Se o tempo não para, imagine as novidades…

09 mai
2012

Por Lucas Rossi, repórter de carreira, e Bárbara Ladeia, repórter de Dinheiro

 

São 6 horas e 38 minutos da tarde de uma sexta-feira. Um e-mail aparece na caixa de mensagens: “Olá, espero que você esteja bem. Desde que nos falamos, resolvemos renomear o site, agora ele se chamará POWERMEETER. A matéria já saiu? Espero que você tenha um ótimo final de semana e muito obrigado. Abraços, Shed”.  Nessa hora, a revista já estava rodando na gráfica. Em cinco dias milhares de exemplares já estariam nas mãos dos leitores e espalhados em bancas de todo o país. Não havia o que fazer.

O caso citado ilustra o que aconteceu com a nota que abre a seção Agora da revista VOCÊ S/A de maio. A primeira notícia da seção conta sobre um site recém lançando na Inglaterra que é dedicado às pessoas fazerem networking. O primeiro contato com Shed Simove, o fundador do site (que até então se chamava 85by55), aconteceu no final do mês de março. De lá para cá, nos falamos algumas vezes por e-mail e tivemos uma conversa de cerca de meia hora por telefone. A ideia do nome do site parecia interessante: 85 por 55 é o tamanho, em milímetros, de um cartão de visitas. Como o site é de networking – e é comum nestas ocasiões que as pessoas troquem cartões – o nome fazia total sentido. A decisão em mudar aconteceu depois que Shed teve uma conversa com a mãe dele. “Já tínhamos percebido que as pessoas se confundiam com os números. Um dia minha mãe me perguntou: ‘Como está indo o 82by22?’. Na hora disse ao meu sócio que era a hora de mudar o nome”, contou Shed por e-mail.

Como ainda por um tempo quem acessar 85by55.com irá cair na página correta, a matéria não é um desserviço. Mas talvez o leitor estranhe digitar um endereço e cair em um site com outro nome. Mas não havia o que fazer: a revista já estava na gráfica.

Algumas vezes, as mudanças nas informações começam ainda antes. Na editoria de Dinheiro o mês foi bastante agitado. A reportagem “A Guerra dos Juros”, escrita pela colega Denise Ramiro, começou abordando dívidas.  No dia quatro de abril, o Banco do Brasil anunciou corte nos juros à pessoa física, seguido pela Caixa Econômica Federal no dia seguinte. Uma semana depois, os bancos privados – puxados pelo HSBC – acompanharam o movimento.  A ideia era comparar o endividamento do leitor em bancos diferentes. Era uma boa hora para pensar em mudar o empréstimo de banco?

Começaram então as emoções: editora corre para atualizar os dados, repórter corre para buscar mais informações. E quando tudo parecia estar ajustado, no dia 25 de abril a caixa anuncia redução dos juros imobiliários. O corre-corre volta todo de novo.  No dia quatro de maio – a cinco dias da circulação da edição para assinantes -, era a vez do Banco do Brasil anunciar mais uma vez, outro corte nos juros à pessoa física.  Precisa contar o que aconteceu outra vez? E o ciclo nunca acaba. Hoje mesmo o BB reduziu os juros para as micro e pequenas empresas.

Esse desafio de manter a informação sempre “quente”, como se diz no jargão jornalístico, é uma das maiores dificuldades e dos principais prazeres de se trabalhar com notícia. Nós estamos sempre perseguindo a notícia, por mais rápido que ela corra!

Ps.: Da série desventuras do jornalismo, a nossa produtora multimídia Ananda Protti Morais também teve seus dias de luta ao longo da produção dos vídeos do Guia das Melhores Empresas para Começar a Carreira. Na última hora, um dos entrevistados não apareceu na gravação. #comofaz? Não perca os vídeos!

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Como eu me sinto quando….

