpo sobre pressão eleva as chances do foco, da concentração e do gerenciamento do estresse. Aprenda e desenvolva técnicas específicas de relaxamento.
Passo 2 – Gerenciamento do estresse
Você fica distraído com coisas aleatórias antes de eventos importantes? Você sente que sua mente está separada do corpo durante o evento? Você tem dificuldade para dormir?
É necessário identificar os sinais do estresse em seu corpo. Suas mãos ficam molhadas? Você tensiona os ombros? Os dentes? Você fica com a garganta seca? Você começa a pensar negativamente? Reconheça e controle seu estresse!
Passo 3 – Auto-regulação
Regule seu pensamento com a sensação de Vitória. Lembre-se da sensação passada de ter tido sucesso em situação parecida com a que você irá passar. Guarde a sensação de sucesso e a repasse mentalmente várias vezes.
Passo 4 – Controle do pensamento positivo
Seu pensamento influencia sua vida mais que você imagina. Só de pensar em uma situação que realmente te irrita, você se observará irritado. O que você faz com seu pensamentos pode mudar sua vida e sua performance. Procure pensar em situações favoráveis e positivas para seus objetivos.
Passo 5 – Concentração
Concentração é muito mais que prestar atenção. Algumas vezes é muito difícil manter-se focado em algo específico. Existem muitos aspectos que fazem que você perca sua concentração. Você deve identificar qual é mais relevante para você não perder o foco.
Passo 6 – Ensaio mental
Relaxe em um local calmo e “treine” mentalmente a situação do evento. Você terá a sensação de familiaridade com a situação e o evento.
Passo 7 – Controle da energia
Existe uma energia pessoal dentro de você esperando ser reconhecida e direcionada para a ação. Utilize-se da emoção de um grande evento para ativar esta energia a seu favor.
Espero que nossa seleção utilize os aspectos mentais a seu favor. E que possamos mentalmente ajudar o máximo possível nossa seleção!!!
*referência Seven Steps to Keep Performance – Richard M. Suinn

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Você é comprometido como os jogadores da seleção?

09 jun
2010

O show está para começar!
Vem aí o maior espetáculo da Terra!
A Copa do Mundo 2010!
“Eu sei que vou, vou do jeito que eu sei, de gol em gol, com direto a replay…”
É hora de esquecer as rivalidades entre os times no Brasil, achar a bandeira que está guardada desde a Copa passada, preparar as mandingas e simpatias e definir com quem você irá assistir aos jogos (fundamental para não convidar nenhum pé frio).
Um espetáculo mundial que o Brasil é sempre um dos protagonistas, faz com que cada brasileiro se sinta como parte de um dos times mais importante da história do futebol. O único Pentacampeão. O único a participar de todas as Copas. O sempre favorito a mais um título.
Além da nossa torcida, é possível tirar lições importantes que podem ser usadas no dia-a-dia de qualquer um.
No Brasil, as bases fundamentais para o processo de decisão do nosso técnico Dunga (digo nosso porque agora – independente do que você acha – ele é o homem mais importante do Brasil hoje) foi o comprometimento que os jogadores apresentaram com o time.
Comprometimento é uma das competências mais valorizadas e buscadas nas organizações atuais. Ela está associada a um nível subjetivo de esforço individual que faz com que as pessoas se esforcem e se dediquem mais para entregar algo. Mas, como mensurar ou tangibilizar padrões de comportamento que indiquem que determinada pessoa, jogador ou colaborador estejam comprometido com a organização que está inserido?
Comprometimento está relacionado com valores pessoais e motivações internas, pois se relaciona com a concretização e entrega de algo que foi acordado previamente, com algo que tem lógica e significado para a pessoa. Pode ser mensurado das seguintes maneiras:

• Entrega o que lhe delegado com qualidade.

• Cumpre prazos, rigorosamente.

• Possui senso de urgência.

• Não vive apenas mapeando problemas, mas apresenta soluções.

• Garante presença e pontualidade nos eventos em que é convocado.

• Possui disponibilidade: responde emails com agilidade, está sempre disponível no celular; dá retornos de maneira adequada.

Se sua empresa – como na seleção brasileira – adotasse o Comprometimento como a competência mais importante para diferenciar colaboradores normais de Craques Organizacionais, como você se classificaria?

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Medo de perder no golfe e nos negócios…

06 mai
2010

Tiger Woods -

Em um estudo inédito desenvolvido pelos professores de Gestão de Operações e Informações da Universidade de Wharthon, Devin Pope e Maurice Schweitzer – levantam como se baseiam o processo de decisão em jogadores profissionais de Golfe na hora de dar a última tacada (putts) e comparam com o mundo dos negócios.

