Deu a louca no mercado?

21 out
2011

Por Juliana De Mari, Diretora de redação da VOCÊ S/A

Imagem de Amostra do You Tube

Às vezes, tenho a sensação de que as empresas, ao montar o perfil de uma vaga, pensam nas qualidades que o candidato deverá ter para resolver todos os seus problemas, e não apenas aqueles relacionados à vaga. Concordo que os profissionais precisam de uma visão holística, mas não precisa ser igual à do diretor. Tenho experiência em grandes companhias e boa formação escolar e profissional, mas ficam algumas dúvidas: se realmente meu currículo é tão bom como as empresas de recrutamento dizem, se a dificuldade de encontrar bons profissionais está realmente no mercado, que está escasso, e se a exigência das organizações é real, e não exagerada” – Engenheira mecânica de Recife (PE)

“Quando vejo matérias falando sobre a falta de qualificação da mão de obra no Brasil, fica no ar um sentimento de que nós, profissionais, é que não estamos nos qualificando adequadamente. Tenho conversado muito com outros colegas sobre o assunto e percebo que eu e a grande maioria deles temos a mesma visão no que diz respeito a ser profissional versus demanda do mercado. Fica aí a sugestão para uma capa da Você S/A: ‘Você é um canivete suíço?’” - Profissional de TI de São Paulo (SP)

Depoimentos como estes acima têm chegado à redação cada vez mais frequentemente, assinados tanto por leitores que estão empregados quanto por aqueles que buscam recolocação. Eles escrevem compartilhando de uma mesma sensação: a de que, em um momento em que as empresas reclamam que falta gente qualificada, parece que elas estão buscando um perfil que realmente não existe. Do lado dos profissionais, há a desconfiança de que a seleção está sendo feita a partir de critérios descolados da realidade, o que acaba deixando de fora do mercado pessoas com formação e experiência úteis num momento de escassez de mão de obra, em vez de favorecer a entrada de quem está disposto a trabalhar. Por parte das organizações, há a necessidade de acertar rapidamente na contratação, e isso explica em parte os critérios mais rigorosos e a busca de um modelo de profissional perfeito, que não existe na prática, mas serve de gabarito para praticamente todos os níveis. Nossa reportagem de capa investiga as incoerências do mercado de trabalho e as razões para esse aparente descompasso entre a percepção de quem quer trabalhar e a demanda das corporações. O fato é que nunca houve tantos brasileiros empregados quanto agora — são 92 milhões — e há muitas vagas abertas em setores variados. É um momento muito bom para o profissional, mas para aproveitá-lo é preciso que você tenha investido não só no seu currículo. É preciso ter uma história de resultados, uma rede de contatos ativa e bastante noção de quais são seus pontos fortes e o que precisa desenvolver para dar o próximo salto. Quem se mantém atualizado e cuida da reputação tem mais chances de conseguir crescer junto com o país. Continue escrevendo pra gente e compartilhando das suas angústias e das suas conquistas. Boa leitura!

 

Leia mais na edição da Você S/A desse mês, já nas bancas!

 

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150 empresas, 150 histórias

06 set
2011

Por Daniela Dinizeditora da revista VOCÊ RH e coordenadora do Guia das Melhores Empresas Para Trabalhar

Você já ouviu falar, é claro, de mães corujas. Eu sou uma mãe – declaradamente – coruja. Do meu filho Leonardo, de um aninho, e do meu filhote de 15 anos e 291 páginas: o Guia VOCÊ S/A – EXAME – As Melhores Empresas para Você Trabalhar. Coordeno o anuário desde 2008 com dedicação de mãe. Não é exagero.

O processo todo começa lá em fevereiro quando abrimos as inscrições da pesquisa. Para captar mais e mais empresas a cada ano, vou a campo. Faço reuniões e apresentações com uma, duas, dez pessoas numa sala. E explico por que você só tem vantagens em participar do Guia – o meu filhote é único no mercado e, claro, não tem comparação com nenhum outro por aí. É mais bonito, é mais competente, é mais robusto.