26 abr
2012

Por Lucas Rossi, repórter de carreira da VOCÊ S/A

Há duas semanas um novo Tumblr, que é uma espécie de blog mais dinâmico, começou a rodar e fazer muito sucesso pela internet. A ideia do Como me sinto quando… é simples: mostrar, com humor e exagero, as reações diante de assuntos do cotidiano. O Tumblr é  alimentado pelo publicitário Marcelo Cidral, 24 anos, e lembra muito um projeto americano, também bastante famoso na internet, o  What should you call me. No projeto do Marcelo existem algumas referências engraçadas em relação ao dia a dia do escritório, como quando o chefe passa atrás da mesa, como ficamos no fim da sexta-feira no escritório, quando o chefe conta uma piada, o que faço quando vou a um bar depois de uma reunião estressante, o chefe avisa sobre o feriado prolongado e muitas outras. Decidi brincar e pensar em questões do escritório. Como eu me sinto quando…


…ligo no help desk e ninguém consegue resolver o meu problema:

…vou a um evento e eles começam a servir aqueles petiscos estranhos:

…chega um e-mail do chefe pedindo para consolidar alguns números e tem 5 planilhas do Excel anexadas:

…vou pedir aumento:

…meu chefe resolve pedir, às 5 horas da tarde da sexta-feira, para eu fazer uma tarefa:

…apresentam a nova meta do mês:

…vejo uma apresentação que não foi feita apenas  com os recursos básicos do PowerPoint:

…alguém diz que a reunião acabou:

…entro em uma sala e percebo que estão falando sobre demissões:

…me pedem para fazer um “negócio que vai ser rapidinho”, mas que na verdade irá demorar uma semana:

… ao ver o prato de salada, em uma segunda-feira, depois de ter jurado o final de semana todo que começaria uma dieta:

…as pessoas ficam conversando no café ao lado da minha mesa e a data da entrega está apertada:

…alguém começa a contar uma história sem nexo em uma reunião:

…as ações que comprei na semana passada sobem:

…chego atrasado para um compromisso:

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Deu a louca no mercado?

21 out
2011

Por Juliana De Mari, Diretora de redação da VOCÊ S/A

Imagem de Amostra do You Tube

Às vezes, tenho a sensação de que as empresas, ao montar o perfil de uma vaga, pensam nas qualidades que o candidato deverá ter para resolver todos os seus problemas, e não apenas aqueles relacionados à vaga. Concordo que os profissionais precisam de uma visão holística, mas não precisa ser igual à do diretor. Tenho experiência em grandes companhias e boa formação escolar e profissional, mas ficam algumas dúvidas: se realmente meu currículo é tão bom como as empresas de recrutamento dizem, se a dificuldade de encontrar bons profissionais está realmente no mercado, que está escasso, e se a exigência das organizações é real, e não exagerada” – Engenheira mecânica de Recife (PE)

“Quando vejo matérias falando sobre a falta de qualificação da mão de obra no Brasil, fica no ar um sentimento de que nós, profissionais, é que não estamos nos qualificando adequadamente. Tenho conversado muito com outros colegas sobre o assunto e percebo que eu e a grande maioria deles temos a mesma visão no que diz respeito a ser profissional versus demanda do mercado. Fica aí a sugestão para uma capa da Você S/A: ‘Você é um canivete suíço?’” - Profissional de TI de São Paulo (SP)

Depoimentos como estes acima têm chegado à redação cada vez mais frequentemente, assinados tanto por leitores que estão empregados quanto por aqueles que buscam recolocação. Eles escrevem compartilhando de uma mesma sensação: a de que, em um momento em que as empresas reclamam que falta gente qualificada, parece que elas estão buscando um perfil que realmente não existe. Do lado dos profissionais, há a desconfiança de que a seleção está sendo feita a partir de critérios descolados da realidade, o que acaba deixando de fora do mercado pessoas com formação e experiência úteis num momento de escassez de mão de obra, em vez de favorecer a entrada de quem está disposto a trabalhar. Por parte das organizações, há a necessidade de acertar rapidamente na contratação, e isso explica em parte os critérios mais rigorosos e a busca de um modelo de profissional perfeito, que não existe na prática, mas serve de gabarito para praticamente todos os níveis. Nossa reportagem de capa investiga as incoerências do mercado de trabalho e as razões para esse aparente descompasso entre a percepção de quem quer trabalhar e a demanda das corporações. O fato é que nunca houve tantos brasileiros empregados quanto agora — são 92 milhões — e há muitas vagas abertas em setores variados. É um momento muito bom para o profissional, mas para aproveitá-lo é preciso que você tenha investido não só no seu currículo. É preciso ter uma história de resultados, uma rede de contatos ativa e bastante noção de quais são seus pontos fortes e o que precisa desenvolver para dar o próximo salto. Quem se mantém atualizado e cuida da reputação tem mais chances de conseguir crescer junto com o país. Continue escrevendo pra gente e compartilhando das suas angústias e das suas conquistas. Boa leitura!