Os resultados demonstram que o medo de perder, um viés fundamental, continua a persistir em um mercado altamente competitivo. E apesar de golfistas profissionais se esforçarem ao máximo para atingir maior precisão em cada tacada, eles são menos precisos quando entram no domínio dos ganhos do que na área das perdas.

Segundo os pesquisadores, os jogadores profissionais na hora de colocar a bola no buraco, sofrem mais influência no medo de cometer um erro do que de fazer uma jogada que os deixaria em vantagem.

No Golfe cada campo tem o número certo da tacadas para “embocar” a bola. Elas variam de 3 a 5 tacadas. Quando o jogador acerta a bola no número certo equivale a fazer um PAR. Ao final de 18 campos, vence quem der menos tacadas no evento todo.

A análise desses pesquisadores mostra que os golfistas tendem a errar mais quando tentam fazer uma jogada que os deixariam a baixo do PAR, e conseguiriam fazer um BIRDIE ( quando a bola é embocada com menos tacadas). Foi considerado uma série de explicações concorrentes, incluindo as diferenças de posição sobre o campo, as diferenças individuais e de aprendizagem. Nenhuma destas explicações pode explicar o padrão de resultados que foi observado, e demonstrar que mesmo os melhores jogadores de golfe, incluindo Tiger Woods, apresentam essa característica.

Curiosamente, a tendência observada é moderada por rodada. À medida que o torneio avança, a diferença entre precisão para um PAR e para um BIRDIE diminui, mas não está extinto. Esse achado indica que a diferença decorre de uma precisão psicológica ao invés de um processo mecânico.

No estudo, os dados foram coletados por cerca de 250 trabalhadores contratados pela PGA (Professional Golfe Association) para coletar informações detalhadas sobre o torneio. Para obter os dados, lasers foram instalados em cada furo para medir e registrar em detalhes as coordenadas de cada bola depois de cada tiro. Papa e Schweitzer utilizaram dados de 239 torneios profissionais realizados entre 2004 e 2009, enfocando 2.500.000 putts, feito por 421 jogadores profissionais, pelo menos, 1.000 fizeram putts.

O estudo é sugestivo em relação ao mundo dos negócios. Gostaria de saber de você o que mais te motiva na hora de tomar uma decisão: a glória do acerto ou o medo de errar? Participe enviando seus comentários.

Para quem quiser conferir a pesquisa na íntegra é só pedir por comentário que envio.

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Homenagem a Ayrton Senna

03 mai
2010
Imagem de Amostra do You Tube

“No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo; ou se faz uma coisa bem feita ou não se faz.”
AYRTON SENNA

No dia 01 de maio fez 16 anos que Ayrton Senna faleceu na frente de todos, fazendo exatamente o que ele pareceu ter nascido para fazer.

Tenho certeza da influência do Ayrton na vida de cada pessoa que torcia e fazia do seu trabalho fonte de inspiração para o dia-a-dia.

A imagem e os valores atribuídos a ele são incrivelmente fortes até hoje, mesmo depois de tanto tempo da sua morte.

Mas porque Senna era tão admirado? Como ele conseguiu ir de atleta esportivo a ídolo de uma nação inteira?

Senna dedicou toda sua vida em viver a excelência em todos os sentidos. Sua dedicação, persistência e obstinação em dar o máximo de si – independente da situação – inspirou a todos.

Homenagem ao Craque que deixou muitas saudades…

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Aprenda com os craques como melhorar seu desempenho profissional

07 abr
2010

MESSI

Ontem todos observaram o perfeito exemplo de atuação de um craque na apresentação de Messi no Barcelona. Ele foi considerado pelo técnico do time rival como se fosse um personagem de videogame, tamanha a diferença de performance entre ele e os outros jogadores.

Mas, além do talento inquestionável, o que os craques fazem em comum para ter tanta performance que possa ser compartilhado com todos?

O craque vive em um tripé que relaciona TREINAMENTO/ COMPETIÇÃO/ RECUPERAÇÃO.

Um craque treina todos os dias. Ele entende que seus resultados em competição são conseqüência direta do nível de dedicação e entrega em relação aos treinos diários. Cada dia de treinamento é encarado como o mais importante e é feito com foco no resultado final do pretendido – seja no tempo, força, resistência, técnica, velocidade…

Ele compete algumas vezes em determinados períodos – alguns esportes são mais constantes que outros. No tênis e no futebol, há competições o ano inteiro com intervalos curtos entre uma e outra. No boxe e atletismo, os craques competem poucas vezes por ano. Lembrando que a competição é o objetivo principal e a razão pela qual o craque existe em quanto craque e que é exatamente neste momento que ele tem que ter o máximo de performance em um ambiente de muita pressão.