Quando chega a hora da pré-classificação (quando os jornalistas partem para a etapa de visitas), a agitação chega ao ápice. Coordeno todo esse ritual – de jornalista que está no meio da estrada perdido, do outro que perdeu o nome da diretora de RH e está barrado na porta da empresa e dos muitos que querem seus briefings de empresas que demoram a chegar. E claro que também faço visita. Não dá para perder o contato com o mundo real. Ouvir as histórias que fazem a pesquisa ter um sentido único. As visitas dão vida ao nosso estudo. E como é bom para nós jornalistas ouvir e ver isso. Entrar no mundo das engrenagens, dos laboratórios, das usinas, das montadoras e ver como tudo funciona – e funciona melhor quando há um time motivado por trás de tudo isso. Voltamos cheios de contos e causos que aos poucos vão sendo transformados em textos – que leio, edito, aprendo. Li os 150 textos das 150 empresas listadas no anuário neste ano.  E posso dizer que esse foi o melhor dos 3 Guias que pude fechar (no ano passado, estava em licença-maternidade e não editei o anuário de 2010).

Ao ver todo o Guia pelo computador na última sexta-feira, dia 2 de setembro – do sumário à última página – fiquei orgulhosa e satisfeita. Pelo material único e rico que entregamos ao mercado. Por tantas histórias fantásticas que colhemos durante meses de pesquisa. Por contribuir com a gestão de pessoas do Brasil. Ver o resultado de um trabalho tão intenso e fruto de tantos cérebros e olhos e mãos dá realmente um sentido para nosso trabalho. Corujice à parte, o Guia VOCÊ S/A EXAME – As Melhores Empresas para Você Trabalhar está incrível, o melhor dos 15, o melhor de todos.

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Dividindo um escritório

05 set
2011

Por Amanda Kamanchek Lemosrepórter de carreira da VOCÊ S/A

Quando estamos pensando em pautas para a Você S/A, surge uma série de questionamentos. Como lidar com nosso chefe? Quais são as grandes atitudes de um líder? Como se organizar e ser produtivo? E a divagação vai embora… Recentemente, estava lendo uma matéria sobre a empresa de design para escritório Herman Miller e descobri quem é o responsável por eu estar nesta baia em V, com a mesa em L, entre meu editor e o repórter Luiz De França. Tudo bem, não foi exatamente a Herman Miller que me colocou neste lugar. Mas foi ela – ou melhor, seu designer Eames – que projetou o modelo atual de escritórios, com pequenas divisórias.

Durante a comemoração de 13 anos da nossa revista, que aconteceu na última quarta-feira, pedimos que os leitores nos enviassem fotos de seus escritórios. Teve até foto de Portugal, enviada pela Juliana L. P. Cunha. Mas, por mais moderno, organizado e criativo que fosse o modelo da foto, lá estavam as baias e as mesas em L .

E, por mais que eu tenha julgado este assunto um tanto secundário, ver que quase todos os escritórios do mundo se organizam da mesma forma, me fez perceber o quanto as divisórias influenciam as nossas relações interpessoais no trabalho, sem que sequer nos demos conta.

O fim das baias está diminuindo aos poucos no mercado, especialmente entre as empresas “pontocom”, e nos leva a questionar: como serão os escritórios no futuro? No Groupon Brasil, os funcionários já se sentam em uma mesa sem divisórias laterais e tem à disposição um lounge com cadeiras e projetor de imagens para discutir ideias.

O extermínio das baias pode propiciar a comunicação natural entre as pessoas, favorecendo a troca de ideias e a criatividade. Mas também podem despertar menor privacidade e maior ruído. O que será mais valioso?

Para refletir um pouco, deixo aqui alguns exemplos curiosos de escritórios inovadores. Como o da PONS + HUOT Offices, que utiliza bolhas como divisórias. O da Pixar, que oferece uma cabana para seus criadores dentro dos estúdios, com endereço e número como em uma residência, e um modelo virtual do egípcio Ahmed Hosny para arquitetos, em que a mesa traria um sinal verde ou vermelho, conforme a disposição do funcionário para conversar ou não com os colegas.

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Dia 31 de agosto: às 13 horas vamos comemorar os 13 anos

29 ago
2011

Neste mês de agosto, a VOCÊ S/A completa 13 anos de vida. Foram 159 edições até agora e muitas (mas muitas páginas mesmo) de conteúdo sobre carreira e finanças. Para nós, da redação, todos os meses é um prazer imenso quando nos sentamos para discutir o que sairá na próxima edição. Passamos horas e mais horas pensando o que seria legal trazer para vocês.

Para comemorar essa data tão especial, nesse ano resolvemos fazer diferente. No dia 31 (olha o trocadinho: 31 é o contrário de 13), às 13 horas (agora é redundância mesmo), você fará parte dessa festa. Tire uma foto do seu escritório, daquela parte que é especial, da sua mesa, do seu aconchego, da galera... (fique à vontade para celebrar – vale plaquinha dizendo “Parabéns VOCÊ S/A”) e iremos colocar em nosso Tumblr, que é só de fotos de escritório!