 

Leia mais na edição da Você S/A desse mês, já nas bancas!

 

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150 empresas, 150 histórias

06 set
2011

Por Daniela Dinizeditora da revista VOCÊ RH e coordenadora do Guia das Melhores Empresas Para Trabalhar

Você já ouviu falar, é claro, de mães corujas. Eu sou uma mãe – declaradamente – coruja. Do meu filho Leonardo, de um aninho, e do meu filhote de 15 anos e 291 páginas: o Guia VOCÊ S/A – EXAME – As Melhores Empresas para Você Trabalhar. Coordeno o anuário desde 2008 com dedicação de mãe. Não é exagero.

O processo todo começa lá em fevereiro quando abrimos as inscrições da pesquisa. Para captar mais e mais empresas a cada ano, vou a campo. Faço reuniões e apresentações com uma, duas, dez pessoas numa sala. E explico por que você só tem vantagens em participar do Guia – o meu filhote é único no mercado e, claro, não tem comparação com nenhum outro por aí. É mais bonito, é mais competente, é mais robusto.

Quando chega a hora da pré-classificação (quando os jornalistas partem para a etapa de visitas), a agitação chega ao ápice. Coordeno todo esse ritual – de jornalista que está no meio da estrada perdido, do outro que perdeu o nome da diretora de RH e está barrado na porta da empresa e dos muitos que querem seus briefings de empresas que demoram a chegar. E claro que também faço visita. Não dá para perder o contato com o mundo real. Ouvir as histórias que fazem a pesquisa ter um sentido único. As visitas dão vida ao nosso estudo. E como é bom para nós jornalistas ouvir e ver isso. Entrar no mundo das engrenagens, dos laboratórios, das usinas, das montadoras e ver como tudo funciona – e funciona melhor quando há um time motivado por trás de tudo isso. Voltamos cheios de contos e causos que aos poucos vão sendo transformados em textos – que leio, edito, aprendo. Li os 150 textos das 150 empresas listadas no anuário neste ano.  E posso dizer que esse foi o melhor dos 3 Guias que pude fechar (no ano passado, estava em licença-maternidade e não editei o anuário de 2010).

Ao ver todo o Guia pelo computador na última sexta-feira, dia 2 de setembro – do sumário à última página – fiquei orgulhosa e satisfeita. Pelo material único e rico que entregamos ao mercado. Por tantas histórias fantásticas que colhemos durante meses de pesquisa. Por contribuir com a gestão de pessoas do Brasil. Ver o resultado de um trabalho tão intenso e fruto de tantos cérebros e olhos e mãos dá realmente um sentido para nosso trabalho. Corujice à parte, o Guia VOCÊ S/A EXAME – As Melhores Empresas para Você Trabalhar está incrível, o melhor dos 15, o melhor de todos.

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Dividindo um escritório

05 set
2011

Por Amanda Kamanchek Lemosrepórter de carreira da VOCÊ S/A

Quando estamos pensando em pautas para a Você S/A, surge uma série de questionamentos. Como lidar com nosso chefe? Quais são as grandes atitudes de um líder? Como se organizar e ser produtivo? E a divagação vai embora… Recentemente, estava lendo uma matéria sobre a empresa de design para escritório Herman Miller e descobri quem é o responsável por eu estar nesta baia em V, com a mesa em L, entre meu editor e o repórter Luiz De França. Tudo bem, não foi exatamente a Herman Miller que me colocou neste lugar. Mas foi ela – ou melhor, seu designer Eames – que projetou o modelo atual de escritórios, com pequenas divisórias.