O craque se recupera de maneira eficiente de seus treinos e de suas competições – sem a recuperação adequada os treinamentos não têm eficiência nenhum. É no descanso que fisiológica e psicologicamente acontecem o desenvolvimento e a resposta positiva dos estímulos proporcionados pelos treinamentos. E as competições constantes sem recuperação, deixariam qualquer craque exaurido e fatigado, o que prejudicando sua atuação.

Mas como podemos trazer estas práticas para o dia a dia na organização?

Treinar, treinar e treinar. Entender realmente a necessidade de treinamentos constantes em relação às demandas que são encontradas atualmente e identificar as necessárias para alcançar objetivos futuros. É necessário sair da zona de conforto e entender que é preciso aprender e se dedicar, todos os dias, com foco no resultado esperado.

Entender que todo o dia é dia de competição – diferente do craque que compete em determinados períodos, todos os dias você é avaliado em relação à sua capacidade de entrega de resultados em um ambiente cada vez mais estressante.

Se recuperar – independente do nível da sua carga de trabalho diária, você tem que gerenciar sua recuperação e seu estresse de maneira eficiente. Sabe aquele dia que você tem muitas coisas para fazer e no final não conseguiu fazer nada direito? Ou aqueles dias em que, só de pensar no que tem para fazer, você nem consegue sair da cama? Sinal de que você não está se recuperando para ter alta performance.

O que você acha de colocar em prática essas máximas dos craques para otimizar seu desempenho profissional?

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Quando explodimos no trabalho!

19 mar
2010

Romário perdendo a cabeça com torcedor de seu time

Zidane em sua despedida das Copas

Piquet apelando para agressão física

Franco perdendo a cabeça e agredindo colega do mesmo time

Lendo a última coluna de Rodolfo Araújo na Você S/A – Líder Acidental, me fez lembrar de alguns casos esportivos de descontrole emocional que reforçam o texto de Rodolfo Araújo e nos mostram de uma maneira muito explícita como não podemos reagir.

O primeiro caso foi do goleiro argentino Franco Costanzo, lance inusitado que aconteceu durante o clássico entre Basel e FC Zurique, no ano passado, pelo Campeonato Suíço. Basel, começou a discutir com o zagueiro Beg Ferati por achá-lo culpado pelo gol sofrido aos 42 do segundo tempo. Revoltado, o jogador argentino (já defendeu o River Plate) deu um puxão no cabelo do companheiro, sendo necessária a ajuda de outros jogadores – inclusive do outro time – para separar a agressão.

O outro caso antológico foi a revolta de Nelson Piquet contra Eliseo Salazar no GP da Alemanha de 1982. O tricampeão o agride depois de ambos se envolverem em acidente.

Sem falar na cabeçada de Zidane contra Materazzi na sua última participação em Copas.

Não podia deixar de lembrar do controverso Romário que aqui agride torcedor do seu próprio time.

Muitas destas cenas falam por si só e sequer merecem comentários à respeito, tamanha tristeza do ato.

Mas é possível aprender a entender como controlar o comportamento em relação a situações de explosão emocional. No texto de Rodolfo “onde os muito fortes não tem vez” ele compartilha algumas formas muito estruturadas para resolver a situação.

Para acrescentar acredito que somos motivados por nossas crenças e valores pessoais que são desenvolvidos no decorrer de nossas experiências. Nestas, percebemos o mundo pelos nossos olhos e criamos nossas próprias realidades pessoais, que nos identifica e nos define como pessoas legítimas e autênticas.

Quando identificamos em outra pessoa uma percepção de realidade diferente da nossa, temos muita dificuldade em atribuir no outro, uma possibilidade de uma nova realidade, mas sim em qualificar que exista somente uma – A certa e a errada – Geralmente a certa é a nossa.

“Dizem que nós, seres humanos, somos animais racionais. Nossa crença nessa afirmação, nos leva a menosprezar as emoções e a enaltecer a racionalidade, a ponto de querermos atribuir pensamento racional a animais não-humanos, sempre que observamos neles comportamentos complexos. Nesse processo, fizemos com que a noção de realidade objetiva, se tornasse referência a algo que supomos ser universal e independente do que fazemos, e que usamos como argumento visando a convencer alguém, quando não queremos usar a força bruta.” (extraído do livro “A Ontologia da Realidade” de Humberto Maturana – Ed. UFMG, 1997)

Aceitar novas possibilidades de perceber a mesma situação é uma competência comportamental necessária para o constante aprendizado de gestores e craques.

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Como criar um ambiente competitivo valorizando e estimulando a individualidade dos membros da equipe?

10 mar
2010

Para responder esta pergunta é necessário entender a diferença entre competição e competitividade. Diferença esta que, se não identificada, pode comprometer todo um grupo de alto desempenho.