Como mandar? Basta anexar a foto e enviar para revistavocesa@gmail.com – é claro que iremos dar aquela selecionada nas fotos que entrarão. Aproveitem e coloquem em seu Twitter: #escritóriosEMsintonia com a @vocesa. Aproveita e confirma a sua participação no evento pelo Facebook da VOCÊ S/A, é só clicar aqui e dizer que vai!

Venha para essa festa você também!

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Caça às personagens

22 jul
2011

Quem pensa que a busca por personagens é uma tarefa fácil está enganado.
Na matéria de capa Roubadas de Carreira, da edição 157 – Julho de 2011, Andrea Giardino, repórter de Carreira da Você S/A, fala dos desafios de encontrar pessoas que topassem contar suas experiências.

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Projeto gráfico – nova capa

07 jun
2011

No último vídeo da série sobre no projeto gráfico, você descobre as mudanças que foram feitas na capa de VOCÊ S/A.

A edição de junho, que chega às bancas nesta semana, mantem o novo projeto gráfico (é claro!).

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Por trás das páginas – Nova Tipografia

25 mai
2011

No segundo vídeo da série sobre o novo projeto gráfico da revista VOCÊ S/A você conhece um pouco mais sobre a escolha da tipografia.

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O Novo Projeto Gráfico

20 mai
2011
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Foto: posada ou natural?

13 mai
2011

Por Raul Junioreditor de Fotografia da VOCÊ S/A

Henri Cartier-Bresson ou Yousuf Karsh?  Qual desses fotógrafos você prefere? Claro, a grande maioria provavelmente gosta mais ou se identifica mais com o trabalho do fotógrafo documentarista francês Cartier-Bresson, que andava para cima e para baixo com a sua inseparável Leica. E não é para menos. Ele é o ícone do fotojornalismo do século XX, que se inspirava no cotidiano, e que dizia: “o papel do fotógrafo é documentar e para isso é necessário uma câmera eficiente e intuição” . Artista, poeta e desenhista, Bresson não gostava de fotos posadas. Ele preferia fotografar natural e suavemente.

Já Yousuf Karsh preferia os retratos. O fotógrafo canadense, de origem armênia, tinha habilidade  e determinação especiais para  conseguir um belo retrato. Ele mesmo dizia que “quando você fotografa uma pessoa você fotografa a  sua alma” . É dele o retrato mais famoso e mais reproduzido do mundo. Ele queria retratar o ex-primeiro ministro britânico Winston Churchill sem o seu contestável charuto, o que seria uma foto inédita. Karsh montou a câmera num tripé, entoou o “olha o passarinho” – e, o melhor  de tudo-, foi até Churchill, arrancou-lhe o charuto abruptamente e, antes de qualquer reação do ministro, desferiu-lhe apenas três cliques imortais. Foi o suficiente para eternizar o que seria o seu melhor retrato, ainda que Churchill quisesse esganá-lo, de tanta raiva que ficou.

E eu, Raul Junior, respondendo à minha pergunta inicial prefiro Karsh. Ainda que tenhamos fotógrafos de nome e renome como Ansel Adams, Don Mc Cullin, Josef Koudelka, Robert Capa, Gisele Freund, Ernst Haas, Marc Ribould, Sebastião Salgado e tantos outros, prefiro Karsh. Simples assim porque eu prefiro os retratos. Eu gosto de fotografar pessoas. Eu gosto de me envolver com a emoção e sentimentos das pessoas na hora de fotografá-las. Guardadas todas as proporções possíveis eu também gosto de fotografar a “alma das pessoas”. Gosto de ver seus olhos brilhando e sentir isso passando para as fotos. Gosto de perceber mais a emoção do que a vaidade da pessoa a ser retratada. O retrato é para sempre. E aquele momento único, que nunca mais vai se repetir – mesmo que você faça mil cliques  subsequentes -, tem de ser bem preparado e bem executado. A diferença do retratista – e assim me considero humildemente -, é que ele interfere diretamente na pose, no posicionamento das mãos, braços, pernas e tronco e, muito especialmente, no direcionamento do olhar, da pessoa fotografada.  Ah, não se pode esquecer  - o que seria um pecado capital -, de desenhar uma bela luz,  bem estudada e bem calculada, que é –ao mesmo tempo -, a pintura e a moldura do corpo.

