Quando explodimos no trabalho!

Romário perdendo a cabeça com torcedor de seu time

Zidane em sua despedida das Copas

Piquet apelando para agressão física

Franco perdendo a cabeça e agredindo colega do mesmo time

Lendo a última coluna de Rodolfo Araújo na Você S/A – Líder Acidental, me fez lembrar de alguns casos esportivos de descontrole emocional que reforçam o texto de Rodolfo Araújo e nos mostram de uma maneira muito explícita como não podemos reagir.

O primeiro caso foi do goleiro argentino Franco Costanzo, lance inusitado que aconteceu durante o clássico entre Basel e FC Zurique, no ano passado, pelo Campeonato Suíço. Basel, começou a discutir com o zagueiro Beg Ferati por achá-lo culpado pelo gol sofrido aos 42 do segundo tempo. Revoltado, o jogador argentino (já defendeu o River Plate) deu um puxão no cabelo do companheiro, sendo necessária a ajuda de outros jogadores – inclusive do outro time – para separar a agressão.

O outro caso antológico foi a revolta de Nelson Piquet contra Eliseo Salazar no GP da Alemanha de 1982. O tricampeão o agride depois de ambos se envolverem em acidente.

Sem falar na cabeçada de Zidane contra Materazzi na sua última participação em Copas.

Não podia deixar de lembrar do controverso Romário que aqui agride torcedor do seu próprio time.

Muitas destas cenas falam por si só e sequer merecem comentários à respeito, tamanha tristeza do ato.

Mas é possível aprender a entender como controlar o comportamento em relação a situações de explosão emocional. No texto de Rodolfo “onde os muito fortes não tem vez” ele compartilha algumas formas muito estruturadas para resolver a situação.

Para acrescentar acredito que somos motivados por nossas crenças e valores pessoais que são desenvolvidos no decorrer de nossas experiências. Nestas, percebemos o mundo pelos nossos olhos e criamos nossas próprias realidades pessoais, que nos identifica e nos define como pessoas legítimas e autênticas.

Quando identificamos em outra pessoa uma percepção de realidade diferente da nossa, temos muita dificuldade em atribuir no outro, uma possibilidade de uma nova realidade, mas sim em qualificar que exista somente uma – A certa e a errada – Geralmente a certa é a nossa.

“Dizem que nós, seres humanos, somos animais racionais. Nossa crença nessa afirmação, nos leva a menosprezar as emoções e a enaltecer a racionalidade, a ponto de querermos atribuir pensamento racional a animais não-humanos, sempre que observamos neles comportamentos complexos. Nesse processo, fizemos com que a noção de realidade objetiva, se tornasse referência a algo que supomos ser universal e independente do que fazemos, e que usamos como argumento visando a convencer alguém, quando não queremos usar a força bruta.” (extraído do livro “A Ontologia da Realidade” de Humberto Maturana – Ed. UFMG, 1997)

Aceitar novas possibilidades de perceber a mesma situação é uma competência comportamental necessária para o constante aprendizado de gestores e craques.

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Como criar um ambiente competitivo valorizando e estimulando a individualidade dos membros da equipe?

Para responder esta pergunta é necessário entender a diferença entre competição e competitividade. Diferença esta que, se não identificada, pode comprometer todo um grupo de alto desempenho.

Competição é definida quando equipes ou pessoas, baseados numa regra que é clara a todos, competem entre si, com o objetivo de ser o melhor que o outro. O objetivo final é a valorização externa, muitas vezes motivada diretamente por conquistas pré-definidas – troféu, lucro, campeonato, dinheiro, etc.
É muito simples entender, basta pensar em qualquer campeonato esportivo – que no final sempre tem um Campeão – ou na sua empresa que busca alcançar ou manter-se líder no mercado – para aumentar lucro.
Na Competição a busca é sempre pelo melhor!