Competição é definida quando equipes ou pessoas, baseados numa regra que é clara a todos, competem entre si, com o objetivo de ser o melhor que o outro. O objetivo final é a valorização externa, muitas vezes motivada diretamente por conquistas pré-definidas – troféu, lucro, campeonato, dinheiro, etc.
É muito simples entender, basta pensar em qualquer campeonato esportivo – que no final sempre tem um Campeão – ou na sua empresa que busca alcançar ou manter-se líder no mercado – para aumentar lucro.
Na Competição a busca é sempre pelo melhor!

Fazendo uso deste conceito de Competição, gostaria de compartilhar com você a história do Seu Manuel: 53 anos de idade, paulista, administrador de empresa, fumante, sedentário, pré-obeso e estressado – teve um infarto há 5 anos. Passou por uma experiência de quase morte, onde ele e toda sua família (esposa e 2 filhas) sofreram muito. Depois do episódio, Seu Manuel resolveu agir ativamente em sua vida: contratou um personal trainer, começou a fazer exercícios diários acompanhado por um nutricionista. Caminhava todos os dias. Passou a correr aos poucos. Cada vez mais…
No último ano Seu Manuel participou da Maratona de Nova York – a maior do mundo com mais de 30 mil participantes. Nestas competições, os organizadores da prova selecionam as pessoas que realmente tem chances de vencer a corrida – em função de tempos anteriores – e as colocam em um “pelotão de elite”. Nesta corrida tinha menos de 100 pessoas neste pelotão.
Pergunto: o que faz uma pessoa participar de uma competição sabendo que ela não vai vencer? Se o objetivo na Competição é a vitória, é ser o melhor, o que motivou Seu Manuel e tantas outras pessoas a participar da prova?
Esta resposta é o significado de Competitividade.

Competitividade é um conceito comportamental que impulsiona as pessoas a serem melhores. Tem como objetivo a busca da superação pessoal e a valorização subjetiva de ter feito o seu melhor.

As equipes de alto desempenho devem adotar práticas competitivas em suas ações com o mercado – com objetivo de tornar-se a melhor em seu segmento – E valorizar, reconhecer e incentivar o espírito de competitividade em sua equipe – com o objetivo de tornar-se a melhor em seu segmento.

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Comprometimento X Talento – Se você fosse o Dunga, o que você escolheria?

02 mar
2010

Hoje à tarde a seleção brasileira de futebol joga seu último amistoso – contra a Irlanda – faltando exatos 101 dias para a estréia na Copa do Mundo.

Ontem o técnico Dunga deu uma entrevista coletiva afirmando que não irá convocar nenhum jogador fora do elenco atual – tirando de vez as chances de Ronaldinho Gaúcho – que está brilhando atualmente em seu time – de fazer parte da seleção.

Dunga justificou seu critério de escolha para fazer parte do time “é comprometimento, empenho, atitude e sacrifício…”. Isto tudo somado a ótimos resultados obtidos na sua gestão.

Dunga estabeleceu critérios de avaliação de sua equipe assim que assumiu a seleção e vem mantendo-se fiel e coerente em relação a estes critérios – lembrando sempre que comprometimento, empenho, atitude e sacrifício foram as competências que faltaram na equipe que disputou a copa de 2006.

Mas pergunto a você, como deixar de fora Ronaldinho jogando como está jogando? Como menosprezar tamanho talento?

As competências valorizadas por Dunga são fundamentais para qualquer equipe de alto desempenho atingir grandes resultados. Mas equipes vencedoras precisam inspirar… Precisam surpreender… Precisam de talentos insubstituíveis.

Na Copa que Dunga levantou a taça de campeão mundial como capitão do Brasil, seu amigo Romário tinha sido convocado na última hora para o último jogo das eliminatórias (se o Brasil perdesse estava fora da Copa). Romário fez 2 gols e foi o melhor jogador da copa. Nesta seleção de 1994, o gestor Parreira ainda teve o sangue frio de convocar o garoto de 17 anos – Ronaldo, que estava atuando com uma grande performance e iria se tornar o fenômeno mundial – para fazer parte da equipe brasileira. Ronaldo naquela ocasião parecia muito com o jogador Neymar de hoje…

Os jogadores da seleção comentam que com a eventual entrada de Ronaldinho o time sofreria uma grande decepção em função de acreditarem que Dunga não estaria sendo fiel com a equipe, faltando 100 dias pra Copa, tirar um jogador que está acompanhando o time há tanto tempo.

Pergunto? A fidelidade deve ser para com o jogador ou com o resultado final esperado?

Pergunto diferente: A fidelidade deve ser para com os colaboradores ou com o resultado final esperado da organização?

Gostaria de saber também se você fosse o Dunga o que você faria – Optaria pela coerência em ter um time comprometido que está alinhado ou arriscaria convocar em cima da hora um grande talento que poderia afetar a paz da equipe, mas poderia também fazer toda a diferença para vencer os jogos?

 

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