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A arte de cortar palavras*

12 mai
2011

Por Nataly Pugliesi, repórter da editoria Mercado e responsável pela seção ETC…


Na última semana de março, meu editor – José Eduardo Costa, redator-chefe da revista – me chamou na mesa dele. “Vamos fazer uma entrevista com este cara?”, disse apontando para um nome que despontava na primeira posição de um ranking realizado pela The New York Times Magazine, revista que vem encartada ao jornal de mesmo nome todos os domingos.

Rafinha Bastos: o mais influente do Twitter

 

A personalidade no topo da lista era Rafinha Bastos. O jornalista e comediante brasileiro, apresentador dos programas CQC e A Liga, da emissora Bandeirantes, foi eleito a pessoa mais influente do mundo dentro da rede social Twitter. Deixando para trás personalidades como simplesmente o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a cantora Lady Gaga, a mais seguida do mundo na mídia social.

A publicação encomendou da empresa de pesquisas Twitalyzer, especializada no microblog, um levantamento sobre qual seria o usuário com maior poder de influência. Para o jornal, havia uma forma melhor de medir isto que não fosse o número de seguidores. A consultoria desenvolveu um índice: a pessoa mais influente seria aquela cujo nome fosse o mais mencionado e cujas mensagens seriam as mais reproduzidas por outros usuários na rede.

Ilustração de La Tigre, da reportagem do The New York Times Magazine

O resultado da pesquisa apontou o nome de Rafinha Bastos, que também não fica atrás em número de seguidores. São mais de 2 milhões. “Quem é esse cara?”, perguntaram-se os americanos. Isto rendeu ao brasileiro uma entrevista para a edição online da conceituada revista americana Wired.

A primeira coisa que eu fiz foi ler as duas reportagens e tudo o que estava sendo falado sobre o assunto na internet. Depois, li diversas biografias online e fucei no site pessoal dele. Preparei-me e entrei em contato com o comediante. A ideia era fazer um perfil, tirando da história dele dicas de carreira e de como a internet turbinou a dele. Ele gostou da ideia e logo topou.

Na segunda-feira, dia 18 de abril, às 19h, poucas horas antes do CQC ir ao ar, Zé e eu nos encontramos com Rafinha na Band. A entrevista aconteceu no camarim do programa. Minhas primeiras impressões: Rafinha é altíssimo e – diferente da maioria dos seres humanos – é mais magro na TV. Educado, tem uma fala naturalmente engraçada e, para a minha surpresa, não é do tipo de comediante que faz piada de tudo.  

A nossa conversa durou poucos segundos mais que 33 minutos. Só foi interrompida quando ele nos pediu licença para gravar um áudio para o CQC. Só nessa meia hora já tínhamos um material imenso que nos renderia ótimas informações, mas com certeza se marcássemos mais outros dois encontros ainda teria muito a ser dito.  

De volta à redação, alguns dias depois, conversando pelos corredores com nossos vizinhos de baia, repórteres da revista Info, descobrimos que Rafinha Bastos seria capa da edição deles do mês de maio. O nosso desafio foi como falar de um assunto que seria – e já estava sendo – tão amplamente abordado na mídia de forma diferente? Aí aproveitamos uma grande sacada do nosso novo – e lindo! – projeto gráfico e editorial que é a seção Agora, um espaço onde cabem notas e perfis.

Poder Nerd: Rafinha Bastos vestido de Stormtrooper na capa de maio da revista Info

E foi lá que ficou o Retrato de Carreira de Rafinha Bastos. Nesta página, quem conta a história é o próprio personagem através de frases curtas – aproveitando a deixa, tipo Twitter: 140 toques - que podem ou não conectar-se entre si, inclusive, em ordem cronológica. Foi a maneira diferente que encontramos: publicar as frases do comediante como nos foi dita. Deixar o Rafinha contar.

O meu desafio particular foi transformar mais de 16 000 toques de entrevista em 1 500. IM-POS-SÍ-VEL! Quando você tem carinho por um texto ou um tema, é difícil desapegar. Acho que todo jornalista passa por isso. Mas, como diz a famosa frase: “Escrever é a arte de cortar palavras”, evoquei à Nossa Senhora Protetora dos Jornalistas o meu poder de síntese, e lá fui eu cortar ou, como chamamos em revista, editar. Li e reli o texto todo dezessete vezes, buscando as frases de maior impacto e que melhor explicariam a trajetória de carreira dele. O resultado – que ainda teve o corte final do editor Murilo Ohl – você confere na edição de maio, que está nas bancas a partir de hoje (12/05).

*Pelo tamanho do post, nota-se que cortar palavras não é exatamente o meu forte (risos).

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