Fazendo uso deste conceito de Competição, gostaria de compartilhar com você a história do Seu Manuel: 53 anos de idade, paulista, administrador de empresa, fumante, sedentário, pré-obeso e estressado – teve um infarto há 5 anos. Passou por uma experiência de quase morte, onde ele e toda sua família (esposa e 2 filhas) sofreram muito. Depois do episódio, Seu Manuel resolveu agir ativamente em sua vida: contratou um personal trainer, começou a fazer exercícios diários acompanhado por um nutricionista. Caminhava todos os dias. Passou a correr aos poucos. Cada vez mais…
No último ano Seu Manuel participou da Maratona de Nova York – a maior do mundo com mais de 30 mil participantes. Nestas competições, os organizadores da prova selecionam as pessoas que realmente tem chances de vencer a corrida – em função de tempos anteriores – e as colocam em um “pelotão de elite”. Nesta corrida tinha menos de 100 pessoas neste pelotão.
Pergunto: o que faz uma pessoa participar de uma competição sabendo que ela não vai vencer? Se o objetivo na Competição é a vitória, é ser o melhor, o que motivou Seu Manuel e tantas outras pessoas a participar da prova?
Esta resposta é o significado de Competitividade.

Competitividade é um conceito comportamental que impulsiona as pessoas a serem melhores. Tem como objetivo a busca da superação pessoal e a valorização subjetiva de ter feito o seu melhor.

As equipes de alto desempenho devem adotar práticas competitivas em suas ações com o mercado – com objetivo de tornar-se a melhor em seu segmento – E valorizar, reconhecer e incentivar o espírito de competitividade em sua equipe – com o objetivo de tornar-se a melhor em seu segmento.

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Comprometimento X Talento – Se você fosse o Dunga, o que você escolheria?

Hoje à tarde a seleção brasileira de futebol joga seu último amistoso – contra a Irlanda – faltando exatos 101 dias para a estréia na Copa do Mundo.

Ontem o técnico Dunga deu uma entrevista coletiva afirmando que não irá convocar nenhum jogador fora do elenco atual – tirando de vez as chances de Ronaldinho Gaúcho – que está brilhando atualmente em seu time – de fazer parte da seleção.

Dunga justificou seu critério de escolha para fazer parte do time “é comprometimento, empenho, atitude e sacrifício…”. Isto tudo somado a ótimos resultados obtidos na sua gestão.

Dunga estabeleceu critérios de avaliação de sua equipe assim que assumiu a seleção e vem mantendo-se fiel e coerente em relação a estes critérios – lembrando sempre que comprometimento, empenho, atitude e sacrifício foram as competências que faltaram na equipe que disputou a copa de 2006.

Mas pergunto a você, como deixar de fora Ronaldinho jogando como está jogando? Como menosprezar tamanho talento?

As competências valorizadas por Dunga são fundamentais para qualquer equipe de alto desempenho atingir grandes resultados. Mas equipes vencedoras precisam inspirar… Precisam surpreender… Precisam de talentos insubstituíveis.

Na Copa que Dunga levantou a taça de campeão mundial como capitão do Brasil, seu amigo Romário tinha sido convocado na última hora para o último jogo das eliminatórias (se o Brasil perdesse estava fora da Copa). Romário fez 2 gols e foi o melhor jogador da copa. Nesta seleção de 1994, o gestor Parreira ainda teve o sangue frio de convocar o garoto de 17 anos – Ronaldo, que estava atuando com uma grande performance e iria se tornar o fenômeno mundial – para fazer parte da equipe brasileira. Ronaldo naquela ocasião parecia muito com o jogador Neymar de hoje…

Os jogadores da seleção comentam que com a eventual entrada de Ronaldinho o time sofreria uma grande decepção em função de acreditarem que Dunga não estaria sendo fiel com a equipe, faltando 100 dias pra Copa, tirar um jogador que está acompanhando o time há tanto tempo.

Pergunto? A fidelidade deve ser para com o jogador ou com o resultado final esperado?

Pergunto diferente: A fidelidade deve ser para com os colaboradores ou com o resultado final esperado da organização?

Gostaria de saber também se você fosse o Dunga o que você faria – Optaria pela coerência em ter um time comprometido que está alinhado ou arriscaria convocar em cima da hora um grande talento que poderia afetar a paz da equipe, mas poderia também fazer toda a diferença para vencer os jogos?

 

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