Quando explodimos no trabalho!
2010
Lendo a última coluna de Rodolfo Araújo na Você S/A – Líder Acidental, me fez lembrar de alguns casos esportivos de descontrole emocional que reforçam o texto de Rodolfo Araújo e nos mostram de uma maneira muito explícita como não podemos reagir.
O primeiro caso foi do goleiro argentino Franco Costanzo, lance inusitado que aconteceu durante o clássico entre Basel e FC Zurique, no ano passado, pelo Campeonato Suíço. Basel, começou a discutir com o zagueiro Beg Ferati por achá-lo culpado pelo gol sofrido aos 42 do segundo tempo. Revoltado, o jogador argentino (já defendeu o River Plate) deu um puxão no cabelo do companheiro, sendo necessária a ajuda de outros jogadores – inclusive do outro time – para separar a agressão.
O outro caso antológico foi a revolta de Nelson Piquet contra Eliseo Salazar no GP da Alemanha de 1982. O tricampeão o agride depois de ambos se envolverem em acidente.
Sem falar na cabeçada de Zidane contra Materazzi na sua última participação em Copas.
Não podia deixar de lembrar do controverso Romário que aqui agride torcedor do seu próprio time.
Muitas destas cenas falam por si só e sequer merecem comentários à respeito, tamanha tristeza do ato.
Mas é possível aprender a entender como controlar o comportamento em relação a situações de explosão emocional. No texto de Rodolfo “onde os muito fortes não tem vez” ele compartilha algumas formas muito estruturadas para resolver a situação.
Para acrescentar acredito que somos motivados por nossas crenças e valores pessoais que são desenvolvidos no decorrer de nossas experiências. Nestas, percebemos o mundo pelos nossos olhos e criamos nossas próprias realidades pessoais, que nos identifica e nos define como pessoas legítimas e autênticas.
Quando identificamos em outra pessoa uma percepção de realidade diferente da nossa, temos muita dificuldade em atribuir no outro, uma possibilidade de uma nova realidade, mas sim em qualificar que exista somente uma – A certa e a errada – Geralmente a certa é a nossa.
“Dizem que nós, seres humanos, somos animais racionais. Nossa crença nessa afirmação, nos leva a menosprezar as emoções e a enaltecer a racionalidade, a ponto de querermos atribuir pensamento racional a animais não-humanos, sempre que observamos neles comportamentos complexos. Nesse processo, fizemos com que a noção de realidade objetiva, se tornasse referência a algo que supomos ser universal e independente do que fazemos, e que usamos como argumento visando a convencer alguém, quando não queremos usar a força bruta.” (extraído do livro “A Ontologia da Realidade” de Humberto Maturana – Ed. UFMG, 1997)
Aceitar novas possibilidades de perceber a mesma situação é uma competência comportamental necessária para o constante aprendizado de gestores e craques.






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