Durante a comemoração de 13 anos da nossa revista, que aconteceu na última quarta-feira, pedimos que os leitores nos enviassem fotos de seus escritórios. Teve até foto de Portugal, enviada pela Juliana L. P. Cunha. Mas, por mais moderno, organizado e criativo que fosse o modelo da foto, lá estavam as baias e as mesas em L .

E, por mais que eu tenha julgado este assunto um tanto secundário, ver que quase todos os escritórios do mundo se organizam da mesma forma, me fez perceber o quanto as divisórias influenciam as nossas relações interpessoais no trabalho, sem que sequer nos demos conta.

O fim das baias está diminuindo aos poucos no mercado, especialmente entre as empresas “pontocom”, e nos leva a questionar: como serão os escritórios no futuro? No Groupon Brasil, os funcionários já se sentam em uma mesa sem divisórias laterais e tem à disposição um lounge com cadeiras e projetor de imagens para discutir ideias.

O extermínio das baias pode propiciar a comunicação natural entre as pessoas, favorecendo a troca de ideias e a criatividade. Mas também podem despertar menor privacidade e maior ruído. O que será mais valioso?

Para refletir um pouco, deixo aqui alguns exemplos curiosos de escritórios inovadores. Como o da PONS + HUOT Offices, que utiliza bolhas como divisórias. O da Pixar, que oferece uma cabana para seus criadores dentro dos estúdios, com endereço e número como em uma residência, e um modelo virtual do egípcio Ahmed Hosny para arquitetos, em que a mesa traria um sinal verde ou vermelho, conforme a disposição do funcionário para conversar ou não com os colegas.

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Dia 31 de agosto: às 13 horas vamos comemorar os 13 anos

29 ago
2011

Neste mês de agosto, a VOCÊ S/A completa 13 anos de vida. Foram 159 edições até agora e muitas (mas muitas páginas mesmo) de conteúdo sobre carreira e finanças. Para nós, da redação, todos os meses é um prazer imenso quando nos sentamos para discutir o que sairá na próxima edição. Passamos horas e mais horas pensando o que seria legal trazer para vocês.

Para comemorar essa data tão especial, nesse ano resolvemos fazer diferente. No dia 31 (olha o trocadinho: 31 é o contrário de 13), às 13 horas (agora é redundância mesmo), você fará parte dessa festa. Tire uma foto do seu escritório, daquela parte que é especial, da sua mesa, do seu aconchego, da galera... (fique à vontade para celebrar – vale plaquinha dizendo “Parabéns VOCÊ S/A”) e iremos colocar em nosso Tumblr, que é só de fotos de escritório!

Como mandar? Basta anexar a foto e enviar para revistavocesa@gmail.com – é claro que iremos dar aquela selecionada nas fotos que entrarão. Aproveitem e coloquem em seu Twitter: #escritóriosEMsintonia com a @vocesa. Aproveita e confirma a sua participação no evento pelo Facebook da VOCÊ S/A, é só clicar aqui e dizer que vai!

Venha para essa festa você também!

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Caça às personagens

22 jul
2011

Quem pensa que a busca por personagens é uma tarefa fácil está enganado.
Na matéria de capa Roubadas de Carreira, da edição 157 – Julho de 2011, Andrea Giardino, repórter de Carreira da Você S/A, fala dos desafios de encontrar pessoas que topassem contar suas experiências.

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Projeto gráfico – nova capa

07 jun
2011

No último vídeo da série sobre no projeto gráfico, você descobre as mudanças que foram feitas na capa de VOCÊ S/A.

A edição de junho, que chega às bancas nesta semana, mantem o novo projeto gráfico (é claro!).

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Por trás das páginas – Nova Tipografia

25 mai
2011

No segundo vídeo da série sobre o novo projeto gráfico da revista VOCÊ S/A você conhece um pouco mais sobre a escolha da tipografia.

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O Novo Projeto Gráfico

20 mai
2011
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